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Colegas da Polícia Federal prestam emocionante homenagem à escrivã Vanessa Marty

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Foto: Reprodução/CGN

Por Diego Cavalcante

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A morte da servidora da Polícia Federal Vanessa Marty, de 45 anos, encontrada sem vida na noite de quarta-feira (24) em sua residência no Bairro Brasília, em Cascavel, continua causando comoção entre familiares, amigos e colegas de trabalho. Em uma homenagem emocionante, servidores da instituição divulgaram uma carta de despedida destacando a dedicação, o bom humor e a amizade deixados por Vanessa ao longo dos anos de convivência.

Na mensagem, os colegas recordam momentos vividos ao lado da servidora e ressaltam que ela sempre procurava separar os desafios da vida pessoal do ambiente profissional, mantendo o sorriso e a disposição durante o trabalho. Também lembram da alegria demonstrada por Vanessa ao retornar às atividades na Polícia Federal e do carinho que tinha pela filha, para quem organizava a festa de 15 anos.

A homenagem foi assinada pelos amigos da Polícia Federal e reproduzida na íntegra abaixo, com apenas ajustes de pontuação.

“Querida Vanessa…

Nós, que convivemos com você, queremos lhe endereçar algumas palavras em sua homenagem. Estas palavras sairão de nosso sentimento genuíno.

Por sua simplicidade, provavelmente nem queira que lhe dediquemos esta homenagem, então lhe pedimos permissão para fazer isso.

Você foi uma boa pessoa que esteve conosco e conviveu em nosso meio. Era uma pessoa do bem. Seu bom humor e sua presença sempre fizeram nosso ambiente de trabalho melhor.

E que bom que você se sentiu acolhida por seus amigos quando retornou ao trabalho, conforme revelou a colegas. Disseram que você ficou muito feliz no dia de seu retorno, encontrando sua mesa, cadeira e computador preservados por seus irmãos de profissão, em respeito a você.

Tinha seus dramas pessoais e não só lutava para superá-los, como fazia de tudo para não trazê-los consigo quando vinha para a Polícia Federal cumprir seu ofício como dedicada servidora.

Há poucos dias, numa operação de incineração de drogas, lá estava você, sorridente e carregando fardos pesados de entorpecentes, desafiando, em tom humorado, aqueles colegas que estavam no mesmo trabalho.

Foi assim em outras vezes e provavelmente seria assim no amanhã, não fosse sua inesperada e dramática partida.

Planejava para breve a festa de 15 anos de sua filha. Falou-nos do evento e de sua preocupação para que tudo desse certo. Claro, sua filha e amiga era seu maior amor.

Não sabemos como, e deixamos isso para Deus decidir, mas continue a ser a luz para sua filha e para todos aqueles que lhe são queridos.

Que lhe seja dada a graça do reencontro com aqueles que foram antes de você, principalmente seu pai, cuja partida tanta dor lhe causou.

Que você esteja bem e em paz.

Fica aqui nosso agradecimento por sua amizade, seu alto astral e sua dignidade. Temos orgulho quando falamos de você, porque você nos fazia bem.

Obrigado, Vanessa. Fique bem e fique com Deus.

Assinam: seus amigos da Polícia Federal.

A homenagem foi compartilhada em meio ao luto pela morte da servidora, que atuava na Polícia Federal e era bastante conhecida entre os colegas. O caso segue sendo investigado pela Delegacia de Homicídios de Cascavel. O marido da vítima, um subtenente da reserva remunerada do Exército, foi preso em flagrante e permanece à disposição da Justiça enquanto as investigações prosseguem.

Resumo do que aconteceu

Militar é preso acusado de matar escrivã da Polícia Federal em Cascavel: o que aconteceu?
R: Vanessa Marty, escrivã da Polícia Federal de 44 anos, foi encontrada morta na noite de 24 de junho de 2026 dentro de seu carro, no pátio da residência do casal, em Cascavel. O marido, Júlio César Waltemann, militar da reserva do Exército, foi preso em flagrante suspeito de feminicídio.
Por que o caso chocou Cascavel e todo o Brasil?
R: O crime envolveu uma policial federal e um militar da reserva do Exército, ambos figuras públicas, e ocorreu dentro da própria casa do casal, levantando suspeitas de feminicídio e gerando grande repercussão.
Como Vanessa Marty foi encontrada morta?
R: Vanessa foi encontrada sem vida, com um ferimento de arma de fogo na cabeça, dentro de seu carro estacionado no pátio da residência da família, na Rua Adoniram Barbosa, Bairro Brasília, em Cascavel.
O que levou a polícia a descartar a hipótese de suicídio?
R: A perícia técnica apontou inconsistências na cena do crime, como a dinâmica dos fatos, a distância da arma e a ausência de sinais de pólvora no corpo da vítima, afastando a hipótese de suicídio e indicando possível feminicídio.
Quem é o principal suspeito do crime?
R: O principal suspeito é Júlio César Waltemann (também citado como Valteman), subtenente da reserva do Exército e marido da vítima, que foi preso em flagrante na madrugada de 25 de junho de 2026.
Qual foi a justificativa do marido para o que aconteceu?
R: Júlio César Waltemann alegou que estava fora do carro quando ouviu o disparo e, ao retornar, encontrou a esposa já sem vida. Ele colaborou com as investigações e entregou imagens das câmeras de segurança da residência.
Como foi a decisão da Justiça sobre a prisão do suspeito?
R: Na audiência de custódia realizada em 26 de junho de 2026, a Justiça homologou a prisão em flagrante e converteu em prisão preventiva, justificando a necessidade de garantir a ordem pública.
O suspeito pode responder ao processo em liberdade?
R: Não. Como o crime investigado é feminicídio, não cabe pagamento de fiança, e a Justiça determinou a prisão preventiva de Júlio César Waltemann.
Onde o militar está detido?
R: Júlio César Waltemann permanece detido no batalhão do Exército, à disposição da Justiça, enquanto as investigações continuam.
Qual foi o papel da Polícia Científica e da Delegacia de Homicídios no caso?
R: A Polícia Científica realizou a perícia no local e identificou elementos que descartaram o suicídio. A Delegacia de Homicídios assumiu a investigação e conduziu a prisão em flagrante do suspeito.
O que diz a nota oficial do Exército sobre a prisão?
R: O Comando da 15ª Brigada de Infantaria Mecanizada confirmou a prisão em flagrante do subtenente da reserva Júlio César Waltemann, relacionada a um suposto crime de homicídio ocorrido na noite de 24 de junho.
Como era a relação do casal antes do crime?
R: Segundo o delegado Ian Leão, o casal estava em um bar assistindo ao jogo do Brasil e voltou para casa para ver o segundo tempo, momento em que o crime ocorreu. Não há outras informações sobre a relação.
Vanessa Marty chegou a ser socorrida?
R: Socorristas do Siate e um médico foram chamados, mas ao chegarem ao local constataram que Vanessa já estava sem vida.
Quais são os próximos passos da investigação?
R: A Polícia Civil segue reunindo provas, realizando diligências e exames periciais para esclarecer as circunstâncias da morte de Vanessa Marty. Nenhuma hipótese está totalmente descartada.
O caso já foi totalmente esclarecido?
R: Não. As investigações estão em andamento e novas informações serão divulgadas conforme o avanço dos trabalhos policiais.
Quais autoridades estão envolvidas nas investigações?
R: A Delegacia de Homicídios de Cascavel, a Polícia Científica, a Polícia Militar e o Exército Brasileiro estão envolvidos nas investigações e procedimentos do caso.
Por que o caso é tratado como feminicídio?
R: A polícia identificou indícios de que o crime foi motivado por questões de gênero, o que caracteriza feminicídio conforme a legislação brasileira.
Quando e onde o crime aconteceu?
R: O crime ocorreu na noite de 24 de junho de 2026, na residência do casal, localizada na Rua Adoniram Barbosa, Bairro Brasília, em Cascavel.
O suspeito já tinha antecedentes criminais?
R: Não há informações nos textos sobre antecedentes criminais do suspeito Júlio César Waltemann.
O caso teve repercussão nacional?
R: Sim. O envolvimento de uma policial federal e de um militar da reserva, além da suspeita de feminicídio, gerou grande repercussão e comoção.

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