CGN - Últimas notícias de Cascavel, Paraná e Brasil
Acesse aqui o Discover e busque as mais lidas por mês!

PM divulga relatório sobre acidente que matou menino de 12 anos no Bairro Morumbi

Publicado em

Relacionadas:

Imagem referente a PM divulga relatório sobre acidente que matou menino de 12 anos no Bairro Morumbi
Foto: Reprodução/CGN

Por Fábio Wronski

Atualizado em

Um menino de 12 anos morreu após ser atropelado por um caminhão na tarde de domingo (7), no bairro Periolo, em Cascavel. O acidente foi registrado por volta das 17h20, no cruzamento das ruas Serra da Borborema e Serra do Vento, e mobilizou diversas forças de segurança e atendimento de emergência.

De acordo com informações da Polícia Militar, o caminhão Scania R124 trafegava pela Rua Serra da Borborema quando realizou uma conversão à direita para acessar a Rua Serra do Vento. Durante a manobra, o veículo atingiu o adolescente, que seguia pela via no momento do acidente.

Equipes do SIATE foram acionadas para prestar atendimento, mas a vítima não resistiu aos ferimentos e teve o óbito constatado ainda no local. Quando os policiais chegaram, equipes da Polícia Científica, Grupo de Diligências Especiais (GDE), Transitar, Guarda Municipal e Guarda Patrimonial já atuavam na ocorrência.

Após a realização da perícia, o corpo do menino foi liberado para remoção ao Instituto Médico-Legal (IML). Durante os procedimentos, o motorista do caminhão foi submetido ao teste do etilômetro pela equipe da Transitar. O exame apontou resultado de 0,67 miligrama de álcool por litro de ar expelido pelos pulmões.

Diante do resultado, o condutor foi preso pela Guarda Municipal e encaminhado à 10ª Central Regional de Flagrantes para as providências cabíveis. Conforme a Polícia Militar, a documentação do motorista e do veículo estava regular.

Durante o atendimento da ocorrência, populares revoltados com a situação depredaram o caminhão envolvido no atropelamento. Posteriormente, o veículo foi liberado para um motorista devidamente habilitado, que realizou o teste do bafômetro com resultado negativo.

O caso será investigado pelas autoridades competentes para apurar as circunstâncias do acidente. A ocorrência resultou na prisão do motorista do caminhão e na morte do menino de 12 anos.

Resumo do que aconteceu

Menino de 12 anos morre atropelado em Cascavel: o que aconteceu?
R: No fim da tarde de domingo, 7 de junho de 2026, Carlos Eduardo Camargo dos Santos, de 12 anos, foi atropelado e morto por um caminhão no cruzamento das ruas Serra da Borborema e Serra do Vento, no Jardim Ipanema, em Cascavel.
Como foi o acidente que tirou a vida de Carlos Eduardo?
R: Carlos Eduardo brincava com uma bola de futebol quando correu para recuperá-la. Nesse momento, um caminhão Scania R124 fazia uma conversão à direita e o atropelou. O menino morreu ainda no local devido à gravidade dos ferimentos.
Quem era Carlos Eduardo Camargo dos Santos?
R: Carlos Eduardo Camargo dos Santos era um menino de 12 anos, aluno do 7º ano D do Colégio Estadual Marcos Cláudio Schuster, descrito como educado, prestativo, querido por todos, apaixonado por futebol e que gostava de ajudar a avó na cozinha e cuidar dos irmãos mais novos.
O motorista do caminhão estava embriagado?
R: Sim. O motorista foi submetido ao teste do etilômetro, que apontou 0,67 miligrama de álcool por litro de ar alveolar expelido, índice que configura crime de embriaguez ao volante.
O motorista foi preso após o acidente?
R: Sim. O motorista foi preso em flagrante por embriaguez ao volante com resultado morte e encaminhado à 10ª Central Regional de Flagrantes.
Como o motorista se defendeu sobre o atropelamento?
R: O motorista alegou em depoimento que não percebeu o momento do atropelamento, afirmou que só soube do acidente após ser avisado por populares e confirmou ter ingerido cinco cervejas no almoço, mas disse que descansou antes de dirigir.
O motorista continua preso?
R: Não. Em 8 de junho de 2026, a Justiça concedeu liberdade provisória ao motorista, que agora usa tornozeleira eletrônica e deve cumprir restrições como não frequentar bares e não sair da comarca sem autorização.
Qual foi a reação dos moradores após o acidente?
R: Moradores e familiares ficaram revoltados com a tragédia, depredaram o caminhão envolvido no acidente e precisaram ser contidos por equipes da Guarda Civil Patrimonial e Polícia Militar para garantir a segurança do motorista.
A família pôde se despedir de Carlos Eduardo?
R: Não. Segundo a família, não foi possível velar o corpo de Carlos Eduardo adequadamente nem olhar seu rosto pela última vez, o que aumentou ainda mais a dor dos parentes.
A família está pedindo ajuda? Como contribuir?
R: Sim. A família faz um apelo para arrecadar recursos para comprar o lote e construir uma lápide digna para Carlos Eduardo. Doações podem ser feitas via Pix para (45) 98820-2122, em nome de Milena Vitoria Pereira, tia do menino.
Por que o caso chocou tanto a comunidade?
R: A morte precoce de uma criança querida, as circunstâncias envolvendo álcool, a revolta popular e a comoção no colégio e nas redes sociais fizeram o caso repercutir fortemente em Cascavel.
O que dizem as autoridades sobre o acidente?
R: A Polícia Militar e o Corpo de Bombeiros lamentaram a tragédia e reforçaram os riscos da combinação de álcool e direção, especialmente em áreas residenciais. O caso está sendo investigado pela Polícia Civil.
Testemunhas e câmeras confirmam a versão do motorista?
R: Imagens de câmeras de segurança mostram Carlos brincando com a bola e sendo atropelado durante a conversão do caminhão. Testemunhas divergem quanto à posição exata do menino, mas a dinâmica do acidente foi registrada.
O motorista tentou fugir do local?
R: O motorista alegou que não percebeu o atropelamento e só parou cerca de 150 metros depois, ao ser avisado por populares. Ele retornou ao local e foi protegido da revolta dos moradores pelas autoridades.
Como está a investigação do caso?
R: O inquérito está em andamento na Polícia Civil, que apura as circunstâncias do acidente, incluindo laudos periciais, depoimentos e imagens. O Ministério Público deve se manifestar nos autos.
Houve outros desdobramentos após o acidente?
R: Além da prisão e soltura do motorista, o caminhão foi depredado, o colégio emitiu nota de pesar, e a família iniciou campanha para arrecadação de recursos para a sepultura.
Quais as medidas impostas ao motorista após a liberdade provisória?
R: O motorista deve usar tornozeleira eletrônica, comparecer a todos os atos do processo, não frequentar bares ou locais com venda de álcool, e não sair da comarca sem autorização judicial.
Como a mãe de Carlos Eduardo reagiu à tragédia?
R: Renata Pereira Garcia dos Santos, mãe do menino, está devastada, pediu justiça e relatou que perdeu metade do coração com a morte do filho, reforçando que Carlos era inocente e muito amado.
O local do acidente já era considerado perigoso?
R: Sim. Moradores afirmaram que o cruzamento é movimentado e que muitas crianças passam e brincam ali, ressaltando os riscos para quem circula na região.
O caso pode mudar a fiscalização de motoristas alcoolizados em Cascavel?
R: O acidente reacendeu o debate sobre os perigos da mistura de álcool e direção, com autoridades reforçando a importância das operações de Lei Seca e da fiscalização rigorosa para evitar novas tragédias.

Veja também

Notícias Mais Acessadas Agora

Notícias Mais Lidas