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Veja depoimento de motorista que matou criança atropelada em Cascavel

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Veja depoimento de motorista que matou criança atropelada em Cascavel

Por Fábio Wronski

Atualizado em: 08/06/2026 às 13:28

A equipe da CGN teve acesso ao depoimento do motorista do caminhão envolvido no acidente que tirou a vida de um menino de 12 anos, na tarde de domingo (07), no Bairro Morumbi, em Cascavel. O condutor foi preso em flagrante por embriaguez ao volante com resultado morte e permanece à disposição da Justiça.

No depoimento prestado ao delegado de plantão, o motorista afirmou que não percebeu o momento do atropelamento. Segundo ele, o menino foi atingido no meio da rua, enquanto andava de patinete. O homem relatou que só ficou sabendo do ocorrido quando foi abordado por policiais algumas quadras depois do local do acidente.

“Eu parei na minha filha e eles falaram para os policiais da calçada, não subi! Dá para ver o rastro da carreta aonde que a criança veio, que ele veio com aquele… patinete. (…) Eu não vi, como você vira a carreta. Não sei se o doutor tem uma noção de como é uma carreta… do jeito que eu virei para subir na esquina, olhei no retrovisor e vi que a carreta passou mais de meio metro longe do meio-fio”, explicou o motorista.

Ele ainda relatou que só foi informado do atropelamento quando policiais bateram na porta da carreta e disseram que ele havia passado sobre um menino.

Durante o depoimento, o delegado perguntou se o motorista havia ingerido bebida alcoólica antes de dirigir. O homem confirmou:

“Sim, eu tinha tomado 5 cervejas na hora do almoço. Só que eu descansei um bocadinho, descansei um pouquinho, né?”

O motorista contou que, após o almoço, levou o filho de carro até um local, voltou para casa, fumou alguns cigarros e tirou um cochilo antes de sair para trabalhar.

“Eu almocei, era 1h30, quase 1h30, 1h40. O acidente acho que foi 5 e pouca, né?”

Motorista nega intenção de fugir

O motorista também afirmou ao delegado que não teve intenção de fugir do local e que jamais faria algo semelhante de propósito.

“Doutor, eu jamais… mesmo que você estiver… você não vai passar em cima de uma criança? Eu sei que tô com um veículo com 30 toneladas em cima, eu tenho muita consciência disso. Eu tava indo carregar, tava vazio, né?”

O caso segue sendo investigado pela Polícia Civil de Cascavel. O inquérito deve ser concluído em cerca de 30 dias. O motorista permanece preso em flagrante.

Resumo do que aconteceu

Menino de 12 anos é atropelado e morto por caminhão em Cascavel: como tudo aconteceu?
R: Carlos Eduardo Camargo dos Santos, de 12 anos, foi atropelado e morto por um caminhão no fim da tarde de domingo, 7 de junho de 2026, no cruzamento das ruas Serra da Borborema e Serra do Vento, no Jardim Ipanema/Periolo, em Cascavel, enquanto tentava recuperar uma bola de futebol.
Quem era a vítima do acidente que chocou Cascavel?
R: A vítima foi identificada como Carlos Eduardo Camargo dos Santos, de 12 anos, aluno do 7º ano D do Colégio Estadual Marcos Cláudio Schuster.
O motorista do caminhão estava bêbado no momento do atropelamento?
R: Sim, o motorista foi submetido ao teste do etilômetro, que apontou 0,67 miligrama de álcool por litro de ar alveolar expelido, índice que caracteriza embriaguez ao volante.
O motorista foi preso após o acidente?
R: Sim, ele foi preso em flagrante por embriaguez ao volante com resultado morte e permanece à disposição da Justiça.
O motorista percebeu que havia atropelado a criança?
R: Segundo depoimento do próprio motorista e relatos da Guarda Civil Patrimonial, ele afirmou não ter percebido o atropelamento no momento em que aconteceu e só foi avisado por populares alguns metros depois.
Como foi a reação dos moradores após o acidente fatal?
R: A morte do menino causou forte comoção e revolta na região. Moradores e familiares depredaram o caminhão envolvido no atropelamento, atirando pedras e pedaços de madeira contra o veículo, e foi necessário reforço policial para conter os ânimos e proteger o motorista.
O que o motorista alegou em seu depoimento à polícia?
R: O motorista disse que não viu o momento do atropelamento, que havia ingerido cinco cervejas no almoço, mas descansou antes de sair para trabalhar, e negou qualquer intenção de fugir do local.
Qual foi a dinâmica do acidente segundo as autoridades?
R: De acordo com a Polícia Militar, o caminhão Scania R124 trafegava pela Rua Serra da Borborema e ao realizar uma conversão à direita para a Rua Serra do Vento, atingiu Carlos Eduardo, que brincava e tentava recuperar uma bola.
O local do acidente já era considerado perigoso?
R: Sim, moradores relataram que o cruzamento é bastante movimentado e frequentemente utilizado por crianças para brincar, o que aumenta o risco de acidentes.
O motorista tentou fugir do local após o atropelamento?
R: Segundo o próprio motorista e testemunhas, ele não tentou fugir. Ele só foi avisado do acidente por populares e retornou ao local, onde foi contido por moradores e protegido por policiais.
Como foi o atendimento à vítima?
R: Equipes do Siate e um médico do Corpo de Bombeiros foram acionados rapidamente, mas Carlos Eduardo não resistiu aos ferimentos e teve o óbito constatado ainda no local.
A documentação do motorista e do caminhão estava regular?
R: Sim, segundo relatório da Polícia Militar, tanto a documentação do motorista quanto do veículo estavam regulares no momento da ocorrência.
O acidente foi registrado por câmeras de segurança?
R: Sim, uma câmera de segurança flagrou o momento exato em que o menino foi atropelado durante a conversão do caminhão no cruzamento das ruas Serra da Borborema e Serra do Vento.
Qual foi a repercussão na escola do menino?
R: O Colégio Estadual Marcos Cláudio Schuster divulgou nota de pesar lamentando profundamente a morte do aluno e prestando solidariedade aos familiares, amigos e comunidade escolar.
O caso será investigado? Por quem?
R: Sim, a Polícia Civil de Cascavel está investigando as circunstâncias do atropelamento e o inquérito deve ser concluído em cerca de 30 dias.
Qual foi o impacto da tragédia na comunidade?
R: A morte de Carlos Eduardo gerou forte comoção, tristeza e revolta em Cascavel, mobilizando moradores, familiares, amigos e a comunidade escolar, além de reacender o debate sobre os riscos da mistura de álcool e direção.
O motorista precisou de atendimento médico após ser detido?
R: Sim, após ser encaminhado à Central Regional de Flagrantes, o motorista precisou ser levado a uma Unidade de Pronto Atendimento devido ao seu estado emocional.
O caminhão foi liberado após o acidente?
R: Após os procedimentos no local, o caminhão foi liberado para um motorista habilitado, que realizou teste do bafômetro com resultado negativo.
O que a Polícia Militar disse sobre operações de Lei Seca na região?
R: A Polícia Militar destacou que realiza operações constantes de Lei Seca para evitar tragédias como essa e reforçou os perigos da combinação de álcool e direção, especialmente em áreas residenciais.

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