Menino que morreu atropelado é identificado: ele buscava bola de futebol no momento da tragédia

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Por Silmara Santos

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Foi identificado como Carlos Eduardo Camargo dos Santos, de 12 anos, o menino que morreu após ser atropelado por um caminhão no fim da tarde deste domingo (7), no cruzamento das ruas Serra da Borborema e Serra do Vento, no Jardim Ipanema, em Cascavel.

Segundo as informações apuradas pelas autoridades, o garoto brincava com uma bola de futebol quando correu para recuperá-la e acabou sendo atingido pelo caminhão que realizava uma conversão no cruzamento.

Equipes do Siate e um médico do Corpo de Bombeiros foram mobilizados para prestar socorro, mas Carlos Eduardo sofreu ferimentos gravíssimos e morreu ainda no local.

O caso gerou forte comoção entre moradores da região, familiares e amigos da vítima. Revoltados com a tragédia, populares chegaram a depredar o caminhão envolvido no acidente.

Em entrevista à imprensa, o tenente Rafael Oliveira de Jesus, da Polícia Militar, detalhou a dinâmica apurada inicialmente no local.

“Um masculino estava dirigindo um caminhão e, ao tentar fazer uma conversão, acabou atropelando uma criança de 12 anos. Essa criança tentava recuperar uma bola de futebol. Após alguns metros, os populares perceberam o que tinha acontecido e conseguiram conter esse veículo.”

Segundo o oficial, agentes da Guarda Civil Patrimonial chegaram rapidamente ao local e fizeram os primeiros procedimentos junto ao motorista.

“De imediato foi ofertado um teste etilométrico para ele, o qual acusou a ingestão de bebida alcoólica. Em virtude dos fatos, todos os órgãos competentes foram acionados e posteriormente o condutor foi conduzido à Central de Flagrantes para que as medidas cabíveis fossem tomadas.”

O teste do etilômetro apontou 0,67 miligrama de álcool por litro de ar alveolar expelido, índice que configura crime de embriaguez ao volante.

O tenente também destacou o trabalho constante das forças de segurança no combate à combinação de álcool e direção, lamentando o desfecho da ocorrência.

“A Polícia Militar vem constantemente realizando operações de Lei Seca para evitar que fatos como esse aconteçam. A ingestão de bebida alcoólica pode fatalmente acabar tirando a vida de alguém, como infelizmente ocorreu nessa situação.”

Após os trabalhos da Polícia Científica, o corpo de Carlos Eduardo foi recolhido pelo Instituto Médico-Legal (IML). O motorista permaneceu detido e o caso será investigado pela Polícia Civil.

A morte do garoto causou profunda comoção em Cascavel e reacendeu o debate sobre os perigos da mistura entre álcool e direção, especialmente em áreas residenciais com grande circulação de crianças.

Com imagens: Ric Record Oeste

Resumo do que aconteceu

Menino de 12 anos morre atropelado em Cascavel: o que aconteceu?
R: No fim da tarde de domingo, 7 de junho de 2026, Carlos Eduardo Camargo dos Santos, de 12 anos, foi atropelado e morto por um caminhão no cruzamento das ruas Serra da Borborema e Serra do Vento, no Jardim Ipanema, em Cascavel.
Como foi o acidente que tirou a vida de Carlos Eduardo?
R: Carlos Eduardo brincava com uma bola de futebol quando correu para recuperá-la. Nesse momento, um caminhão Scania R124 fazia uma conversão à direita e o atropelou. O menino morreu ainda no local devido à gravidade dos ferimentos.
Quem era Carlos Eduardo Camargo dos Santos?
R: Carlos Eduardo Camargo dos Santos era um menino de 12 anos, aluno do 7º ano D do Colégio Estadual Marcos Cláudio Schuster, descrito como educado, prestativo, querido por todos, apaixonado por futebol e que gostava de ajudar a avó na cozinha e cuidar dos irmãos mais novos.
O motorista do caminhão estava embriagado?
R: Sim. O motorista foi submetido ao teste do etilômetro, que apontou 0,67 miligrama de álcool por litro de ar alveolar expelido, índice que configura crime de embriaguez ao volante.
O motorista foi preso após o acidente?
R: Sim. O motorista foi preso em flagrante por embriaguez ao volante com resultado morte e encaminhado à 10ª Central Regional de Flagrantes.
Como o motorista se defendeu sobre o atropelamento?
R: O motorista alegou em depoimento que não percebeu o momento do atropelamento, afirmou que só soube do acidente após ser avisado por populares e confirmou ter ingerido cinco cervejas no almoço, mas disse que descansou antes de dirigir.
O motorista continua preso?
R: Não. Em 8 de junho de 2026, a Justiça concedeu liberdade provisória ao motorista, que agora usa tornozeleira eletrônica e deve cumprir restrições como não frequentar bares e não sair da comarca sem autorização.
Qual foi a reação dos moradores após o acidente?
R: Moradores e familiares ficaram revoltados com a tragédia, depredaram o caminhão envolvido no acidente e precisaram ser contidos por equipes da Guarda Civil Patrimonial e Polícia Militar para garantir a segurança do motorista.
A família pôde se despedir de Carlos Eduardo?
R: Não. Segundo a família, não foi possível velar o corpo de Carlos Eduardo adequadamente nem olhar seu rosto pela última vez, o que aumentou ainda mais a dor dos parentes.
A família está pedindo ajuda? Como contribuir?
R: Sim. A família faz um apelo para arrecadar recursos para comprar o lote e construir uma lápide digna para Carlos Eduardo. Doações podem ser feitas via Pix para (45) 98820-2122, em nome de Milena Vitoria Pereira, tia do menino.
Por que o caso chocou tanto a comunidade?
R: A morte precoce de uma criança querida, as circunstâncias envolvendo álcool, a revolta popular e a comoção no colégio e nas redes sociais fizeram o caso repercutir fortemente em Cascavel.
O que dizem as autoridades sobre o acidente?
R: A Polícia Militar e o Corpo de Bombeiros lamentaram a tragédia e reforçaram os riscos da combinação de álcool e direção, especialmente em áreas residenciais. O caso está sendo investigado pela Polícia Civil.
Testemunhas e câmeras confirmam a versão do motorista?
R: Imagens de câmeras de segurança mostram Carlos brincando com a bola e sendo atropelado durante a conversão do caminhão. Testemunhas divergem quanto à posição exata do menino, mas a dinâmica do acidente foi registrada.
O motorista tentou fugir do local?
R: O motorista alegou que não percebeu o atropelamento e só parou cerca de 150 metros depois, ao ser avisado por populares. Ele retornou ao local e foi protegido da revolta dos moradores pelas autoridades.
Como está a investigação do caso?
R: O inquérito está em andamento na Polícia Civil, que apura as circunstâncias do acidente, incluindo laudos periciais, depoimentos e imagens. O Ministério Público deve se manifestar nos autos.
Houve outros desdobramentos após o acidente?
R: Além da prisão e soltura do motorista, o caminhão foi depredado, o colégio emitiu nota de pesar, e a família iniciou campanha para arrecadação de recursos para a sepultura.
Quais as medidas impostas ao motorista após a liberdade provisória?
R: O motorista deve usar tornozeleira eletrônica, comparecer a todos os atos do processo, não frequentar bares ou locais com venda de álcool, e não sair da comarca sem autorização judicial.
Como a mãe de Carlos Eduardo reagiu à tragédia?
R: Renata Pereira Garcia dos Santos, mãe do menino, está devastada, pediu justiça e relatou que perdeu metade do coração com a morte do filho, reforçando que Carlos era inocente e muito amado.
O local do acidente já era considerado perigoso?
R: Sim. Moradores afirmaram que o cruzamento é movimentado e que muitas crianças passam e brincam ali, ressaltando os riscos para quem circula na região.
O caso pode mudar a fiscalização de motoristas alcoolizados em Cascavel?
R: O acidente reacendeu o debate sobre os perigos da mistura de álcool e direção, com autoridades reforçando a importância das operações de Lei Seca e da fiscalização rigorosa para evitar novas tragédias.
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