Motorista preso após atropelamento que matou adolescente em Cascavel é solto com tornozeleira eletrônica

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Foto: Reprodução/CGN

Por Redação CGN

Atualizado em: 08/06/2026 às 17:25

O motorista preso após o atropelamento que matou um adolescente de 12 anos no Bairro Brasil, em Cascavel, recebeu liberdade provisória nesta segunda-feira (08). A decisão foi assinada pela juíza Filomar Helena Perosa Carezia, da 1ª Vara Criminal de Cascavel.

O caso aconteceu na noite de domingo (07), na Rua Serra do Vento. O condutor, identificado pelas iniciais E.S.N., dirigia uma carreta quando ocorreu o atropelamento do adolescente Carlos Eduardo Camargo dos Santos C.S. A morte foi constatada ainda no local pelos bombeiros.

Justiça entendeu que não havia motivo para manter prisão

Na decisão, a magistrada homologou a prisão em flagrante, mas entendeu que não havia elementos suficientes para converter a prisão em preventiva. A Justiça considerou que o motorista é tecnicamente primário, não possui maus antecedentes e que o caso é tratado como crime de trânsito culposo, quando não há intenção de matar.

Apesar disso, a juíza destacou a gravidade do fato, já que houve a morte de um adolescente de 12 anos, e apontou que o caso envolve suspeita de homicídio culposo na direção de veículo sob efeito de álcool.

Condutor terá que cumprir restrições

Com a liberdade provisória, E.S.N. deverá comparecer a todos os atos do processo, não poderá frequentar bares, boates ou locais onde sejam vendidas bebidas alcoólicas ou substâncias entorpecentes e não poderá se ausentar da comarca por mais de oito dias sem autorização judicial.

A Justiça também determinou o uso de tornozeleira eletrônica. O mandado de monitoramento tem validade até 08 de setembro de 2026, com período inicial de 90 dias de fiscalização.

Defesa alegou que motorista parou após ser avisado

No pedido de liberdade, a defesa afirmou que o motorista teria parado a carreta após ser avisado por populares e retornado a pé ao local do acidente. Também alegou que ele colaborou com os agentes e realizou o teste do etilômetro.

O documento da defesa aponta que o teste indicou 0,67 mg/L de álcool no organismo, mas sustenta que seria necessário demonstrar ligação direta entre a condição do motorista e o atropelamento. A defesa também mencionou a hipótese de “ponto cego” da carreta e pediu a juntada de imagens citadas no boletim de ocorrência.

O processo segue em tramitação, e o Ministério Público deverá se manifestar nos autos.

Resumo do que aconteceu

Quem foi a vítima fatal do atropelamento em Cascavel?
R: A vítima foi Carlos Eduardo Camargo dos Santos, um menino de 12 anos, que morreu após ser atropelado por um caminhão no cruzamento das ruas Serra da Borborema e Serra do Vento, no Bairro Morumbi, Cascavel, na tarde de 7 de junho de 2026.
Como aconteceu o acidente que matou Carlos Eduardo?
R: Carlos Eduardo estava brincando com uma bola de futebol e, ao tentar recuperar a bola, foi atingido por uma carreta durante uma conversão no cruzamento das ruas Serra da Borborema e Serra do Vento. O acidente ocorreu por volta das 17h20 do dia 7 de junho de 2026.
Quem era o motorista envolvido e qual sua situação após o acidente?
R: O motorista, identificado pelas iniciais E.S.N., dirigia a carreta que atropelou Carlos Eduardo. Ele foi preso em flagrante por embriaguez ao volante com resultado morte, mas recebeu liberdade provisória com uso de tornozeleira eletrônica no dia seguinte ao acidente.
O motorista estava alcoolizado no momento do acidente?
R: Sim, o teste do etilômetro realizado no local apontou 0,67 miligrama de álcool por litro de ar expelido, índice que caracteriza crime de trânsito por embriaguez ao volante.
O motorista tentou fugir do local do acidente?
R: Segundo relatos do próprio motorista e testemunhas, ele não percebeu o atropelamento no momento em que ocorreu e só foi avisado por populares cerca de 150 metros depois. Ele retornou ao local após ser alertado e colaborou com os agentes.
Quais medidas restritivas foram impostas ao motorista após sua soltura?
R: O motorista deve comparecer a todos os atos do processo, não pode frequentar bares, boates ou locais onde sejam vendidas bebidas alcoólicas ou entorpecentes, não pode se ausentar da comarca por mais de oito dias sem autorização judicial e deve usar tornozeleira eletrônica por 90 dias, até 8 de setembro de 2026.
O que diz a mãe da vítima sobre o caso?
R: Renata Pereira Garcia dos Santos, mãe de Carlos Eduardo, expressou profunda dor e pediu justiça, afirmando que seu filho era inocente e querido por todos. Ela fez um apelo para que o caso não seja esquecido e que a morte do filho não fique impune.
Qual foi a reação da comunidade e dos moradores após o acidente?
R: O acidente causou forte comoção entre moradores, familiares e amigos. Populares revoltados depredaram o caminhão envolvido no acidente e houve necessidade de intervenção policial para garantir a segurança do motorista.
O que mostrou a câmera de segurança sobre o momento do acidente?
R: Imagens de uma câmera de segurança flagraram Carlos Eduardo brincando com uma bola e se aproximando da esquina, quando a carreta iniciou a conversão e o atropelou. O vídeo confirma que o menino foi atingido durante a manobra do caminhão.
O motorista admitiu ter ingerido bebida alcoólica antes de dirigir?
R: Sim, em depoimento à polícia, o motorista afirmou ter tomado cinco cervejas durante o almoço e, após um cochilo, saiu para trabalhar.
Como foi a atuação das forças de segurança após o acidente?
R: Equipes do Corpo de Bombeiros, Polícia Militar, Guarda Municipal, Transitar e Polícia Científica foram mobilizadas. O motorista foi submetido ao bafômetro, preso pela Guarda Municipal e encaminhado à Central de Flagrantes. O local foi periciado e o corpo de Carlos Eduardo levado ao IML.
Houve alguma tentativa de justificar o acidente por parte da defesa do motorista?
R: A defesa alegou que o motorista parou após ser avisado, colaborou com os agentes e sugeriu a possibilidade de 'ponto cego' da carreta, além de pedir a análise de imagens do local.
O que diz o relatório da Polícia Militar sobre o acidente?
R: O relatório confirma que o caminhão Scania R124 realizava uma conversão à direita quando atingiu Carlos Eduardo, que seguia pela via. A documentação do motorista e do veículo estava regular, e o teste do etilômetro confirmou embriaguez ao volante.
Como a escola de Carlos Eduardo reagiu à tragédia?
R: O Colégio Estadual Marcos Cláudio Schuster, onde Carlos Eduardo estudava, divulgou nota de pesar, prestando solidariedade à família e à comunidade escolar, e lamentando profundamente a perda do estudante do 7º ano D.
O que moradores dizem sobre o local do acidente?
R: Moradores relataram que o cruzamento onde ocorreu o atropelamento é bastante movimentado e frequentado por crianças, ressaltando os perigos do local e sugerindo que crianças não fiquem sozinhas na rua.
Quais são os próximos passos da investigação?
R: O caso segue sendo investigado pela Polícia Civil de Cascavel. O inquérito deve ser concluído em cerca de 30 dias, e o Ministério Público deverá se manifestar nos autos.
O motorista já tinha antecedentes criminais?
R: Segundo a decisão judicial, o motorista é tecnicamente primário e não possui maus antecedentes.
Populares tentaram agredir o motorista após o acidente?
R: Sim, ao retornar ao local, o motorista foi alvo de agressão por populares revoltados, sendo protegido por um policial à paisana até a chegada das autoridades.
O acidente reacendeu algum debate na cidade?
R: Sim, a morte de Carlos Eduardo reacendeu o debate sobre os perigos da combinação de álcool e direção, especialmente em áreas residenciais com grande circulação de crianças.
Houve comoção nas redes sociais após a tragédia?
R: Sim, amigos, familiares e membros da comunidade escolar publicaram diversas mensagens de carinho e homenagens a Carlos Eduardo nas redes sociais.
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