"Tirou metade do meu coração", afirma mãe de garotinho que morreu atropelado no Bairro Morumbi
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Por Fábio Wronski
Atualizado em: 08/06/2026 às 12:49
O atropelamento que tirou a vida do pequeno Carlos Eduardo Camargo dos Santos, de apenas 12 anos, chocou moradores da Região Norte de Cascavel neste fim de semana. O acidente aconteceu ontem (07/06), quando o garoto foi atingido enquanto ia jogar bola com os amigos. A mãe dele, Renata Pereira Garcia dos Santos, conversou com a repórter Eva Carolina, da RicTV Oeste, parceira da CGN, e desabafou sobre a dor de perder o filho.
Renata não escondeu a emoção ao falar sobre Carlos Eduardo. “Isso é tudo pra mim, meu filho tinha coração de ouro, todo mundo gostava dele…”, contou, lembrando que o menino era querido por parentes, vizinhos e amigos. Segundo ela, Carlos Eduardo era um garoto tranquilo, que amava brincar e sonhava em jogar futebol.
O menino costumava ir ao campinho com frequência, sempre avisando a mãe e prometendo voltar logo para casa. “Ele só ia lá jogar bola com os amiguinhos dele, ele não fazia nada de errado”, relembrou Renata, emocionada.
Em meio ao sofrimento, a mãe fez um apelo: “Eu quero justiça, justiça vai ser feita, porque o que fizeram com meu filho, tadinho, meu filho era inocente, meu filho tinha só 12 anos”. Renata reforçou o pedido para que o caso não seja esquecido e que a morte de Carlos Eduardo não fique impune.
Como foi o acidente
O atropelamento que resultou na morte de um menino de 12 anos no Bairro Morumbi, em Cascavel, ocorreu na tarde de domingo (07). A criança foi atingida por um caminhão durante uma manobra na esquina.
Segundo o tenente Anderson Vidor, oficial da PM em Cascavel, quando os policiais chegaram ao local o motorista já havia sido encaminhado à Central de Flagrantes por equipes da Guarda Municipal. Na sequência, os militares foram até a delegacia para ouvir a versão apresentada pelo condutor.
“Ele relatou que não viu a criança. Estava na Rua Serra da Borboleta e, ao tentar fazer a conversão à direita para acessar a Rua Serra do Vento, acabou atropelando o menino”, explicou o oficial.
De acordo com o tenente, algumas testemunhas relataram que a vítima teria corrido para buscar uma bola momentos antes do acidente, mas a informação não pôde ser confirmada durante o atendimento da ocorrência.
Ainda conforme a PM, o motorista foi submetido ao teste do etilômetro por agentes da Transitar. O resultado apontou 0,67 miligrama de álcool por litro de ar expelido pelos pulmões, índice considerado crime de trânsito.
“O exame acusou 0,67 mg de álcool. É um valor acima do limite para considerar crime de trânsito”, afirmou Vidor.
Durante o depoimento, o caminhoneiro admitiu ter ingerido bebida alcoólica horas antes da ocorrência.