"Tirou metade do meu coração", afirma mãe de garotinho que morreu atropelado no Bairro Morumbi

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Por Fábio Wronski

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O atropelamento que tirou a vida do pequeno Carlos Eduardo Camargo dos Santos, de apenas 12 anos, chocou moradores da Região Norte de Cascavel neste fim de semana. O acidente aconteceu ontem (07/06), quando o garoto foi atingido enquanto ia jogar bola com os amigos. A mãe dele, Renata Pereira Garcia dos Santos, conversou com a repórter Eva Carolina, da RicTV Oeste, parceira da CGN, e desabafou sobre a dor de perder o filho.

Renata não escondeu a emoção ao falar sobre Carlos Eduardo. “Isso é tudo pra mim, meu filho tinha coração de ouro, todo mundo gostava dele…”, contou, lembrando que o menino era querido por parentes, vizinhos e amigos. Segundo ela, Carlos Eduardo era um garoto tranquilo, que amava brincar e sonhava em jogar futebol.

O menino costumava ir ao campinho com frequência, sempre avisando a mãe e prometendo voltar logo para casa. “Ele só ia lá jogar bola com os amiguinhos dele, ele não fazia nada de errado”, relembrou Renata, emocionada.

Em meio ao sofrimento, a mãe fez um apelo: “Eu quero justiça, justiça vai ser feita, porque o que fizeram com meu filho, tadinho, meu filho era inocente, meu filho tinha só 12 anos”. Renata reforçou o pedido para que o caso não seja esquecido e que a morte de Carlos Eduardo não fique impune.

Como foi o acidente

O atropelamento que resultou na morte de um menino de 12 anos no Bairro Morumbi, em Cascavel, ocorreu na tarde de domingo (07). A criança foi atingida por um caminhão durante uma manobra na esquina.

Segundo o tenente Anderson Vidor, oficial da PM em Cascavel, quando os policiais chegaram ao local o motorista já havia sido encaminhado à Central de Flagrantes por equipes da Guarda Municipal. Na sequência, os militares foram até a delegacia para ouvir a versão apresentada pelo condutor.

“Ele relatou que não viu a criança. Estava na Rua Serra da Borboleta e, ao tentar fazer a conversão à direita para acessar a Rua Serra do Vento, acabou atropelando o menino”, explicou o oficial.

De acordo com o tenente, algumas testemunhas relataram que a vítima teria corrido para buscar uma bola momentos antes do acidente, mas a informação não pôde ser confirmada durante o atendimento da ocorrência.

Ainda conforme a PM, o motorista foi submetido ao teste do etilômetro por agentes da Transitar. O resultado apontou 0,67 miligrama de álcool por litro de ar expelido pelos pulmões, índice considerado crime de trânsito.

“O exame acusou 0,67 mg de álcool. É um valor acima do limite para considerar crime de trânsito”, afirmou Vidor.

Durante o depoimento, o caminhoneiro admitiu ter ingerido bebida alcoólica horas antes da ocorrência.

Resumo do que aconteceu

Menino de 12 anos morre atropelado em Cascavel: o que aconteceu?
R: No fim da tarde de domingo, 7 de junho de 2026, Carlos Eduardo Camargo dos Santos, de 12 anos, foi atropelado e morto por um caminhão no cruzamento das ruas Serra da Borborema e Serra do Vento, no Jardim Ipanema, em Cascavel.
Como foi o acidente que tirou a vida de Carlos Eduardo?
R: Carlos Eduardo brincava com uma bola de futebol quando correu para recuperá-la. Nesse momento, um caminhão Scania R124 fazia uma conversão à direita e o atropelou. O menino morreu ainda no local devido à gravidade dos ferimentos.
Quem era Carlos Eduardo Camargo dos Santos?
R: Carlos Eduardo Camargo dos Santos era um menino de 12 anos, aluno do 7º ano D do Colégio Estadual Marcos Cláudio Schuster, descrito como educado, prestativo, querido por todos, apaixonado por futebol e que gostava de ajudar a avó na cozinha e cuidar dos irmãos mais novos.
O motorista do caminhão estava embriagado?
R: Sim. O motorista foi submetido ao teste do etilômetro, que apontou 0,67 miligrama de álcool por litro de ar alveolar expelido, índice que configura crime de embriaguez ao volante.
O motorista foi preso após o acidente?
R: Sim. O motorista foi preso em flagrante por embriaguez ao volante com resultado morte e encaminhado à 10ª Central Regional de Flagrantes.
Como o motorista se defendeu sobre o atropelamento?
R: O motorista alegou em depoimento que não percebeu o momento do atropelamento, afirmou que só soube do acidente após ser avisado por populares e confirmou ter ingerido cinco cervejas no almoço, mas disse que descansou antes de dirigir.
O motorista continua preso?
R: Não. Em 8 de junho de 2026, a Justiça concedeu liberdade provisória ao motorista, que agora usa tornozeleira eletrônica e deve cumprir restrições como não frequentar bares e não sair da comarca sem autorização.
Qual foi a reação dos moradores após o acidente?
R: Moradores e familiares ficaram revoltados com a tragédia, depredaram o caminhão envolvido no acidente e precisaram ser contidos por equipes da Guarda Civil Patrimonial e Polícia Militar para garantir a segurança do motorista.
A família pôde se despedir de Carlos Eduardo?
R: Não. Segundo a família, não foi possível velar o corpo de Carlos Eduardo adequadamente nem olhar seu rosto pela última vez, o que aumentou ainda mais a dor dos parentes.
A família está pedindo ajuda? Como contribuir?
R: Sim. A família faz um apelo para arrecadar recursos para comprar o lote e construir uma lápide digna para Carlos Eduardo. Doações podem ser feitas via Pix para (45) 98820-2122, em nome de Milena Vitoria Pereira, tia do menino.
Por que o caso chocou tanto a comunidade?
R: A morte precoce de uma criança querida, as circunstâncias envolvendo álcool, a revolta popular e a comoção no colégio e nas redes sociais fizeram o caso repercutir fortemente em Cascavel.
O que dizem as autoridades sobre o acidente?
R: A Polícia Militar e o Corpo de Bombeiros lamentaram a tragédia e reforçaram os riscos da combinação de álcool e direção, especialmente em áreas residenciais. O caso está sendo investigado pela Polícia Civil.
Testemunhas e câmeras confirmam a versão do motorista?
R: Imagens de câmeras de segurança mostram Carlos brincando com a bola e sendo atropelado durante a conversão do caminhão. Testemunhas divergem quanto à posição exata do menino, mas a dinâmica do acidente foi registrada.
O motorista tentou fugir do local?
R: O motorista alegou que não percebeu o atropelamento e só parou cerca de 150 metros depois, ao ser avisado por populares. Ele retornou ao local e foi protegido da revolta dos moradores pelas autoridades.
Como está a investigação do caso?
R: O inquérito está em andamento na Polícia Civil, que apura as circunstâncias do acidente, incluindo laudos periciais, depoimentos e imagens. O Ministério Público deve se manifestar nos autos.
Houve outros desdobramentos após o acidente?
R: Além da prisão e soltura do motorista, o caminhão foi depredado, o colégio emitiu nota de pesar, e a família iniciou campanha para arrecadação de recursos para a sepultura.
Quais as medidas impostas ao motorista após a liberdade provisória?
R: O motorista deve usar tornozeleira eletrônica, comparecer a todos os atos do processo, não frequentar bares ou locais com venda de álcool, e não sair da comarca sem autorização judicial.
Como a mãe de Carlos Eduardo reagiu à tragédia?
R: Renata Pereira Garcia dos Santos, mãe do menino, está devastada, pediu justiça e relatou que perdeu metade do coração com a morte do filho, reforçando que Carlos era inocente e muito amado.
O local do acidente já era considerado perigoso?
R: Sim. Moradores afirmaram que o cruzamento é movimentado e que muitas crianças passam e brincam ali, ressaltando os riscos para quem circula na região.
O caso pode mudar a fiscalização de motoristas alcoolizados em Cascavel?
R: O acidente reacendeu o debate sobre os perigos da mistura de álcool e direção, com autoridades reforçando a importância das operações de Lei Seca e da fiscalização rigorosa para evitar novas tragédias.
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