Veja depoimento de motorista que matou criança atropelada em Cascavel

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Por Fábio Wronski

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A equipe da CGN teve acesso ao depoimento do motorista do caminhão envolvido no acidente que tirou a vida de um menino de 12 anos, na tarde de domingo (07), no Bairro Morumbi, em Cascavel. O condutor foi preso em flagrante por embriaguez ao volante com resultado morte e permanece à disposição da Justiça.

No depoimento prestado ao delegado de plantão, o motorista afirmou que não percebeu o momento do atropelamento. Segundo ele, o menino foi atingido no meio da rua, enquanto andava de patinete. O homem relatou que só ficou sabendo do ocorrido quando foi abordado por policiais algumas quadras depois do local do acidente.

“Eu parei na minha filha e eles falaram para os policiais da calçada, não subi! Dá para ver o rastro da carreta aonde que a criança veio, que ele veio com aquele… patinete. (…) Eu não vi, como você vira a carreta. Não sei se o doutor tem uma noção de como é uma carreta… do jeito que eu virei para subir na esquina, olhei no retrovisor e vi que a carreta passou mais de meio metro longe do meio-fio”, explicou o motorista.

Ele ainda relatou que só foi informado do atropelamento quando policiais bateram na porta da carreta e disseram que ele havia passado sobre um menino.

Durante o depoimento, o delegado perguntou se o motorista havia ingerido bebida alcoólica antes de dirigir. O homem confirmou:

“Sim, eu tinha tomado 5 cervejas na hora do almoço. Só que eu descansei um bocadinho, descansei um pouquinho, né?”

O motorista contou que, após o almoço, levou o filho de carro até um local, voltou para casa, fumou alguns cigarros e tirou um cochilo antes de sair para trabalhar.

“Eu almocei, era 1h30, quase 1h30, 1h40. O acidente acho que foi 5 e pouca, né?”

Motorista nega intenção de fugir

O motorista também afirmou ao delegado que não teve intenção de fugir do local e que jamais faria algo semelhante de propósito.

“Doutor, eu jamais… mesmo que você estiver… você não vai passar em cima de uma criança? Eu sei que tô com um veículo com 30 toneladas em cima, eu tenho muita consciência disso. Eu tava indo carregar, tava vazio, né?”

O caso segue sendo investigado pela Polícia Civil de Cascavel. O inquérito deve ser concluído em cerca de 30 dias. O motorista permanece preso em flagrante.

Resumo do que aconteceu

Menino de 12 anos morre atropelado em Cascavel: o que aconteceu?
R: No fim da tarde de domingo, 7 de junho de 2026, Carlos Eduardo Camargo dos Santos, de 12 anos, foi atropelado e morto por um caminhão no cruzamento das ruas Serra da Borborema e Serra do Vento, no Jardim Ipanema, em Cascavel.
Como foi o acidente que tirou a vida de Carlos Eduardo?
R: Carlos Eduardo brincava com uma bola de futebol quando correu para recuperá-la. Nesse momento, um caminhão Scania R124 fazia uma conversão à direita e o atropelou. O menino morreu ainda no local devido à gravidade dos ferimentos.
Quem era Carlos Eduardo Camargo dos Santos?
R: Carlos Eduardo Camargo dos Santos era um menino de 12 anos, aluno do 7º ano D do Colégio Estadual Marcos Cláudio Schuster, descrito como educado, prestativo, querido por todos, apaixonado por futebol e que gostava de ajudar a avó na cozinha e cuidar dos irmãos mais novos.
O motorista do caminhão estava embriagado?
R: Sim. O motorista foi submetido ao teste do etilômetro, que apontou 0,67 miligrama de álcool por litro de ar alveolar expelido, índice que configura crime de embriaguez ao volante.
O motorista foi preso após o acidente?
R: Sim. O motorista foi preso em flagrante por embriaguez ao volante com resultado morte e encaminhado à 10ª Central Regional de Flagrantes.
Como o motorista se defendeu sobre o atropelamento?
R: O motorista alegou em depoimento que não percebeu o momento do atropelamento, afirmou que só soube do acidente após ser avisado por populares e confirmou ter ingerido cinco cervejas no almoço, mas disse que descansou antes de dirigir.
O motorista continua preso?
R: Não. Em 8 de junho de 2026, a Justiça concedeu liberdade provisória ao motorista, que agora usa tornozeleira eletrônica e deve cumprir restrições como não frequentar bares e não sair da comarca sem autorização.
Qual foi a reação dos moradores após o acidente?
R: Moradores e familiares ficaram revoltados com a tragédia, depredaram o caminhão envolvido no acidente e precisaram ser contidos por equipes da Guarda Civil Patrimonial e Polícia Militar para garantir a segurança do motorista.
A família pôde se despedir de Carlos Eduardo?
R: Não. Segundo a família, não foi possível velar o corpo de Carlos Eduardo adequadamente nem olhar seu rosto pela última vez, o que aumentou ainda mais a dor dos parentes.
A família está pedindo ajuda? Como contribuir?
R: Sim. A família faz um apelo para arrecadar recursos para comprar o lote e construir uma lápide digna para Carlos Eduardo. Doações podem ser feitas via Pix para (45) 98820-2122, em nome de Milena Vitoria Pereira, tia do menino.
Por que o caso chocou tanto a comunidade?
R: A morte precoce de uma criança querida, as circunstâncias envolvendo álcool, a revolta popular e a comoção no colégio e nas redes sociais fizeram o caso repercutir fortemente em Cascavel.
O que dizem as autoridades sobre o acidente?
R: A Polícia Militar e o Corpo de Bombeiros lamentaram a tragédia e reforçaram os riscos da combinação de álcool e direção, especialmente em áreas residenciais. O caso está sendo investigado pela Polícia Civil.
Testemunhas e câmeras confirmam a versão do motorista?
R: Imagens de câmeras de segurança mostram Carlos brincando com a bola e sendo atropelado durante a conversão do caminhão. Testemunhas divergem quanto à posição exata do menino, mas a dinâmica do acidente foi registrada.
O motorista tentou fugir do local?
R: O motorista alegou que não percebeu o atropelamento e só parou cerca de 150 metros depois, ao ser avisado por populares. Ele retornou ao local e foi protegido da revolta dos moradores pelas autoridades.
Como está a investigação do caso?
R: O inquérito está em andamento na Polícia Civil, que apura as circunstâncias do acidente, incluindo laudos periciais, depoimentos e imagens. O Ministério Público deve se manifestar nos autos.
Houve outros desdobramentos após o acidente?
R: Além da prisão e soltura do motorista, o caminhão foi depredado, o colégio emitiu nota de pesar, e a família iniciou campanha para arrecadação de recursos para a sepultura.
Quais as medidas impostas ao motorista após a liberdade provisória?
R: O motorista deve usar tornozeleira eletrônica, comparecer a todos os atos do processo, não frequentar bares ou locais com venda de álcool, e não sair da comarca sem autorização judicial.
Como a mãe de Carlos Eduardo reagiu à tragédia?
R: Renata Pereira Garcia dos Santos, mãe do menino, está devastada, pediu justiça e relatou que perdeu metade do coração com a morte do filho, reforçando que Carlos era inocente e muito amado.
O local do acidente já era considerado perigoso?
R: Sim. Moradores afirmaram que o cruzamento é movimentado e que muitas crianças passam e brincam ali, ressaltando os riscos para quem circula na região.
O caso pode mudar a fiscalização de motoristas alcoolizados em Cascavel?
R: O acidente reacendeu o debate sobre os perigos da mistura de álcool e direção, com autoridades reforçando a importância das operações de Lei Seca e da fiscalização rigorosa para evitar novas tragédias.
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