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O que se sabe sobre a morte do menino de 12 anos atropelado por caminhão em Cascavel

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Foto: Reprodução/CGN

Por Redação CGN

Atualizado em: 07/06/2026 às 20:12

A morte de um menino de apenas 12 anos, atropelado por um caminhão no fim da tarde deste domingo (7), no Jardim Ipanema, em Cascavel, chocou Cascavel. Após a tragédia, o motorista do veículo foi submetido ao teste do bafômetro, que apontou embriaguez ao volante, e acabou detido.

O caso aconteceu no cruzamento das ruas Serra da Borborema e Serra do Vento. A criança foi atingida por um caminhão durante uma conversão e morreu ainda no local, antes que pudesse ser encaminhada a uma unidade hospitalar.

A ocorrência mobilizou socorristas do Siate, médico, Corpo de Bombeiros, Guarda Civil Patrimonial, Polícia Militar, Polícia Científica, Polícia Civil e Instituto Médico-Legal. A cena provocou forte comoção entre familiares, moradores e testemunhas que acompanharam a movimentação das equipes.

Caminhão fazia uma conversão quando criança foi atropelada

Segundo as informações apuradas pela CGN no local, o caminhão trafegava pela Rua Serra da Borborema e fazia uma conversão para acessar a Rua Serra do Vento quando ocorreu o atropelamento.

A criança sofreu ferimentos gravíssimos. As equipes de socorro foram acionadas com urgência, mas, ao chegarem ao local, encontraram a vítima sem possibilidade de reversão do quadro.

A área foi isolada para o trabalho da Polícia Científica, responsável pela perícia. Depois dos procedimentos no local, o corpo do menino foi recolhido pelo Instituto Médico-Legal.

Motorista disse que não percebeu o atropelamento

O tenente Jorge, do Corpo de Bombeiros, relatou que o motorista do caminhão já havia sido abordado pela Guarda Civil Patrimonial quando as equipes chegaram ao endereço.

Segundo o oficial, o condutor afirmou que não percebeu o momento em que a criança foi atropelada.

“Ele relatou que não percebeu o momento do acidente, o momento que ele passou por cima da criança. Simplesmente fez a conversão na esquina e seguiu em frente”, explicou o tenente.

Durante a apuração inicial, as equipes confirmaram que o caminhão conduzido pelo homem era o veículo envolvido na tragédia. O veículo foi localizado pouco acima do cruzamento onde ocorreu o atropelamento.

Ainda conforme o tenente, vestígios da vítima foram encontrados em um dos pneus do caminhão, reforçando a dinâmica levantada pelas autoridades no local.

“Não se tinha muito o que fazer”

Em entrevista, o tenente Jorge também lamentou a morte da criança e explicou que a gravidade da ocorrência já era percebida desde o acionamento das equipes de emergência.

“No primeiro momento fomos acionados pela central de emergência para atender essa situação e, pelas informações colhidas pelo nosso telefonista, já nos foi repassado que possivelmente se tratava de uma criança em óbito no local”, relatou.

Quando os socorristas chegaram, a suspeita inicial foi confirmada.

“Infelizmente, uma situação trágica, a morte de uma criança. De nossa parte, não se tinha muito o que fazer considerando o estado da criança”, lamentou o oficial.

A fala expõe a gravidade da cena encontrada pelas equipes e o impacto da ocorrência, que abalou moradores do bairro e familiares da vítima.

Bafômetro apontou embriaguez

Após os procedimentos iniciais, o motorista foi submetido ao teste do etilômetro. O resultado apontou 0,67 miligrama de álcool por litro de ar alveolar expelido.

O índice está acima do limite previsto pela legislação e configura crime de embriaguez ao volante. Diante do resultado, o condutor recebeu voz de prisão e foi encaminhado à 10ª Central Regional de Flagrantes, onde ficou à disposição da autoridade policial.

Durante o atendimento, agentes da Guarda Civil Patrimonial permaneceram junto ao motorista, já que familiares e moradores estavam bastante abalados e revoltados com a tragédia.

Polícia Civil vai investigar o caso

A Polícia Civil ficará responsável por investigar as circunstâncias do atropelamento. A apuração deverá esclarecer a dinâmica completa do acidente, a conduta do motorista, o ponto exato em que a criança estava no momento da conversão e demais elementos levantados pela perícia.

O caso gerou grande comoção em Cascavel, principalmente pela idade da vítima e pela confirmação de que o motorista apresentava resultado positivo para embriaguez ao volante.

Até a conclusão das investigações, o motorista permanece à disposição da autoridade policial, e os laudos periciais deverão ajudar a apontar as responsabilidades pela morte do menino.

Resumo do que aconteceu

Quem era o menino vítima do atropelamento trágico em Cascavel?
R: O menino era Carlos Eduardo Camargo dos Santos, de 12 anos, identificado como a vítima fatal do atropelamento ocorrido em 7 de junho de 2026 no Jardim Ipanema, em Cascavel.
Como aconteceu o acidente que matou Carlos Eduardo?
R: Carlos Eduardo brincava com uma bola de futebol e correu para recuperá-la quando foi atropelado por um caminhão que fazia uma conversão no cruzamento das ruas Serra da Borborema e Serra do Vento.
O motorista do caminhão estava alcoolizado no momento do acidente?
R: Sim, o teste do etilômetro apontou 0,67 miligrama de álcool por litro de ar alveolar expelido, índice que configura crime de embriaguez ao volante.
Qual foi o desfecho para o motorista após o atropelamento?
R: O motorista foi detido em flagrante, encaminhado à 10ª Central Regional de Flagrantes e ficou à disposição da autoridade policial.
Por que o acidente gerou tanta comoção e revolta em Cascavel?
R: A morte precoce do menino, aliada ao fato do motorista estar embriagado, causou grande indignação e tristeza entre moradores, familiares e amigos, levando até a atos de vandalismo contra o caminhão envolvido.
Moradores reagiram ao acidente? O que aconteceu com o caminhão?
R: Sim, moradores revoltados depredaram o caminhão logo após o acidente, danificando partes do veículo em protesto pela morte da criança.
Quais órgãos foram acionados após o acidente?
R: Foram acionadas equipes do Siate, Corpo de Bombeiros, Guarda Civil Patrimonial, Polícia Militar, Polícia Científica, Polícia Civil e Instituto Médico-Legal.
O motorista percebeu que havia atropelado a criança?
R: Segundo relato do próprio motorista à polícia, ele afirmou que não percebeu o momento do atropelamento e só foi abordado após seguir alguns metros.
Como foi o atendimento à vítima?
R: As equipes de socorro chegaram rapidamente, mas Carlos Eduardo já estava com ferimentos gravíssimos e morreu ainda no local, sem possibilidade de reversão do quadro.
O que diz a Polícia Militar sobre acidentes envolvendo álcool e direção?
R: A Polícia Militar lamentou o ocorrido e destacou que realiza operações constantes de Lei Seca para evitar tragédias como essa, reforçando os perigos da combinação de álcool e direção.
Quais medidas foram tomadas para proteger o motorista após o acidente?
R: Agentes da Guarda Civil Patrimonial e da Guarda Municipal permaneceram no local para garantir a integridade física do motorista diante da revolta dos moradores.
Quais são os próximos passos das autoridades após o acidente?
R: A Polícia Civil abriu investigação para apurar as circunstâncias do atropelamento, incluindo a dinâmica do acidente e a conduta do motorista.
O que foi encontrado na perícia do caminhão?
R: Vestígios da vítima foram encontrados em um dos pneus do caminhão, confirmando a dinâmica do atropelamento apurada pelas autoridades.
Como ficou a cena do acidente após a chegada das equipes?
R: A área foi isolada para o trabalho da Polícia Científica e o corpo de Carlos Eduardo foi recolhido pelo Instituto Médico-Legal (IML).
Qual foi o impacto do acidente na comunidade do Jardim Ipanema?
R: O acidente causou profunda comoção, tristeza e revolta entre moradores, familiares e amigos, gerando grande repercussão em Cascavel.
O motorista tentou fugir após o acidente?
R: Não há informações de tentativa de fuga; o motorista seguiu alguns metros após o acidente e foi abordado por agentes da Guarda Civil Patrimonial.
O que disseram os oficiais envolvidos no atendimento da ocorrência?
R: Tanto o tenente Rafael Oliveira de Jesus quanto o tenente Jorge lamentaram a tragédia e destacaram a gravidade da situação, afirmando que não havia possibilidade de salvar a criança devido aos ferimentos.
A morte do menino reacendeu algum debate importante?
R: Sim, a tragédia reacendeu o debate sobre os perigos da mistura entre álcool e direção, especialmente em áreas residenciais com circulação de crianças.

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