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"Não se tinha muito o que fazer", lamenta tenente sobre atropelamento que matou menino

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“Não se tinha muito o que fazer”, lamenta tenente sobre atropelamento que matou menino

Por Silmara Santos

Atualizado em: 07/06/2026 às 20:12

O Tenente Jorge, do Corpo de Bombeiros, falou sobre o atendimento da ocorrência que terminou na morte de um menino de 12 anos atropelado por um caminhão no fim da tarde deste domingo (7), no Jardim Ipanema, em Cascavel.

Segundo o oficial, a gravidade da situação já era percebida desde o acionamento das equipes de emergência.

“No primeiro momento fomos acionados pela central de emergência para atender essa situação e, pelas informações colhidas pelo nosso telefonista, já nos foi repassado que possivelmente se tratava de uma criança em óbito no local”, relatou.

Ao chegarem ao cruzamento das ruas Serra da Borborema e Serra do Vento, os socorristas confirmaram a morte da criança.

De acordo com o tenente, naquele momento o motorista do caminhão já havia sido abordado pela Guarda Civil Patrimonial. O condutor informou que não teria percebido o momento do atropelamento.

“Ele relatou que não percebeu o momento do acidente, o momento que ele passou por cima da criança. Simplesmente fez a conversão na esquina e seguiu em frente”, explicou o oficial.

Durante a apuração inicial da ocorrência, as equipes confirmaram que o caminhão conduzido pelo homem era o veículo envolvido no acidente. O veículo foi localizado pouco acima do cruzamento onde ocorreu a tragédia.

Ainda segundo o tenente Jorge, vestígios da vítima foram encontrados em um dos pneus do caminhão, reforçando a dinâmica apurada pelas autoridades no local.

A criança sofreu ferimentos gravíssimos e não apresentava qualquer possibilidade de reversão do quadro quando os socorristas chegaram.

“Infelizmente, uma situação trágica, a morte de uma criança. De nossa parte, não se tinha muito o que fazer considerando o estado da criança”, lamentou.

Posteriormente, o motorista realizou o teste do etilômetro, que apontou 0,67 miligrama de álcool por litro de ar alveolar expelido, resultado que configura crime de embriaguez ao volante. Ele foi detido e encaminhado à 10ª Central Regional de Flagrantes.

A Polícia Civil investiga as circunstâncias do acidente que provocou grande comoção entre familiares, moradores do Jardim Ipanema e toda a comunidade cascavelense.

Resumo do que aconteceu

Quem era o menino vítima do atropelamento trágico em Cascavel?
R: O menino era Carlos Eduardo Camargo dos Santos, de 12 anos, identificado como a vítima fatal do atropelamento ocorrido em 7 de junho de 2026 no Jardim Ipanema, em Cascavel.
Como aconteceu o acidente que matou Carlos Eduardo?
R: Carlos Eduardo brincava com uma bola de futebol e correu para recuperá-la quando foi atropelado por um caminhão que fazia uma conversão no cruzamento das ruas Serra da Borborema e Serra do Vento.
O motorista do caminhão estava alcoolizado no momento do acidente?
R: Sim, o teste do etilômetro apontou 0,67 miligrama de álcool por litro de ar alveolar expelido, índice que configura crime de embriaguez ao volante.
Qual foi o desfecho para o motorista após o atropelamento?
R: O motorista foi detido em flagrante, encaminhado à 10ª Central Regional de Flagrantes e ficou à disposição da autoridade policial.
Por que o acidente gerou tanta comoção e revolta em Cascavel?
R: A morte precoce do menino, aliada ao fato do motorista estar embriagado, causou grande indignação e tristeza entre moradores, familiares e amigos, levando até a atos de vandalismo contra o caminhão envolvido.
Moradores reagiram ao acidente? O que aconteceu com o caminhão?
R: Sim, moradores revoltados depredaram o caminhão logo após o acidente, danificando partes do veículo em protesto pela morte da criança.
Quais órgãos foram acionados após o acidente?
R: Foram acionadas equipes do Siate, Corpo de Bombeiros, Guarda Civil Patrimonial, Polícia Militar, Polícia Científica, Polícia Civil e Instituto Médico-Legal.
O motorista percebeu que havia atropelado a criança?
R: Segundo relato do próprio motorista à polícia, ele afirmou que não percebeu o momento do atropelamento e só foi abordado após seguir alguns metros.
Como foi o atendimento à vítima?
R: As equipes de socorro chegaram rapidamente, mas Carlos Eduardo já estava com ferimentos gravíssimos e morreu ainda no local, sem possibilidade de reversão do quadro.
O que diz a Polícia Militar sobre acidentes envolvendo álcool e direção?
R: A Polícia Militar lamentou o ocorrido e destacou que realiza operações constantes de Lei Seca para evitar tragédias como essa, reforçando os perigos da combinação de álcool e direção.
Quais medidas foram tomadas para proteger o motorista após o acidente?
R: Agentes da Guarda Civil Patrimonial e da Guarda Municipal permaneceram no local para garantir a integridade física do motorista diante da revolta dos moradores.
Quais são os próximos passos das autoridades após o acidente?
R: A Polícia Civil abriu investigação para apurar as circunstâncias do atropelamento, incluindo a dinâmica do acidente e a conduta do motorista.
O que foi encontrado na perícia do caminhão?
R: Vestígios da vítima foram encontrados em um dos pneus do caminhão, confirmando a dinâmica do atropelamento apurada pelas autoridades.
Como ficou a cena do acidente após a chegada das equipes?
R: A área foi isolada para o trabalho da Polícia Científica e o corpo de Carlos Eduardo foi recolhido pelo Instituto Médico-Legal (IML).
Qual foi o impacto do acidente na comunidade do Jardim Ipanema?
R: O acidente causou profunda comoção, tristeza e revolta entre moradores, familiares e amigos, gerando grande repercussão em Cascavel.
O motorista tentou fugir após o acidente?
R: Não há informações de tentativa de fuga; o motorista seguiu alguns metros após o acidente e foi abordado por agentes da Guarda Civil Patrimonial.
O que disseram os oficiais envolvidos no atendimento da ocorrência?
R: Tanto o tenente Rafael Oliveira de Jesus quanto o tenente Jorge lamentaram a tragédia e destacaram a gravidade da situação, afirmando que não havia possibilidade de salvar a criança devido aos ferimentos.
A morte do menino reacendeu algum debate importante?
R: Sim, a tragédia reacendeu o debate sobre os perigos da mistura entre álcool e direção, especialmente em áreas residenciais com circulação de crianças.

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