Enfermeira de Michael Schumacher: sai veredito sobre piloto acusado de estupro
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Por Diego Cavalcante
Atualizado em: 05/06/2026 às 13:24
O piloto Joey Mawson foi absolvido, nesta sexta-feira (5/6), da acusação de estupro contra uma enfermeira Michael Schumacher. O australiano respondeu por suposto abuxo sexual na mansão do heptacampeão de Fórmula 1, na Suíça, no ano de 2019.
“Um veredicto justo; ele finalmente pode fazer planos para o futuro agora que seu nome foi limpo”, disse o advogado do atleta, em entrevista ao jornal alemão Bild, após a decisão.
A audiência tentou reconstruir a noite da violência. Segundo documentos, Mawson jogava sinuca em uma sala de bilhar no fim da festa com outros dois funcionários da família Schumacher quando a mulher se juntou ao grupo logo após encerrar seu turno.
A enfermeira começou a passar mal após algumas doses e dormiu no chão. “Era meu sexto dia consecutivo de trabalho. Eu não tinha tido tempo de comer e estava cansada”, afirmou a profissional da saúde.
O processo afirma que ela foi levada por colegas a um quarto vazio. Mawson foi acusado de entrar no cômodo e estuprá-la duas vezes enquanto ela estava inconsciente. No entanto, a Justiça concluiu que isso não foi conclusivo.
Mawson disse que dormiu no quarto para que os funcionários não descobrissem o “momento íntimo” e que o sexo foi consensual. No entanto, ele admitiu não lembrar de boa parte da noite.
“Só na manhã seguinte percebi o quanto eu estava bêbado. Durante a noite, presumi que ela estava menos bêbada do que percebi na manhã seguinte”, concluiu o piloto.
A enfermeira, que também afirma não ter memória do que aconteceu, revelou que sangue foi encontrado na roupa de cama e notou ferimentos em seu corpo.
A denúncia
A denúncia do caso de estupro indica que a vítima teria se juntado a alguns colegas e a Joey Mawson para beber em um dos cômodos de lazer da casa de Michael Schumacher. A enfermeira passou mal e foi levada para descansar em um dos quartos de funcionários.
O piloto e um fisioterapeuta teriam ajudado a colocá-la na cama. Pouco tempo depois, o acusado voltou ao quarto sozinho para cometer o crime enquanto a mulher estava inconsciente.
A vítima só acordou no dia seguinte, sem lembranças claras do que teria acontecido. No entanto, ao perceber indícios físicos de violação, entrou em contato com o piloto para confrontá-lo.
A promotoria do caso afirma que o acusado frequentava a casa do heptacampeão para evitar longas viagens à Austrália durante o período de competições na Europa. Na época, ele tentava subir para as categorias mais altas do automobilismo, mas foi suspenso por doping.
A denúncia foi registrada somente em janeiro de 2022, quando a enfermeira foi demitida pela família de Schumacher. No entanto, nenhum parente da lenda da Fórmula 1 estava presente no momento do crime.
Com informações do Metrópoles