"Já havia envolvimento com crimes diversos", afirma Coronel Souza sobre mortos em ação da PM
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Por Fábio Wronski
Atualizado em: 16/10/2025 às 14:02
Na manhã desta quinta-feira (16), o Coronel Souza, comandante do 5º Comando Regional da Polícia Militar (CRPM) da Região de Cascavel, concedeu entrevista coletiva para detalhar a operação conjunta entre a Polícia Civil e a Polícia Militar, que resultou em sete mortes, sendo quatro delas na cidade de Cascavel. A ação faz parte do cumprimento de 115 mandados judiciais contra uma organização criminosa responsável pelo controle do tráfico de drogas em cidades do Centro-Oeste do Estado.
Durante as diligências, equipes da Polícia Militar de Cascavel se envolveram em confrontos armados nos bairros Conjunto Riviera e Periolo. Em um apartamento localizado na Rua Barra Velha, Maycon da Silva Castanho, de 32 anos, e Luiz Fernando Ferreira, de 25 anos, foram mortos após troca de tiros com policiais militares. Já em uma residência na Rua Ásia, Max Gabriel de Lima, de 29 anos, e Lucas de Souza, de 25 anos, também foram baleados e vieram a óbito.
Segundo o Coronel Souza, a operação foi resultado de um trabalho de investigação da Polícia Civil, com o apoio operacional da Polícia Militar. “Tivemos aqui em Cascavel o cumprimento de 12 mandados de busca e apreensão, além de mandados de prisão. Infelizmente, como já informado pelo secretário, quatro pessoas vieram a óbito porque confrontaram a polícia. Outros dois se entregaram e foram presos, e tivemos mais um preso em flagrante por porte de armas”, afirmou o comandante.
Ao todo, a operação já contabiliza 36 pessoas presas e três adolescentes apreendidos. Durante a ação, foram apreendidas armas, drogas, drones, equipamentos que impedem a comunicação de telefones utilizados em roubos, além de veículos.
Questionado sobre o envolvimento dos mortos e presos, o Coronel Souza destacou que todos possuíam histórico criminal relacionado a tráfico de drogas, roubos em rodovias, posse de arma e munição, além de disparo de arma de fogo. “A Polícia Militar, no momento da ação, não leva em consideração o passado da pessoa, mas sim a conduta durante o confronto. No caso dessas quatro pessoas que vieram a óbito e dos presos, já havia envolvimento com crimes diversos”, explicou.
O comandante também comentou sobre a atuação do grupo criminoso, que seria responsável por diversos roubos recentes na região, inclusive a ônibus em Corbélia. “Na operação maior, são vários grupos, mas em Cascavel tínhamos a informação de que esse grupo estava reunido para perpetuar esse tipo de crime. As investigações ainda estão em andamento para apurar o grau de interligação entre os envolvidos”, acrescentou.
Sobre a legalidade das ações, Souza enfatizou que todo o trabalho da Polícia Militar é acompanhado pela Polícia Civil, Ministério Público e Corregedoria. “O trabalho da polícia é auditado e verificado por três órgãos. Tudo será apurado no inquérito policial, e as versões das famílias também serão consideradas. Se estiver tudo dentro da legalidade, o trabalho da Polícia Militar estará isento”, afirmou.
O comandante ressaltou ainda o treinamento dos policiais para agir em situações de confronto e lamentou que haja reações armadas contra a atuação policial. “Os policiais são treinados para detectar ações criminosas e reagir quando necessário. O que nos chama a atenção é que as pessoas reajam, pois outras foram presas sem confronto”, concluiu.
A operação segue em andamento, com investigações para identificar possíveis conexões entre os grupos criminosos e a apuração das circunstâncias de todos os confrontos.