Delegado esclarece dúvidas sobre acidente com morte envolvendo carro do padre Genivaldo dos Santos
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Por Diego Cavalcante
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O Delegado Adjunto da 15ª Subdivisão Policial (SDP) de Cascavel, Pedro Luiz Fontana Ribeiro, concedeu entrevista coletiva à imprensa na manhã desta sexta-feira (29) para apresentar novos desdobramentos sobre o caso do padre Genivaldo Oliveira dos Santos, preso recentemente sob acusações de abuso sexual. Desta vez, o delegado abordou especificamente um acidente de trânsito registrado em 2019, que teria ligação com o religioso.
Luiz Edimar Lima dos Santos, morreu atropelado na noite de 12 de outubro de 2019, no Bairro Periolo, em Cascavel. O acidente envolveu um Peugeot 307 de uso do Padre Genivaldo.
Segundo Fontana Ribeiro, foi constatado que, à época, não houve instauração de inquérito policial, o que motivou a abertura de diligências imediatas para evitar risco de prescrição. Três pessoas já foram ouvidas: familiares da vítima e o vereador Mazutti, que teve o nome citado em relatos relacionados ao caso.
O parlamentar negou qualquer participação, afirmando categoricamente que não estava e não foi ao local do acidente, classificando as acusações como inverídicas.
De acordo com os levantamentos, o veículo envolvido — um Peugeot 307 — era de uso particular do padre Genivaldo, mas, a princípio, no dia do acidente era conduzido por um jovem (enteado do padre, segundo relatado pelo delegado), identificado como Lucas, que na época tinha 18 anos e possuía apenas carteira de habilitação provisória.
O delegado informou que Lucas chegou a realizar o teste do bafômetro, cujo resultado foi negativo para consumo de álcool. Também foi relatado que ele chegou a ser colocado no camburão da viatura policial, medida adotada para preservar sua integridade física diante da comoção gerada no local. Posteriormente o padre Genivaldo teria se deslocado até o local do acidente fatal.
Atualmente, a Polícia Civil tenta contato com Lucas, que estaria morando e trabalhando em São Paulo, para ouvi-lo oficialmente sobre o episódio.
Na coletiva, Fontana Ribeiro destacou ainda que a mãe da vítima, ouvida nesta semana, apresentou-se bastante abalada ao relembrar os fatos. O delegado reforçou que todas as informações estão sendo reunidas no novo inquérito, que busca esclarecer responsabilidades e dar andamento ao processo que não teve sequência em 2019.
Diligências seguem sendo realizadas para elucidar o caso.