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CPI do “Professor Monstro”: Dr. Lauri pede investigação mais aprofundada

Doutor Lauri acredita que a CPI é o único instrumento capaz de responder com seriedade às perguntas que permanecem sem resposta...

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Por Silmara Santos

Na última terça-feira (04), o vereador Doutor Lauri (MDB) voltou a exigir a instalação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do caso conhecido como “Professor Monstro” na Câmara de Vereadores de Cascavel. O parlamentar criticou o relatório da Sindicância entregue pela prefeitura, alegando que suas conclusões eram insuficientes e que uma investigação mais aprofundada era necessária.

O caso remonta a 2019, quando um servidor de um Centro Municipal de Educação Infantil (CMEI) em Cascavel foi acusado de abuso sexual por uma mãe. A denúncia resultou em uma condenação de primeira instância de 30 anos de prisão para o servidor em março de 2025. Contudo, o que ocorreu fora do tribunal também causa preocupação.

Apesar da denúncia em 2020, o acusado não foi afastado de suas funções, mas sim transferido para outro CMEI, onde continuou tendo acesso a crianças até novembro de 2024. O processo administrativo, que deveria durar 120 dias, se estendeu por mais quatro anos, e durante esse período, surgiram novas suspeitas de abusos.

Doutor Lauri acredita que a CPI é o único instrumento capaz de responder com seriedade às perguntas que permanecem sem resposta:

“Quem sabia? Quem permitiu? Por que não propuseram mudança na lei? Quem são os responsáveis pelo caso?”.

O vereador também criticou a falta de transparência no processo, citando o sigilo de justiça que envolveu a sindicância. Ele pediu a quebra do sigilo, alegando que o interesse público deve prevalecer em casos como este.

Doutor Lauri concluiu seu discurso apelando aos seus colegas vereadores para que assinem a CPI e continuem a luta pela justiça. Ele prometeu voltar à questão na próxima semana para um debate mais aprofundado.

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