
Crise nos Correios: empresa anuncia cortes e mudanças após déficit de R$ 2,6 bilhões
As medidas, conforme circular obtida pelo Metrópoles, incluem a prorrogação das inscrições para o Programa de Desligamento Voluntário (PDV) até 18 de maio de 2025, o...
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Por Silmara Santos

Em meio a um cenário de crise financeira, os Correios, uma das maiores empresas estatais do Brasil, adotaram uma série de medidas para conter um prejuízo bilionário. Após o anúncio de um déficit de R$ 2,6 bilhões em 2024, a empresa divulgou uma série de medidas visando o aumento de receitas, a geração de novos negócios e a redução de despesas.
As medidas, conforme circular obtida pelo Metrópoles, incluem a prorrogação das inscrições para o Programa de Desligamento Voluntário (PDV) até 18 de maio de 2025, o incentivo à redução da jornada de trabalho para 6 horas diárias e 34 horas semanais, a suspensão temporária de férias a partir de 1º de junho de 2025, entre outras.
Além disso, a empresa planeja revisar a estrutura do Correios-Sede, com a expectativa de reduzir em pelo menos 20% o orçamento de funções, e convocar os empregados para o retorno ao regime de trabalho presencial a partir de 23 de junho de 2025. Também está previsto o lançamento de novos formatos de planos de saúde, com uma economia estimada de 30%.
O prejuízo de R$ 2,6 bilhões em 2024 é quatro vezes maior do que o déficit registrado em 2023, de R$ 597 milhões. É a primeira vez desde 2016 que os Correios apresentam um prejuízo bilionário em suas operações. Na ocasião, a companhia registrou um déficit de R$ 1,5 bilhão.
A empresa atribui o resultado negativo de 2024 ao fato de que apenas 15% das mais de 10,6 mil unidades de atendimento registraram superávit. Apesar disso, os Correios garantem o acesso universal a todos os serviços postais, com tarifas justas, em todos os 5.567 municípios atendidos.
A companhia ressaltou que, apesar das dificuldades, houve um investimento de R$ 830 milhões em 2024 e que, desde que a nova gestão assumiu, foram investidos R$ 1,6 bilhão. Nos últimos dois anos, foram investidos R$ 698 milhões na compra de novos veículos e R$ 600 milhões em gastos com manutenção da infraestrutura operacional.
Os Correios afirmam que a sustentabilidade continuará sendo um tema central para a empresa, com a expectativa de evoluir ainda mais em seus propósitos de caráter social e ambiental.
Com informações de Metrópoles.
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