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Nando completaria 10 anos nesta quinta-feira: "Seu dia preferido"

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Nando completaria 10 anos nesta quinta-feira: “Seu dia preferido”

Por Silmara Santos

Atualizado em

A dor e a saudade marcam a quinta-feira (27) da família de Fernando Lorenzo Souza Gehlen, carinhosamente conhecido como Nando, que completaria 10 anos hoje. Balões brancos no local do acidente, no túmulo de Nando e um cartaz no Fórum de Cascavel foram os símbolos escolhidos para homenagear o menino, cuja vida foi tragicamente interrompida em um acidente de trânsito.

Emocionada, Mônica, mãe de Nando, disse que está sem palavras pela perda do filho. Ela criou um vídeo para divulgar nas redes sociais com todas as imagens que guardou do filho desde que ele nasceu com as várias comemorações que relembram o pequeno.

“Hoje eu não consigo segurar choro, jamais imaginei demonstrar meu amor por meu filho apenas por oração, vontade de ter ele em meus braços. Antes eu usava rede social para criar memórias para mostrar a ele no futuro e hoje eu uso pra lutar por justiça”.

O acidente que interrompeu a vida de Nando ocorreu no dia 14 de junho de 2024, por volta das 18h50, no cruzamento da Rua Paraná com a Avenida Piquiri, no Bairro São Cristóvão, em Cascavel. Nando, sua mãe e um amigo da família estavam na calçada quando um Fiat Stilo atingiu um motociclista. Na sequência o carro foi projetado contra eles. Nando sofreu lesões gravíssimas e não resistiu.

Desde então, Mônica trava uma batalha na Justiça para responsabilizar a motorista do veículo. Recentemente, o advogado Lauri Silva assumiu o caso como assistente de acusação da família, que pretende reverter a tipificação do crime de homicídio culposo para homicídio com dolo eventual.

Resumo do que aconteceu

Quem era Fernando Lorenzo Souza Gehlen e por que sua morte chocou Cascavel?
R: Fernando Lorenzo Souza Gehlen, conhecido como Nando, era um menino de 9 anos que morreu em um trágico acidente de trânsito em 14 de junho de 2024, enquanto caminhava com a mãe e um amigo no bairro São Cristóvão, em Cascavel. Sua morte causou grande comoção na cidade e mobilizou familiares, amigos e a comunidade local em busca de justiça e por mais segurança no trânsito.
Como aconteceu o acidente que matou Nando?
R: Na noite de 14 de junho de 2024, um Fiat Stilo, conduzido por Márcia Pereira Sobrinho, avançou uma via preferencial na Avenida Piquiri esquina com a Rua Paraná, colidiu com uma motocicleta e, descontrolado, invadiu a calçada, atropelando Nando, sua mãe e um amigo da família. Nando sofreu ferimentos gravíssimos e morreu dentro da ambulância.
Quem é a motorista acusada pela morte de Nando e o que ela alega?
R: A motorista acusada é Márcia Pereira Sobrinho. Sua defesa nega dolo e imprudência, afirmando que não há provas de uso de celular ou álcool no momento do acidente, e que não existe nexo causal para responsabilizá-la criminalmente.
O que diz o laudo pericial sobre o comportamento da motorista no acidente?
R: O laudo pericial particular concluiu que a motorista não tentou frear o carro imediatamente após a colisão inicial com a moto, demorando 4,83 segundos para acionar os freios, o que, segundo o advogado da família, demonstra uma atitude de fuga e agrava a responsabilidade da condutora.
Quais crimes a motorista está sendo acusada de ter cometido?
R: A motorista responde por homicídio culposo e lesão corporal culposa na condução de veículo automotor, segundo a denúncia do Ministério Público do Paraná apresentada em 17 de dezembro de 2024.
Quando e onde será o julgamento da motorista que atropelou Nando?
R: O julgamento da motorista Márcia Pereira Sobrinho está marcado para o dia 2 de dezembro de 2025, às 13h50, na 1ª Vara Criminal de Cascavel/PR, no Fórum da cidade.
A Prefeitura de Cascavel foi responsabilizada pelo acidente?
R: Não. A Justiça negou o pedido de inclusão do Município de Cascavel como corresponsável pelo acidente, rejeitando a alegação de que a falta de sinalização teria contribuído para a tragédia.
O caso pode ser considerado homicídio com dolo eventual?
R: A família, representada pelo advogado Lauri Silva, luta para que o caso seja reclassificado de homicídio culposo para homicídio com dolo eventual, argumentando que a condutora assumiu o risco de matar ao agir de forma imprudente. O processo está em andamento.
Quais homenagens foram feitas em memória de Nando?
R: Diversas homenagens foram realizadas, incluindo uma missa de 1 mês, protestos, homenagens na Escola Robert Francis Kennedy, plantio de árvore, balões brancos no local do acidente, e a instalação de um playground com cerca de proteção em uma praça frequentada por Nando, além de um monumento previsto para março de 2025.
Como a família de Nando tem buscado justiça?
R: A mãe de Nando, Mônica Souza, tem liderado uma intensa mobilização por justiça nas redes sociais, em manifestações públicas, no Fórum de Cascavel e por meio de ações judiciais, exigindo a responsabilização da motorista e maior rigor na punição de crimes de trânsito.
O que diz o inquérito policial sobre o acidente?
R: O inquérito policial concluiu que a condutora do Fiat Stilo agiu com imprudência ao avançar a preferencial, colidir com a moto e atropelar os pedestres, sendo indiciada por homicídio culposo e lesão corporal culposa. O teste do bafômetro deu negativo e ela não prestou socorro por temer agressões de populares.
Quais as consequências médicas do acidente para Nando e outras vítimas?
R: Nando sofreu múltiplas fraturas, traumatismo crânio encefálico e quebrou o pescoço, morrendo dentro da ambulância. As outras vítimas, a mãe e um amigo da família, tiveram ferimentos leves a moderados e foram encaminhadas para atendimento médico.
Como a comunidade de Cascavel reagiu à tragédia?
R: A comunidade ficou profundamente abalada, realizando protestos, missas, homenagens públicas e manifestações por justiça e por mais segurança no trânsito, transformando o caso em símbolo da luta contra a impunidade.
O que foi descoberto sobre a velocidade dos veículos envolvidos no acidente?
R: Segundo a perícia particular, o Fiat Stilo trafegava a cerca de 27,28 km/h ao furar a preferencial e colidir com a moto, que estava a 70,16 km/h no momento do impacto.
Há indícios de que a motorista usava celular durante o acidente?
R: Até o momento, a perícia no celular da motorista não foi concluída, não sendo possível afirmar se ela estava ou não usando o aparelho no momento do acidente.
Quais etapas judiciais o caso já passou e o que ainda está por vir?
R: O caso passou por inquérito policial, denúncia do Ministério Público, tentativas de ampliar a responsabilidade para o Município, produção de provas periciais e testemunhais, e agora aguarda julgamento da motorista em dezembro de 2025.
Como a morte de Nando impactou sua família e amigos?
R: A morte de Nando deixou um vazio irreparável na família, especialmente para sua mãe, Mônica Souza, que transformou o luto em luta por justiça, e também mobilizou amigos, colegas de escola e toda a comunidade em homenagens e ações solidárias.
Quais medidas de segurança estão sendo tomadas após o acidente?
R: Além da revitalização da praça com playground protegido, o caso provocou debates sobre sinalização viária e conscientização sobre a responsabilidade no trânsito, embora a Justiça tenha negado culpa ao Município pela ausência de sinalização.
Qual o simbolismo do playground construído na praça em homenagem a Nando?
R: O playground instalado na Praça do Maçom, no bairro São Cristóvão, homenageia Nando, que era frequentador assíduo do local, e foi projetado com uma cerca de proteção para aumentar a segurança das crianças.
O caso de Nando influenciou outras discussões sobre trânsito em Cascavel?
R: Sim. A tragédia reacendeu o debate sobre imprudência, impunidade e necessidade de melhorias na segurança viária, tornando-se símbolo da luta por justiça e por mudanças no trânsito de Cascavel.

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