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Praça ganha parque infantil em memória de Fernando Lorenzo, morto em acidente trágico

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Praça ganha parque infantil em memória de Fernando Lorenzo, morto em acidente trágico

Por Silmara Santos

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A revitalização da praça localizada entre as ruas Tiradentes, Mato Grosso e Avenida Piquiri, no Bairro São Cristóvão, em Cascavel, já começou. O início das obras foi marcado pela instalação de uma pedra gigante no local. O espaço, que será um ponto de convivência para todas as idades, contará com um parque para crianças.

Entretanto, a revitalização do local também carrega uma memória dolorosa. A praça receberá um parque infantil em memória de Fernando Lorenzo Souza Gehlen, uma criança de apenas nove anos que foi vítima de um acidente de trânsito fatal na Avenida Piquiri, esquina com a Rua Paraná, a poucos metros da praça.

Em entrevista à CGN, o Secretário de Meio Ambiente, Aílton Lima, explicou que a praça, denominada Praça do Maçom por lei municipal, passará por uma revitalização completa, que inclui a reforma das pistas internas e das calçadas, além do paisagismo e arborização. Um playground será instalado em homenagem a Fernando, que era um frequentador assíduo do local.

“Teremos aqui a questão das pistas internas dela, das calçadas que passarão por uma revitalização, o paisagismo, a arborização e teremos também a instalação de um playground, um playground que vem em homenagem ao menino Nando que era um frequentador assíduo aqui dessa praça, segundo a mãe dele, segundo os vizinhos, não era incomum ver o Nando por aqui e por essa razão nós escolhemos um cantinho especial dessa praça com autorização, é claro, daqueles que acabam zelando desse espaço para que a gente possa instalar um playground em homenagem ao menino Nando. Esse playground, diferente de outros que a gente tem na cidade, ele vai contar com uma pequena cerca de proteção também para que aquelas crianças que estejam brincando nele não tenham aí a possibilidade talvez de escapar em direção à rua e com isso tenham também mais segurança. É um gesto singelo em homenagem a esse menino que tanto passeou por aqui e que nós queremos registrar com muito carinho” explicou o secretário.

A revitalização é fruto de uma parceria entre o poder público e privado. A praça, frequentemente utilizada pela maçonaria para a realização de eventos, receberá um monumento em março, feito em parceria com a entidade.

“Esta praça, ela foi denominada Praça do Maçom e por conta desta denominação, ela tem sido utilizada de maneira frequente pela maçonaria para a realização de alguns eventos, em especial e o mais importante de ordem anual é o Semeando Solidariedade, um evento que acontece todos os anos e que neste último ano inclusive teve como novidade uma corrida rústica no entorno da praça, a arrecadação de alimentos, a disponibilização de animais para adoção, entre outras atividades de solidariedade que contribuíram com a sociedade. E no próximo mês de março nós teremos a inauguração de um monumento feito em parceria com a maçonaria para poder registrar esse espaço então de maneira específica e definitiva” disse.

A previsão de entrega da revitalização é março deste ano.

O acidente

O trágico acidente ocorreu em 14 de junho de 2024. Fernando estava na calçada com a mãe, Mônica Souza, e um amigo da família quando foi atingido por um veículo que havia se envolvido em uma colisão com uma motocicleta no cruzamento.

Mensalmente, a família de Fernando relembra o trágico dia, mantendo viva a memória do menino que deixou um vazio inestimável na vida de familiares e amigos. Mônica Souza, ainda busca justiça pela morte precoce do filho.

Resumo do que aconteceu

Quem era Fernando Lorenzo Souza Gehlen e por que sua morte chocou Cascavel?
R: Fernando Lorenzo Souza Gehlen, conhecido como Nando, era um menino de 9 anos que morreu em um trágico acidente de trânsito em 14 de junho de 2024, enquanto caminhava com a mãe e um amigo no bairro São Cristóvão, em Cascavel. Sua morte causou grande comoção na cidade e mobilizou familiares, amigos e a comunidade local em busca de justiça e por mais segurança no trânsito.
Como aconteceu o acidente que matou Nando?
R: Na noite de 14 de junho de 2024, um Fiat Stilo, conduzido por Márcia Pereira Sobrinho, avançou uma via preferencial na Avenida Piquiri esquina com a Rua Paraná, colidiu com uma motocicleta e, descontrolado, invadiu a calçada, atropelando Nando, sua mãe e um amigo da família. Nando sofreu ferimentos gravíssimos e morreu dentro da ambulância.
Quem é a motorista acusada pela morte de Nando e o que ela alega?
R: A motorista acusada é Márcia Pereira Sobrinho. Sua defesa nega dolo e imprudência, afirmando que não há provas de uso de celular ou álcool no momento do acidente, e que não existe nexo causal para responsabilizá-la criminalmente.
O que diz o laudo pericial sobre o comportamento da motorista no acidente?
R: O laudo pericial particular concluiu que a motorista não tentou frear o carro imediatamente após a colisão inicial com a moto, demorando 4,83 segundos para acionar os freios, o que, segundo o advogado da família, demonstra uma atitude de fuga e agrava a responsabilidade da condutora.
Quais crimes a motorista está sendo acusada de ter cometido?
R: A motorista responde por homicídio culposo e lesão corporal culposa na condução de veículo automotor, segundo a denúncia do Ministério Público do Paraná apresentada em 17 de dezembro de 2024.
Quando e onde será o julgamento da motorista que atropelou Nando?
R: O julgamento da motorista Márcia Pereira Sobrinho está marcado para o dia 2 de dezembro de 2025, às 13h50, na 1ª Vara Criminal de Cascavel/PR, no Fórum da cidade.
A Prefeitura de Cascavel foi responsabilizada pelo acidente?
R: Não. A Justiça negou o pedido de inclusão do Município de Cascavel como corresponsável pelo acidente, rejeitando a alegação de que a falta de sinalização teria contribuído para a tragédia.
O caso pode ser considerado homicídio com dolo eventual?
R: A família, representada pelo advogado Lauri Silva, luta para que o caso seja reclassificado de homicídio culposo para homicídio com dolo eventual, argumentando que a condutora assumiu o risco de matar ao agir de forma imprudente. O processo está em andamento.
Quais homenagens foram feitas em memória de Nando?
R: Diversas homenagens foram realizadas, incluindo uma missa de 1 mês, protestos, homenagens na Escola Robert Francis Kennedy, plantio de árvore, balões brancos no local do acidente, e a instalação de um playground com cerca de proteção em uma praça frequentada por Nando, além de um monumento previsto para março de 2025.
Como a família de Nando tem buscado justiça?
R: A mãe de Nando, Mônica Souza, tem liderado uma intensa mobilização por justiça nas redes sociais, em manifestações públicas, no Fórum de Cascavel e por meio de ações judiciais, exigindo a responsabilização da motorista e maior rigor na punição de crimes de trânsito.
O que diz o inquérito policial sobre o acidente?
R: O inquérito policial concluiu que a condutora do Fiat Stilo agiu com imprudência ao avançar a preferencial, colidir com a moto e atropelar os pedestres, sendo indiciada por homicídio culposo e lesão corporal culposa. O teste do bafômetro deu negativo e ela não prestou socorro por temer agressões de populares.
Quais as consequências médicas do acidente para Nando e outras vítimas?
R: Nando sofreu múltiplas fraturas, traumatismo crânio encefálico e quebrou o pescoço, morrendo dentro da ambulância. As outras vítimas, a mãe e um amigo da família, tiveram ferimentos leves a moderados e foram encaminhadas para atendimento médico.
Como a comunidade de Cascavel reagiu à tragédia?
R: A comunidade ficou profundamente abalada, realizando protestos, missas, homenagens públicas e manifestações por justiça e por mais segurança no trânsito, transformando o caso em símbolo da luta contra a impunidade.
O que foi descoberto sobre a velocidade dos veículos envolvidos no acidente?
R: Segundo a perícia particular, o Fiat Stilo trafegava a cerca de 27,28 km/h ao furar a preferencial e colidir com a moto, que estava a 70,16 km/h no momento do impacto.
Há indícios de que a motorista usava celular durante o acidente?
R: Até o momento, a perícia no celular da motorista não foi concluída, não sendo possível afirmar se ela estava ou não usando o aparelho no momento do acidente.
Quais etapas judiciais o caso já passou e o que ainda está por vir?
R: O caso passou por inquérito policial, denúncia do Ministério Público, tentativas de ampliar a responsabilidade para o Município, produção de provas periciais e testemunhais, e agora aguarda julgamento da motorista em dezembro de 2025.
Como a morte de Nando impactou sua família e amigos?
R: A morte de Nando deixou um vazio irreparável na família, especialmente para sua mãe, Mônica Souza, que transformou o luto em luta por justiça, e também mobilizou amigos, colegas de escola e toda a comunidade em homenagens e ações solidárias.
Quais medidas de segurança estão sendo tomadas após o acidente?
R: Além da revitalização da praça com playground protegido, o caso provocou debates sobre sinalização viária e conscientização sobre a responsabilidade no trânsito, embora a Justiça tenha negado culpa ao Município pela ausência de sinalização.
Qual o simbolismo do playground construído na praça em homenagem a Nando?
R: O playground instalado na Praça do Maçom, no bairro São Cristóvão, homenageia Nando, que era frequentador assíduo do local, e foi projetado com uma cerca de proteção para aumentar a segurança das crianças.
O caso de Nando influenciou outras discussões sobre trânsito em Cascavel?
R: Sim. A tragédia reacendeu o debate sobre imprudência, impunidade e necessidade de melhorias na segurança viária, tornando-se símbolo da luta por justiça e por mudanças no trânsito de Cascavel.

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