
Combate à corrupção: servidor público nomeado é preso durante operação da Polícia Civil
Na casa dele foi localizada uma arma de fogo e também munições......
Publicado em
Por Redação CGN

Durante o cumprimento de mandados de busca, apreensão e prisão, em Cascavel, Policiais Civis fizeram a apreensão de uma arma de fogo municiada e também documentos na casa de um servidor público nomeado na prefeitura de Cascavel.
O setor de combate à corrupção investiga fraudes na fiscalização e execução de contrato de prestação de serviços de reforma e manutenção nas unidades de saúde do Município.
A ação tem como objetivo apreender documentos, equipamentos eletrônicos e mídias, que auxiliem na elucidação do caso e na produção de provas.
As investigações tiveram início após requisição de instauração de inquérito policial feita pela 7ª Promotoria do Patrimônio Público da Comarca de Cascavel. Os indícios apontavam a ocorrência de crimes relacionados à concorrência número 15/2018, do município.
A empresa escolhida foi contratada por aproximadamente R$ 1,4 milhão para realizar serviços comuns de manutenção, reparos, adequações e melhorias nas unidades e serviços de saúde do município.
Os vícios nas obras e reformas nas unidades de saúde foram amplamente noticiados nos órgãos de imprensa da região.
No decorrer das investigações, a PCPR apurou possível relação de corrupção entre os proprietários da empresa e o agente público fiscal do contrato – um servidor contratado em cargo comissionado – que teria recebido vantagens indevidas.
O servidor público investigado era o responsável por atestar o serviço em tese realizado e assinar as notas fiscais para pagamento.
Durante as diligências, foi possível identificar que a mesma empresa foi vencedora de outras licitações junto ao município, desde 2018. Tendo recebido mais de R$ 4,3 milhões, conforme consta no portal da transparência de Cascavel. Estes outros contratos, também, são investigados pela PCPR em busca de irregularidades.
A apuração da PCPR também revelou indícios de que a empresa participava das licitações apresentando preços abaixo das demais concorrentes, pois já estaria acertado que a execução dos contratos não seguiria o que foi estipulado nos editais.
Atualização
João Merlo, detido durante a ação, negou qualquer irregularidade em entrevista à imprensa.
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