
“Uma pessoa muito querida perdeu a vida e a Justiça não corre atrás de resolver o caso”, diz filho de Sônia Toguti
Depois que suspeito foi inocentado, em meados do ano passado, não houve nenhum avanço para saber quem a matou......
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Por Mariana Lioto

Ontem a morte de Sônia Toguti completou um ano. A mulher foi assassinada no apartamento onde morava, no Bairro Cancelli e até hoje ninguém foi punido pelo crime. A família afirma não ter nenhuma informação sobre o andamento das investigações e se sente decepcionada com a falta de respostas.
“Não tivemos nenhuma notícia sobre o caso”, conta o filho Felipi Toguti, “perdemos uma pessoa muito querida que não tinha maldade e nunca fez nada pra ninguém. Um marginal chegou e acabou com vida dela como se não fosse nada e a justiça não corre atrás ou tenta resolver o caso, já que o suspeito foi solto”.
Um rapaz de 19 anos foi detido horas depois do crime mas foi inocentado depois que exames de DNA apontaram que as amostras encontradas no corpo da vítima não coincidiam com as deles.
A Polícia Civil disse para a CGN que não há nenhuma diligência em andamento para apurar um novo suspeito ou outra linha de investigação e isso dependeria da solicitação do Ministério Público; já o MP diz que é necessário que haja alguma informação nova sobre o possível responsável pelo crime para que novas investigações ocorram.
Enquanto isso a família convive com a dor da ausência de Sônia, que morreu aos 47 anos e deixou dois filhos. Depois de viver 8 anos no Japão fazia pouco mais de um ano que ela estava no Brasil, morando com o filho Felipi.
“Ela era muito tímida, sem dúvidas, mas comigo ficava muito à vontade. Nós dávamos muito bem. Ela gostava muito de ler, vivia aprendendo coisas novas e sempre foi bem reservada, na dela”, conta com saudade.
O caso foi classificado como latrocínio porque uma carteira e dinheiro aparentemente sumiram do apartamento. Não é possível ter certeza, no entanto, pois como o bandido colocou fogo no apartamento estes itens podem ter sido queimados. A vítima foi encontrada esfaqueada no banheiro e pode ter sido vítima de violência sexual. Os ferimentos dão indicação que ela tentou se defender.
Se alguém tiver qualquer informação que possa reabrir o caso pode denunciar de forma anônima ao telefone 190 ou 197.
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