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Cascavel

“Nossos filhos têm o direito de aprender a ler e escrever”, dizem mães que pedem a reprovação

Elas alegam que quem tem que definir pela aprovação ou não, são as professoras que acompanham os alunos e não “uma funcionária da Secretaria de Educação”.

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A CGN conversou nesta segunda-feira (06), com mães de alunos da Rede Municipal de Ensino de Cascavel que estão pedindo que os filhos sejam reprovados na escola.

A situação relatada pelas mães é a mesma que tem sido enfrentada por Celso Mariano, que é pai de uma menina autista e contou para a CGN que também quer que a filha seja reprovada já que ela não teria condições de sair do Ensino Fundamental.

Jussara, uma das mães entrevistadas, relatou que tem um filho de 14 anos, no entanto, o grau de aprendizagem do adolescente é é de pré-escola, mas ele foi aprovado para avançar para o 5º ano, sem ter condições para isso.

As mães relataram que as professoras já haviam falado que os filhos não poderiam ser aprovados, tanto que uma ata escolar foi encaminhada à Semed (Secretaria Municipal de Educação), que foi contrária à reprovação, alegando que os alunos teriam sido aprovados por avaliações durante o ano.

Apesar da alegação, as mãe refutam dizendo que os filhos não foram avaliados, que os professores apenas olhavam o caderno para conferir se as atividades estavam feitas.

“Como vai modificar a ata do pré-conselho? Foi determinada a reprovação pelo professor e terá a alteração que a secretaria determinou a reprovação”, questionam.

Outra mãe relatou à reportagem que se preocupa com a educação da filha com Síndrome de Down e como ela será na sociedade se não for alfabetizada.

“A gente não quer isso, nós só pedimos que os nossos filhos possam aprender a ler e escrever”, conta.

Elas relatam que a aprovação dos filhos para a série seguinte será extremamente prejudicial, considerando que além deles não acompanharem o conteúdo, na escola estadual não existe o professor de apoio que é oferecido na escola municipal.

“A gente quer que eles coloquem a mão na consciência e não vem nossos filhos como números. Sem o professor de apoio nossos filhos serão jogados num canto e não é isso o que a gente quer”.

Solange, a mãe de uma menina de 11 anos, disse que conseguiu a retenção da filha pela escola, mas que a Secretaria de Educação barrou e determinaram que ela fosse aprovada, mesmo sem condições de acompanhar o aprendizado.

Ela relatou ainda que espera que os filhos sejam respeitados e que tenham o direito à alfabetização e que um ou dois anos a mais na rede municipal significa muita coisa.

O mesmo problema é relatado por Silvana, mãe de um menino de 9 anos que deveria ter sido retido na pré-escola, segundo ela, no entanto, o processo de retenção aconteceria apenas a partir do 3º ano. Ela também disse que o filho precisa ser reprovado para que tenha o aprendizado fortalecido e não sofra tanto nas séries seguintes.

O questionamento de todas as mães também se dá pelo fato de que as professoras determinam a reprovação, a Secretaria nega e estabelece que as crianças devem ser aprovadas.

“Quem tem autoridade na hora de reter são as professoras. Elas que acompanham os nossos filhos e disseram que eles não têm condições de avançar, então quem tem que decidir são elas, é a professora da sala, do recurso e não alguém da Secretaria de Educação que nunca viu os nossos filhos”, destacam.


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