
Coopavel nega ao sindicato que funcionário teve 45% do corpo queimado contrariando informações médicas
A nota enviada à imprensa pelo Consamu informou que o trabalhador teve aproximadamente metade do corpo queimado....
Publicado em
Por Deyvid Alan

Marc Andre Mentor, de 32 anos, o funcionário da Coopavel que foi vítima de um acidente de trabalho na última quinta-feira (22) segue internado, mas apresentou melhoras nas últimas horas.
A CGN mantém contato com a esposa da vítima que tem atualizado o quadro de saúde do haitiano que teve 45% do corpo queimado ao ser atingido pelo vapor de uma caldeira de óleo na cooperativa. Apesar das informações repassadas pela equipe médica, a Coopavel negou ao sindicato que o funcionário tenha tido 45% do corpo queimado.
Ontem (26) a reportagem conversou com o Presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Cooperativas Agrícolas, Agropecuárias e Agroindustriais de Cascavel e Região (Sintrascoop), Clair Spanhol, que relatou divergências nas informações repassadas pela cooperativa.
Segundo Spanhol, quando entrou em contato com a Cooperativa para obter detalhes de o que teria ocorrido, foi informado de que o funcionário sofreu algumas queimaduras. De acordo com a informação repassada ao presidente do Sindicato, no momento do acidente, o funcionário teria elevado o braço na tentativa de proteger o rosto, sofrendo algumas queimaduras nas duas áreas.
No entanto a Cooperativa negou à Spanhol que o haitiano teria 45% do corpo queimado, contrariando as informações repassadas pela equipe médica que atendeu o homem que precisou ser levado para o Hospital de Queimados de Londrina.
Outras divergências nas informações repassadas ao presidente do Sindicato colocam em xeque a atuação da cooperativa no socorro à vítima e agora Spanhol cobrará esclarecimentos da cooperativa para entender o que de fato aconteceu.
Ainda segundo relatado à Spanhol, o funcionário teria se ferido ao identificar um vazamento em uma válvula. O homem teria tentado conter o vazamento fechando uma “rosca borboleta” que teria estourado, lançando o vapor da caldeira contra o funcionário.
O presidente do Sindicato também foi questionado pela reportagem sobre os procedimentos de segurança e a habilitação do funcionário para realizar tal procedimento. Ele explicou que por conta das informações desencontradas, o sindicato enviará um requerimento solicitando todos os esclarecimentos por parte da cooperativa.
Spanhol ressaltou que a partir da solicitação, a cooperativa deverá apresentar a análise do acidente com todos os detalhes apurados pela CIPA (Comissão Interna de Prevenção de Acidentes) e então o sindicato avaliará e apresentará medidas de segurança para evitar novos eventos.
A Coopavel também será questionada pelo sindicato sobre o motivo que as equipes especializadas de socorro, Samu e Siate, não foram mobilizadas ao local do acidente para realizarem os encaminhamentos necessários e de forma mais ágil.
A equipe da CGN fez contato com a Assessoria de Imprensa da Coopavel ainda na manhã da segunda-feira (26), solicitando informações sobre o fato, mas não obteve retorno.
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