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Imagem referente a Alunos da GM presentes em caso onde mulher foi baleada são vítimas, diz advogada

Alunos da GM presentes em caso onde mulher foi baleada são vítimas, diz advogada

Três alunos foram abordados na saída de churrasco e outros dois estavam em viatura que fazia patrulhamento......

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Por Mariana Lioto

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Imagem referente a Alunos da GM presentes em caso onde mulher foi baleada são vítimas, diz advogada

A complexa situação ocorrida na última noite que terminou com uma mulher baleada com um tiro de fuzil teve a presença – mais ou menos direta – de cinco alunos da nova turma da Guarda Municipal de Cascavel. A advogada da ASGMC (Associação dos Servidores da Guarda Municipal de Cascavel), Gleice Aroldi Martins, conversou com a CGN nesta tarde dando a versão deles sobre o ocorrido e destacando que nenhum dos alunos da GM cometeu ilícito, sendo todos vítimas.

A mulher baleada é esposa do aluno da guarda Thiago Evangelista Magalhães. Segundo Gleice, houve um churrasco na área rural e Thiago foi embora na caminhonete do tenente Ademir Oliveira, da PM, junto com a mulher e os três filhos do aluno. Outros dois alunos da GM seguiam em motocicletas e havia ainda outra pessoa em outra caminhonete.

Outros dois alunos da GM estavam em atividade prática em uma viatura da Polícia Militar, que fazia rondas junto com outra viatura oficial pela estrada Chaparral, que fica aos fundos do Bairro Santa Cruz.

“Todos os alunos da GM relataram o fato sem contradições. Magalhães contou que seguia como passageiro do carro particular do Tenente Ademir quando vieram as duas viaturas, com farol apagado e o giroflex desligado. Eles não perceberam que eram viaturas pois havia poeira na estrada e muita escuridão. Quando o motorista desviou da primeira viatura, um ocupante da segunda deu um disparo em direção ao pneu da caminhonete. Foi então que os ocupantes da caminhonete acharam que era um assalto e iniciaram uma fuga, sendo seguidos pela primeira viatura”, diz Gleice.

Segundo a advogada, em nenhum momento foi ligado o giroflex, nem foi possível perceber que era uma viatura que seguia a caminhonete. Segundo ela, houve então disparos em direção a caminhonete e, possivelmente no terceiro tiro, Patrícia Naline da Silva Morais, foi atingida.

“Houve orientação do tenente para Magalhães pegar a arma do policial e ele deu três tiros para cima. Não houve disparo em direção à viatura”, afirma a advogada.

A outra viatura abordou os motociclistas, que também são alunos da GM, e eles então informaram que a caminhonete perseguida era do tenente Ademir. Os policiais então teriam passado a mensagem pelo rádio da viatura para os colegas e só então a perseguição teria tido fim, mas a mulher já estava baleada.

Segundo Gleice, ela foi levada de viatura ao Hospital Universitário porque eles perceberam que o caso era muito grave e acreditaram que esperar o socorro demoraria demais.

A versão dos dois alunos da guarda que estavam na segunda viatura, a trabalho, foi que o primeiro disparo foi dado pelo policial que estava na viatura e confirmaram que ambos os carros oficiais estavam com giroflex e farol desligados. O patrulhamento nesta região normalmente é feito desta maneira para não alertar contrabandistas. No Boletim de Ocorrência feito pela Polícia Civil, no entanto, o relato é que o giroflex estaria ligado, identificando tratar-se de uma viatura, foi dado sinal de luz para abordagem e mesmo assim a fuga da caminhonete teria ocorrido.

“Tanto os alunos da guarda que estavam na viatura quando os que foram abordados estão muito abalados. Eles estão sendo formados na polícia e sabem que o procedimento não é de praxe. O patrulhamento preventivo ocorre com giro e farol ligados. O tenente seguia com um aluno, esposa e três crianças no carro, não tinha porque eles se evadirem se soubessem que era uma viatura policial”, garante a advogada.

A última informação sobre o estado de saúde de Patrícia é que ela precisou passar por uma cirurgia onde perdeu parte do intestino. O quadro é estável mais ainda inspira cuidados.

Boletim de Ocorrência

No Boletim de Ocorrêncial consta que Magalhães chegou a receber voz de prisão por porte ilegal de arma, informação que foi negada pela advogada.

Outro fato intrigante que consta no BO é que uma das crianças chegou a manusear a arma durante o ocorrido. Há o relato ainda que o tenente que dirigia a caminhonete em fuga só fez o teste do bafômetro quatro horas depois do incidente.  

Nesta manhã a PM se manifestou sobre o caso bem como o prefeito Leonaldo Paranhos.

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