Operação doce veneno: Acusado teve prisão preventiva revertida, mas irá colaborar com a justiça e responder pelos atos, afirma defesa
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Por Fábio Wronski
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Na manhã desta quarta-feira (26), o advogado Cleber Evangelista conversou com a CGN, falando sobre o andamento dos procedimentos em relação a Operação Doce Veneno, desencadeada na semana passada, em Cascavel.
A Delegacia de Homicídios deteve, na semana passada, um investigado, que conforme as apurações, teria encaminhado um pão de mel envenenado para um homem que teria tido uma relação extraconjugal com a mulher.
A vítima ficou alguns dias no hospital, sendo que também foi para a UTI, diante da gravidade do caso.
No desenrolar da investigação, a DH conseguiu rastrear a entrega do alimento envenenado, o qual passou por três intermediários, antes de chegar até a vítima, na véspera da Sexta-feira Santa.
Conforme a defesa, a solicitação da revogação da prisão preventiva envolve a apresentação de uma segunda versão sobre a análise do caso, além de demonstrar que a vítima quer colaborar, tanto que já está colaborando com as investigações.
Evangelista destacou que a questão terá diversos andamentos, sendo finalização do inquérito, encaminhamento ao Ministério Público e por último o julgamento, por isso, qualquer julgamento precoce é inviável.
Em relação a confissão do acusado, durante depoimento à Delegacia de Homicídios, a defesa ressalta que o objetivo do cliente é colaborar com as investigações, mas que a defesa irá trabalhar para dar a real dimensão e alcance que os atos foram realizados.