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Caso GM: Perícia encontra mancha de sangue na blusa de uma das vítimas; laudo foi encaminhado a Curitiba

Foram coletadas três amostras através de SWABs, contendo sujidade de cor castanho avermelhada, visualizadas no piso entre a sala e o vão de acesso ao quarto....

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Por Paulo Eduardo

O laudo pericial realizado na residência de uma servidora da Guarda Municipal, que foi vítima de assalto no dia 10 de janeiro, foi concluído e encaminhado para análise em laboratório no Instituto de Criminalística de Curitiba.

Foram coletadas três amostras através de SWABs, contendo sujidade de cor castanho avermelhada, visualizadas no piso entre a sala e o vão de acesso ao quarto.

A perícia constatou mancha vermelha em uma blusa feminina, que também foi encaminhada para a análise, conforme mostra a foto abaixo:

A pesquisa de impressões papilares, por orientação da Secretaria de Estado da Segurança Pública e determinação da direção do Instituto de Criminalística, fica a cargo do Instituto de Identificação do Paraná.

O crime

Por volta das às 17 horas do dia 10 de janeiro, a servidora da Guarda Municipal e sua colega estavam se arrumando para sair de casa. Ela abriu o portão, deixou o carro na rampa e retornou para dentro de casa.

Quando estava no quarto, a guarda foi surpreendida por um homem encapuzado, que portava uma arma de fogo e lhe rendeu, cobrindo a cabeça da vítima com um cobertor. A amiga dela também foi rendida e levada para este quarto.

De acordo com a investigação, os assaltantes pediram dinheiro e a arma de fogo da servidora, sendo que abandonaram o local levando o celular da vítima, notebook, chave e controle do portão, a pistola da guarda, além de um veículo Fox e o colete balístico que se encontrava dentro do carro.

Após perceber que os assaltantes haviam saído, as mulheres pediram socorro, sendo que um grande aparato das forças de segurança foram mobilizadas ao Jardim Nova Cidade e região do Bairro Santa Felicidade.

O carro da servidora foi localizado pouco tempo depois do roubo, abandonado no final da Rua Engenheiro Heinz Marth, no Bairro Santa Felicidade. Dentro do carro estava o colete balístico.

Ainda no mesmo dia a arma, municiada, que pertence a guarda, foi encontrada em uma casa na Rua João Ribeiro Pinheiro. Dois homens foram detidos e encaminhados à delegacia de Polícia Civil e um deles foi liberado dois dias após a detenção.

No decorrer dos dias a delegada Anna Karyne Palodetto, da Polícia Civil realizou oitivas com as vítimas. A guarda relatou que foi ameaçada de morte.

“Ele disse que se eu encostasse na arma ele ia me matar”, relatou a servidora.

Além das vítimas, a delegada também ouviu dezenas de servidores que estiveram envolvidos na situação. Um dos detidos, identificado como Patrick Rocha, foi ouvido pela delegada e disse que foi agredido pelos guardas.

“Não encontraram a arma. Não tinha notebook lá. Não tinha nada lá. E aí eles começaram me agredir”, contou.

Junto com a advogada, Patrick Rocha negou todas as afirmações repassadas pelos servidores e disse que teria como comprovar por meio de gravações de câmeras de monitoramento que estava trabalhando, fato que ficou constatado por meio das imagens e depoimento de seu chefe.

Em depoimento, servidores disseram que foi necessário o uso de força, pois Patrick e o outro detido, que seria primo dele, tentaram resistir a prisão.

O prefeito Leonaldo Paranhos chegou a afastar dois servidores e abriu processo administrativo para apurar a conduta dos GMs.

O caso segue sendo investigado.

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