“É inaceitável passar por uma ameaça desse tipo”, diz sargento dos Bombeiros após ocorrência em Cascavel
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Por Allan Machado
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O atendimento a duas vítimas de um acidente de trânsito terminou com acionamento da Polícia Militar após um socorrista do Corpo de Bombeiros relatar ameaças dentro da ambulância, em Cascavel. O sargento Édson Klein afirmou que a situação causou preocupação à equipe durante o transporte dos feridos para a UPA Tancredo Neves.
Segundo o militar, os dois homens já estavam dentro da ambulância quando a equipe policial chegou ao local do acidente. Durante o deslocamento até a unidade de saúde, após o atendimento, o comportamento de um dos envolvidos teria mudado.
“São 16 anos que eu estou atuando nessa área e é a primeira vez que eu sou ameaçado dentro da ambulância”, relatou Klein.
O sargento explicou que, diante da situação, conversou com o colega de trabalho e os dois decidiram solicitar novamente o apoio policial. A ambulância foi parada para que a equipe pudesse acionar a Polícia Militar e registrar o ocorrido.
Ao explicar o motivo da ameaça, Klein afirmou que o passageiro teria reclamado da qualidade do atendimento e feito declarações que foram interpretadas pelo socorrista como uma ameaça grave.
“Ele começou a falar a questão do atendimento, que estava ruim e que a guarnição não ia chegar no final da vida. Então, eu considero isso como uma grave ameaça”, declarou.
O militar também destacou a importância do trabalho realizado pelos profissionais de emergência e afirmou que a equipe decidiu tomar providências para preservar a própria segurança.
“Eu prezo pela minha integridade. A nossa instituição é centenária, sempre tratou muito bem as pessoas e sempre cuidou muito bem delas. Quando você recebe uma ameaça dessa, eu acho que é digno que a gente tome uma providência”, afirmou.
A ocorrência inicial envolveu uma motocicleta e um carro no cruzamento da Avenida Brasil com a Rua Presidente Juscelino Kubitschek, na região central de Cascavel. O condutor da moto, de 29 anos, e o passageiro, de 27, ficaram feridos e receberam atendimento do Siate.
De acordo com Klein, a equipe ficou assustada com a situação e solicitou a presença da Polícia Militar para que fossem adotadas as medidas cabíveis. Questionado sobre as condições dos envolvidos, o sargento explicou que não poderia afirmar se eles estavam sob efeito de álcool, pois houve recusa ao teste do bafômetro.
O caso foi repassado às autoridades para os procedimentos necessários.