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Família acredita que a morte de Dirlei Rodrigues da Silva foi um "feminicídio premeditado"

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Família acredita que a morte de Dirlei Rodrigues da Silva foi um “feminicídio premeditado”

Por Isabella Chiaradia

Atualizado em

A nora de Dirlei Rodrigues da Silva, encontrada morta dentro de casa nesta terça-feira (20), no bairro Brasília, em Cascavel, relatou detalhes sobre as circunstâncias do crime e afirmou acreditar que o assassinato foi premeditado. Em entrevista à CGN, ela contou que o suspeito teria tomado medidas para evitar ser identificado e deixou o local após cometer o crime.

Segundo a familiar, por volta das 22h de segunda-feira (19), o cunhado saiu para trabalhar e, nesse momento, o suspeito chegou à residência. Ela relatou que ele costumava guardar o carro na garagem, mas, naquela ocasião, deixou o veículo estacionado em frente ao imóvel. Além disso, conforme a nora, as câmeras de segurança externas teriam sido viradas e o celular da vítima desapareceu.

Ainda de acordo com o relato, após entrar na casa e cometer o crime, o suspeito teria fechado o portão e jogado o controle por baixo dele antes de sair. Para a nora, os detalhes indicam que tudo teria sido planejado antecipadamente.

A familiar contou que Dirlei nunca havia relatado diretamente à família que estivesse sofrendo ameaças. Apesar de já existir certa desconfiança em relação à possibilidade de algo acontecer, ninguém imaginava que a situação chegaria a esse desfecho.

Ela também afirmou que o suspeito não demonstrava, aparentemente, um comportamento que levantasse grandes suspeitas. Segundo a entrevistada, ele chegou a almoçar com a família em um domingo, ocasião em que ela comentou com o marido que acreditava se tratar de uma pessoa boa.

A descoberta do corpo foi feita pelo cunhado da entrevistada. Ao descrever o momento, a nora se emocionou e classificou a cena como extremamente dolorosa. “É uma cena deplorável, triste e que a gente não deseja nem para o nosso pior inimigo passar por isso”, relatou.

Ao final da entrevista, a familiar fez um apelo por justiça e pediu que a morte de Dirlei não seja esquecida. “A gente espera que a justiça seja feita, que esse homem pague pelo que ele fez e que a minha sogra não fique só mais um caso de feminicídio no Brasil”, declarou.

Resumo do que aconteceu

O que aconteceu com Dirlei Rodrigues da Silva em Cascavel?
R: Dirlei Rodrigues da Silva, de 52 anos, foi encontrada morta na tarde de terça-feira, 20 de outubro de 2026, em sua residência localizada na Rua Altemar Dutra, no Bairro Floresta, região Norte de Cascavel. Ela foi vítima de homicídio, apresentando um ferimento profundo no pescoço causado por uma arma branca enquanto estava em seu quarto, anexo ao brechó do qual era proprietária.
Como foi descoberta a morte de Dirlei Rodrigues da Silva?
R: O corpo de Dirlei Rodrigues da Silva foi encontrado pelo próprio filho, por volta do horário do almoço do dia 20 de outubro de 2026, ao retornar do trabalho. Ele percebeu o controle do portão eletrônico caído no chão da garagem e, ao procurar pela mãe, a encontrou sem vida em seu quarto. Em desespero, o filho saiu para pedir ajuda aos vizinhos.
Quais detalhes foram constatados pela polícia no local do crime?
R: No local, a Polícia Militar e o Samu constataram o óbito de Dirlei, que foi encontrada nua sobre a cama, deitada de costas, com rigidez cadavérica e sangramento na região do pescoço. Havia um corte profundo, provavelmente causado por uma arma branca. Também foi registrado o desaparecimento de uma carteira e de um aparelho celular da residência.
O que as câmeras de segurança revelaram sobre o crime?
R: Imagens de câmeras de segurança mostram a movimentação em frente à residência após a descoberta do corpo, com familiares e vizinhos abalados na calçada. Outras imagens externas, que já estão em posse da Polícia Científica, estão sendo analisadas para ajudar a esclarecer a dinâmica do crime e identificar a autoria.
O que se sabe sobre o suspeito do assassinato de Dirlei Rodrigues da Silva?
R: Segundo relatos da nora de Dirlei, o suspeito teria tomado medidas para evitar ser identificado, como virar as câmeras de segurança externas e estacionar o carro em frente ao imóvel, em vez de guardá-lo na garagem. Ele teria passado a noite anterior com Dirlei, deixado o local após cometer o crime, fechado o portão e jogado o controle por baixo dele. Até o momento, a Polícia Civil não confirmou oficialmente a identidade do suspeito e segue investigando todas as linhas possíveis.
A polícia já confirmou se o crime foi um feminicídio?
R: Até o momento, a Polícia Civil informou que ainda não é possível confirmar a tipificação do crime como feminicídio. As diligências iniciais estão em andamento para verificar se o caso se enquadra como feminicídio ou homicídio comum.
Quem era Dirlei Rodrigues da Silva e como era vista na comunidade?
R: Dirlei Rodrigues da Silva tinha 52 anos, era proprietária de um brechó e de kitnets no imóvel onde morava e trabalhava. Era conhecida por sua postura tranquila e pelo bom relacionamento com vizinhos e moradores do Bairro Floresta.
Há informações sobre ameaças ou histórico de violência envolvendo Dirlei?
R: Segundo familiares, Dirlei nunca relatou diretamente à família que estivesse sofrendo ameaças, embora houvesse alguma desconfiança sobre possíveis riscos. A Polícia Civil informou que ainda está apurando se havia registros anteriores de ameaças ou perseguição.
Quais foram os procedimentos adotados pelas autoridades após o crime?
R: A Polícia Militar isolou o local, o Samu confirmou o óbito e a Polícia Científica realizou os levantamentos periciais. O corpo de Dirlei foi encaminhado ao necrotério para exames complementares. A Delegacia de Homicídios assumiu a investigação, que segue em andamento.
A arma do crime foi localizada?
R: Até a última atualização das autoridades, a arma utilizada no assassinato de Dirlei Rodrigues da Silva não foi localizada.
Qual é o apelo da família de Dirlei após o crime?
R: A família de Dirlei, representada por sua nora, fez um apelo por justiça e pediu que a morte não seja esquecida, ressaltando a importância de que o responsável seja punido e que o caso não se torne apenas mais um entre os feminicídios no Brasil.
O que a polícia solicita da população de Cascavel?
R: A Polícia Civil solicita que qualquer informação que possa ajudar na investigação seja repassada de forma anônima pelos telefones 153 (Guarda Municipal), 197 (Polícia Civil) ou 190 (Polícia Militar).
Qual o impacto do crime na comunidade local?
R: O assassinato de Dirlei Rodrigues da Silva causou grande comoção e surpresa entre os moradores do Bairro Floresta, que a conheciam como uma pessoa tranquila e bem relacionada na comunidade.
Quais são os próximos passos da investigação?
R: A Polícia Civil segue analisando imagens de câmeras de segurança, realizando diligências e aguardando o resultado do exame de necropsia para esclarecer as circunstâncias, identificar o autor e determinar a motivação do crime.

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