Quem matou Dirlei Rodrigues da Silva? “Nenhuma linha de investigação é descartada”, afirma DH
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Por Fábio Wronski
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A Polícia Civil de Cascavel segue investigando o homicídio de Dirlei Rodrigues da Silva, de 52 anos, encontrada morta na tarde desta terça-feira (20), em sua residência, na Rua Altemar Dutra, no Bairro Floresta, região Norte da cidade. A vítima era proprietária de um brechó e de quitinetes no mesmo imóvel onde morava e trabalhava.
O delegado Ian Leão, responsável pelo caso, concedeu uma entrevista coletiva na tarde desta terça-feira para esclarecer detalhes da investigação. Segundo ele, a Polícia Militar foi acionada por volta das 12h30, após receber informações de que uma mulher estaria ferida no local. Ao chegar, a equipe da Delegacia de Homicídios confirmou o óbito e realizou o isolamento da área, com o apoio da Polícia Científica.
“Fizemos o isolamento do local com a Polícia Militar e acionamos a Polícia Científica, que realizou o levantamento do local do crime. De forma preliminar, foi verificada uma lesão provocada por instrumento cortante na altura do pescoço, próximo à clavícula”, explicou o delegado. Ele destacou que a perícia ainda não é conclusiva e que o exame de necropsia deverá trazer mais detalhes sobre a causa da morte.
Sobre a quantidade de ferimentos, Ian Leão esclareceu: “A informação inicial é de apenas uma lesão na altura da clavícula. Ainda será realizado o exame de necropsia na vítima para confirmação”.
A vítima foi encontrada deitada de costas na cama. “Ela foi encontrada em decúbito dorsal, ou seja, de costas, com o peito voltado para cima”, detalhou o delegado.
O filho de Dirlei foi quem localizou o corpo, por volta do horário do almoço. “Exatamente, o filho a encontrou mais ou menos por volta do horário do almoço”, confirmou Ian Leão.
Questionado sobre possíveis suspeitos, o delegado afirmou que todas as linhas de investigação estão sendo consideradas, inclusive a possibilidade de envolvimento de um antigo companheiro da vítima. “Nenhuma linha de investigação é descartada. A gente tem que trabalhar com seriedade para esclarecer as dúvidas, mas nenhuma linha é descartada”, afirmou.
Sobre a hipótese de feminicídio, o delegado esclareceu que ainda não é possível confirmar essa tipificação. “Ainda não. Essas diligências iniciais vão direcionar a polícia para eventual verificação de feminicídio ou homicídio comum”, explicou.
A arma do crime não foi localizada até o momento. “Não foi”, respondeu o delegado ao ser questionado.
Imagens de câmeras de monitoramento da região estão sendo analisadas pela equipe de investigação. “Esse é um dos pontos em que a polícia está trabalhando. São diligências que cabem à equipe de investigação realizar”, disse Ian Leão.
O local do crime já foi liberado para os residentes após a conclusão do trabalho pericial. “Como já foi realizado o levantamento do local do crime pela Polícia Científica, o local já foi liberado para os residentes”, informou.
Dirlei Rodrigues deixa três filhos e, segundo o delegado, morava com um deles. Questionado sobre registros anteriores de ameaças ou perseguição, Ian Leão afirmou que essa informação ainda está sendo apurada. “Isso ainda está sendo analisado por parte da polícia. Não tenho essa informação de forma precisa”, declarou.
A Polícia Civil segue realizando diligências e solicita a colaboração da população de Cascavel. Informações podem ser repassadas de forma anônima pelo Disque-Denúncia 181, pelo telefone 197, da Polícia Civil, pelo 153, da Guarda Municipal, ou pelo 190, da Polícia Militar.
A investigação segue em andamento, e novas informações serão divulgadas conforme o avanço dos trabalhos.