Ministério Público do Paraná denuncia cinco homens por homicídio de empresário morto por engano e tentativa de homicídio de barbeiro em Ponta Grossa
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Por Ministério Público do Paraná
O Ministério Público do Paraná, por meio da 10ª Promotoria de Justiça de Ponta Grossa, nos Campos Gerais, ofereceu nesta quinta, 15 de outubro, denúncia contra cinco homens pelos crimes de homicídio qualificado e tentativa de homicídio qualificado, decorrentes de um atentado a tiros ocorrido em 19 de junho deste ano, em uma barbearia no bairro Cará-Cará. Um empresário de 39 anos foi morto no local por engano e o proprietário do estabelecimento, que trabalhava como barbeiro, ficou ferido.
Conforme a denúncia, os cinco homens agiram de forma conjunta, com divisão de tarefas, para executar um homicídio previamente planejado. Entretanto, como o alvo pretendido havia deixado a barbearia pouco antes, o executor dos disparos, de 25 anos, confundiu o empresário com a pessoa que pretendia matar e atirou contra ele. Durante a ação, o barbeiro também foi atingido por disparos na região do tórax.
A morte do empresário ocorreu em decorrência de erro sobre a pessoa, enquanto a tentativa de homicídio contra o barbeiro resultou de erro na execução dos disparos. Segundo a denúncia, a morte do segundo homem somente não se consumou devido ao atendimento de urgência prestado pela equipe do Serviço Integrado de Atendimento ao Trauma em Emergência (Siate) e à assistência médico-hospitalar recebida.
Participação dos denunciados – De acordo com a denúncia, os cinco homens tiveram diferentes funções na organização e na execução do atentado. Um dos denunciados, de 31 anos, participou da articulação e do planejamento do crime com outro investigado, de 34 anos. Também realizou o reconhecimento prévio da região, conduzindo o executor de carro para lhe apresentar as imediações da barbearia.
O denunciado de 34 anos teria atuado na organização operacional do crime, recrutando os executores, fornecendo a arma de fogo e coordenando a logística de transporte antes e depois do atentado. Já um homem de 24 anos teria disponibilizado sua residência como ponto de encontro dos envolvidos, viabilizado a entrega de dois carregadores de pistola calibre 9 mm municiados e participado da organização logística relacionada à motocicleta utilizada na ação. Após os disparos, ele também teria auxiliado na retirada do executor do esconderijo temporário para onde havia fugido após um acidente durante a fuga, além de intermediar a ocultação da arma utilizada no crime. O denunciado de 27 anos teria participado do levantamento de informações sobre a presença do alvo pretendido na barbearia. Ele conduziu o executor em uma motocicleta até as proximidades do estabelecimento e permaneceu aguardando em uma esquina, com o motor ligado, para facilitar a fuga após os disparos. Durante a evasão, os dois sofreram um acidente. Por fim, o denunciado de 25 anos teria sido o responsável pelos disparos. Armado com uma pistola calibre 9 mm fornecida pelo grupo, ele entrou na barbearia e atirou contra o empresário, acreditando que ele fosse o alvo do atentado.
Qualificadoras e pedido de reparação – O Ministério Público sustenta que os dois crimes foram praticados mediante recurso que dificultou a defesa das vítimas, em razão da surpresa provocada pela entrada repentina do atirador armado no estabelecimento e do início imediato dos disparos. A denúncia também aponta o emprego de arma de fogo de uso restrito.
Além da responsabilização criminal dos denunciados, o MPPR requer a fixação de valores mínimos para a reparação dos danos decorrentes dos crimes, incluindo prejuízos patrimoniais, psicológicos e morais. O pedido é de, no mínimo, R$ 200 mil para os familiares do empresário morto e R$ 100 mil para o barbeiro que sobreviveu ao atentado.
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Fonte: MPPR