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Márcio Pacheco promete “enfrentamentos” em Brasília e cobra reação contra STF

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Márcio Pacheco promete “enfrentamentos” em Brasília e cobra reação contra STF

Por Luiz Haab

Atualizado em

Na reta final da campanha para as Eleições 2026, o candidato a deputado federal Márcio Pacheco (Republicanos) afirmou, em entrevista ao Estúdio CGN, que pretende levar para Brasília uma atuação marcada por posições firmes em temas como segurança pública, agronegócio, família, combate à corrupção e infraestrutura.

Atual deputado estadual e candidato pelo número 1077, Pacheco esteve no Estúdio CGN na tarde desta quinta-feira (1º), três dias antes do primeiro turno, e foi questionado sobre o trabalho realizado no Paraná e sobre as prioridades que pretende defender caso conquiste uma cadeira na Câmara dos Deputados.

Ao falar sobre a possível atuação em Brasília, o candidato afirmou que não pretende adotar uma postura de conciliação em todas as pautas. Para ele, o Congresso Nacional exige posicionamentos definidos.

“Congresso Nacional não é cenário para amador, é cenário para quem tem coragem de fazer os enfrentamentos que o Brasil precisa nesse momento”, declarou.

Entre os temas citados por Pacheco estão a oposição à legalização das drogas, o combate às invasões de terra e a defesa do agronegócio, de trabalhadores e de empreendedores. O candidato também fez críticas à atuação do Supremo Tribunal Federal.

Segundo Pacheco, o STF não deveria tomar decisões que, na avaliação dele, interferem na vida dos cidadãos em assuntos que seriam de competência do Congresso Nacional.

“O STF não pode mais continuar tomando decisões que interferem na vida do cidadão sem ter competência legislativa para isso”, afirmou.

Foco em Cascavel e no Oeste

Apesar do discurso voltado às pautas nacionais, Pacheco afirmou que pretende manter em Brasília a mesma atuação direcionada aos municípios que, segundo ele, marcou seus mandatos na Assembleia Legislativa do Paraná.

Durante a entrevista, o candidato citou recursos destinados a municípios do Oeste e destacou investimentos em educação, saúde, segurança pública e entidades filantrópicas.

Em Cascavel, ele mencionou a destinação de R$ 2 milhões para a conclusão de um centro de reabilitação da APAE. Segundo Pacheco, a iniciativa também contribuiu para uma mudança no entendimento da Procuradoria-Geral do Estado sobre a possibilidade de entidades filantrópicas receberem recursos públicos.

O candidato também citou a implantação da terceira ESFAEP em Cascavel, voltada à formação de policiais militares, além de investimentos em colégios estaduais e no esporte amador.

Na avaliação apresentada por Pacheco, o mandato federal teria de manter esse olhar para os municípios, mas com uma atuação ampliada diante das discussões nacionais.

“Lá no Congresso Nacional a briga é maior do que simplesmente trazer recurso, é fazer esses enfrentamentos e discutir, trazer consciência política para as pessoas”, afirmou.

Aeroporto de cargas e duplicação de rodovias

A infraestrutura logística do Oeste também esteve entre os principais assuntos da entrevista.

Questionado sobre as dificuldades enfrentadas pela região para escoar a produção e sobre a necessidade de melhorar rodovias, ferrovias e aeroportos, Pacheco afirmou ser defensor da implantação de um aeroporto regional de cargas.

Ele citou uma área localizada entre Cascavel, Tupãssi e Toledo como uma possibilidade para um empreendimento desse porte.

“Eu sou um entusiasta de um aeroporto regional de cargas aqui na nossa região”, disse.

O candidato também afirmou que, caso seja eleito, pretende atuar pela execução das obras previstas nos contratos de concessão das rodovias.

Segundo Pacheco, a melhoria da infraestrutura seria fundamental para reduzir dificuldades no escoamento da produção do Oeste e fortalecer a economia regional.

Agro e industrialização

Na entrevista, Pacheco também associou a melhoria da infraestrutura logística ao processo de industrialização do Oeste.

Para o candidato, o agronegócio representa uma das bases da economia regional, enquanto a indústria poderia ampliar a solidez do desenvolvimento dos municípios.

“O agronegócio tem uma força extraordinária de ser um alicerce da nossa economia. Mas a indústria, ela traz solidez”, afirmou.

Pacheco defendeu ainda medidas para facilitar a instalação e a atuação de empresas, argumentando que melhores condições de deslocamento e logística podem favorecer novos negócios.

Família e combate à corrupção

Outro eixo apresentado pelo candidato foi a defesa da família. Pacheco afirmou que pretende atuar em pautas relacionadas à educação de crianças e adolescentes, respeito entre homens e mulheres e liberdade de pensamento.

Ao tratar do combate à corrupção, destacou a atuação da Polícia Federal e citou operações de grande repercussão nacional. Pacheco é policial federal de carreira e afirmou que pretende defender o fortalecimento das estruturas de combate ao crime organizado e à corrupção.

“Temos que dar corpo para isso, para que de fato a bandidagem não tenha essa sensação de impunidade”, declarou.

Ao final da entrevista, Pacheco voltou a falar diretamente com os eleitores que ainda não haviam definido o voto para deputado federal e pediu apoio à sua candidatura.

A votação do primeiro turno das Eleições 2026 acontece neste domingo (4). No Paraná, deputado federal é o primeiro cargo escolhido pelo eleitor na urna.

Resumo do que aconteceu

O que marca as Eleições Gerais de 2026 no Brasil?
R: As Eleições Gerais de 2026 no Brasil, cujo primeiro turno ocorre em 4 de outubro, mobilizam cerca de 158,7 milhões de eleitores para escolher deputados federais, estaduais (ou distritais), senadores, governadores e o presidente da República. O processo é marcado por reforço nas regras de votação, presença de observadores internacionais, novas tecnologias para acessibilidade e medidas de segurança ampliadas.
Como a Justiça Eleitoral está garantindo a segurança e o sigilo do voto em 2026?
R: A Justiça Eleitoral reforçou as regras para impedir o uso de qualquer dispositivo eletrônico na cabine de votação, como celulares, relógios e óculos inteligentes, câmeras e acessórios conectados. Tais aparelhos devem ser desligados e entregues aos mesários antes da votação, para proteger o sigilo do voto e evitar práticas como compra de votos ou coação.
Quais são as principais orientações para os eleitores no dia da votação?
R: O eleitor pode levar uma 'colinha' em papel com os números de seus candidatos, mas não pode portar celular ou aparelhos eletrônicos na cabine. É permitido o uso individual e silencioso de camisetas ou adesivos de candidatos. Pessoas com mais de 80 anos têm prioridade, e eleitores com deficiência podem votar acompanhados. É necessário apresentar documento oficial com foto, físico ou digital.
Quais recursos de acessibilidade estão disponíveis para pessoas com deficiência nas eleições de 2026?
R: As urnas eletrônicas oferecem teclado em braile, áudio com voz sintetizada (fones fornecidos pela Justiça Eleitoral), fonte ampliada para baixa visão e janela de Libras para surdos. O design também contempla pessoas em cadeiras de rodas ou com nanismo. Eleitores com deficiência podem votar acompanhados e usar instrumentos mecânicos de assistência, desde que não eletrônicos.
Como os mesários e colaboradores da Justiça Eleitoral vão receber o auxílio-alimentação nas eleições de 2026?
R: O Banco do Brasil será responsável por processar os pagamentos do auxílio-alimentação via Pix para cerca de 2,3 milhões de mesários e colaboradores em todo o país, com acordos de cooperação técnica firmados com os tribunais regionais eleitorais. Os pagamentos serão feitos para o primeiro e, se houver, o segundo turno.
Quais estados terão Lei Seca durante as eleições de 2026?
R: Pelo menos 12 estados terão restrição à venda de bebidas alcoólicas no primeiro turno. Pará, Amazonas, Amapá, Acre, Roraima, Piauí e Maranhão terão Lei Seca em todo o território. Bahia, Tocantins, Sergipe, Mato Grosso e Goiás terão restrição em zonas específicas. Em outros estados, como Alagoas, a restrição foi revogada, e em alguns, a decisão cabe aos juízes locais.
Quem são os principais candidatos à Presidência em 2026 e quais foram alguns de seus compromissos recentes de campanha?
R: Entre os presidenciáveis estão Romeu Zema (Novo), Wilson Grassi (Democrata), Augusto Cury (Avante), Clariana Barão (DC), Flávio Bolsonaro (PL), Hertz Dias (PSTU), Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Renan Santos (Missão), Ronaldo Caiado (PSD), Edmilson Costa (PCB), Rui Costa Pimenta (PCO) e Samara Martins (UP). As agendas incluem debates, entrevistas, panfletagens, encontros com apoiadores e visitas a instituições.
O que aconteceu com a candidatura de Leonardo Avalanche (PRTB)?
R: Leonardo Avalanche, candidato do PRTB à Presidência, anunciou em 30 de setembro de 2026 sua desistência da disputa por motivos técnicos, jurídicos e pessoais, sem declarar apoio a outros candidatos. Ele havia substituído Pablo Marçal, cuja candidatura foi cassada pelo TSE por falta de filiação partidária no prazo legal.
Como funciona o voto em candidatos com situação irregular na urna eletrônica?
R: Mesmo que o nome de um candidato com registro indeferido, cancelado ou cassado apareça na urna, votos para ele podem ser anulados. O eleitor deve consultar previamente a situação da candidatura no sistema DivulgaCandContas da Justiça Eleitoral, pois votos em candidaturas irregulares podem ser considerados nulos ou ficar sub judice até decisão definitiva.
Como está sendo combatida a desinformação eleitoral nas redes sociais em 2026?
R: O TSE tem agido para remover conteúdos considerados desinformativos. Em 30 de setembro, a ministra Estela Aranha determinou que o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) apagasse uma postagem que distorcia uma fala do presidente Lula. O tribunal também julgou casos de publicações associando candidatos a fatos inverídicos, como a suposta destituição de Nossa Senhora Aparecida como padroeira do Brasil, ordenando remoções e posterior liberação de postagens específicas após análise.
O que ocorreu no caso envolvendo postagens sobre Nossa Senhora Aparecida e Flávio Bolsonaro?
R: O humorista Antonio Tabet publicou uma mensagem crítica sobre Nossa Senhora Aparecida, que foi retirada do ar por decisão do ministro André Mendonça (TSE) a pedido de Flávio Bolsonaro, que alegou desinformação. Após disputa judicial envolvendo ministros do STF e do TSE, o plenário do TSE decidiu, em 30 de setembro, liberar a publicação específica de Tabet, reconhecendo a desinformação mas permitindo a postagem, encerrando o processo no STF.
Quais medidas de segurança foram adotadas para garantir o livre acesso dos eleitores aos locais de votação em 2026?
R: A Polícia Rodoviária Federal (PRF), em conjunto com os tribunais regionais eleitorais, forças de segurança e instituições públicas, atuará para garantir o deslocamento dos eleitores, monitorar ocorrências criminais e evitar bloqueios ilegais. Restrição de tráfego para veículos grandes será aplicada nos dias de votação. Bloqueios de rodovias só ocorrerão com autorização da Justiça Eleitoral e justificativa, visando evitar práticas como as que ocorreram em 2022.
Como a violência política impactou o período pré-eleitoral de 2026?
R: Entre 28 de outubro de 2024 e 15 de agosto de 2026, foram registrados 354 casos de violência política, o maior número da década. Metade das vítimas foram mulheres, com destaque para agressões físicas contra homens e violência simbólica e sexual contra mulheres, especialmente negras e trans. A maioria dos casos permanece impune, com baixa taxa de punição efetiva.
Como a religião está sendo tratada no contexto das eleições de 2026?
R: A pesquisa nacional Iser/Quaest mostra que, embora evangélicos e católicos estejam no centro do debate político, a maioria dos fiéis rejeita o uso eleitoral das igrejas e a indicação de voto por líderes religiosos. A influência religiosa ocorre mais na formação de valores do que na transferência direta de votos. A politização dos templos gerou divisões internas, e o debate religioso também se desloca para redes sociais e grupos digitais.
Qual é o papel dos observadores internacionais nas eleições de 2026?
R: Mais de 140 observadores de sete organizações internacionais, incluindo a OEA, Parlasul e The Carter Center, estão no Brasil para monitorar a integridade, eficácia e cumprimento das normas eleitorais. Eles acompanham preparação, votação e apuração, além de elaborar relatórios com recomendações para aprimorar os procedimentos eleitorais e promover boas práticas.
Quais são as demandas dos municípios apresentadas aos presidenciáveis em 2026?
R: A Frente Nacional de Prefeitas e Prefeitos (FNP) entregou uma carta aos candidatos à Presidência cobrando uma nova relação federativa, com maior participação dos governos locais nas decisões nacionais. Entre as demandas estão reforma tributária, financiamento, segurança, saúde, transporte público e emergência climática, com destaque para o cumprimento da Emenda Constitucional 128, que impede transferências de despesas sem previsão de recursos.
Quais propostas foram apresentadas por Requião Filho, candidato ao governo do Paraná, em 2026?
R: Em entrevista, Requião Filho (PDT) criticou o modelo de pedágios, defendeu a retomada das ferrovias, o controle estatal da Copel e Sanepar, investimentos em energia solar, incentivos à agroindustrialização, ampliação de policiamento, manutenção da alíquota do IPVA e redução de impostos para pequenas empresas. Ele destacou a necessidade de infraestrutura e desenvolvimento regional para o Oeste do Paraná.
Quais restrições existem para o uso de tecnologias assistivas por pessoas com deficiência nas eleições?
R: Pessoas com deficiência podem usar instrumentos mecânicos de tecnologia assistiva para votar, como hastes especiais. Equipamentos eletrônicos ou que comprometam o sigilo do voto não são permitidos. Recursos como áudio e Libras são fornecidos pela Justiça Eleitoral para garantir acessibilidade.

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