Duas casas em Cascavel, uma delas só para guardar droga: como agia núcleo do PCC na região
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Por Redação CGN
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A sentença que condenou um homem apontado como “braço direito” de um esquema ligado ao PCC em Curitiba — já noticiada pela CGN — revela que a megaoperação tinha ramificações diretas na região Oeste do Paraná. Segundo o documento, tanto o condenado quanto o apontado coordenador do esquema, ainda preso, residem em Toledo. Outro núcleo da mesma investigação, por sua vez, mantinha estrutura de armazenamento e distribuição de droga entre Cascavel e Toledo.
De acordo com a sentença, a investigação começou a partir de uma denúncia anônima que apontava um grupo ligado ao PCC atuando no tráfico de entorpecentes. Enquanto o núcleo de comando do esquema era monitorado a partir de Curitiba, boa parte da movimentação de droga e dinheiro tinha origem ou destino na região de Cascavel e Toledo.
Como funcionava o tráfico entre Cascavel e Toledo
Segundo a sentença, um dos investigados possuía duas casas em Cascavel: uma usada como moradia e outra reservada exclusivamente para guardar entorpecentes. Parte da droga armazenada ali, segundo o documento, era comprada de outro núcleo do esquema e também importada do Paraguai por meio de um fornecedor distinto.
Esse mesmo investigado, segundo a decisão, distribuía maconha em conjunto com outro homem que morava em Toledo, onde parte da droga também ficava guardada. A esposa do dono das duas casas em Cascavel, aponta a sentença, era responsável pela movimentação bancária do esquema, recebendo os pagamentos das vendas realizadas na região. Um vizinho do casal, segundo o processo, ficava encarregado da segurança do imóvel usado como depósito.
Repasses financeiros entre as duas cidades
A sentença também menciona pagamentos que circulavam entre os núcleos: parte dos valores movimentados pelo grupo de Cascavel era repassada para uma mulher em Curitiba, apontada como responsável pelo controle financeiro de outro núcleo do esquema. Depósitos ligados ao esquema, segundo o documento, também foram identificados na cidade de Toledo.
A CGN apurou que o processo tramita na 3ª Vara Criminal do Foro Central de Curitiba e é um desmembramento de uma ação penal maior, que teve 18 pessoas denunciadas por suposta ligação com o PCC. Até o momento, apenas a condenação já noticiada foi confirmada por sentença; a situação processual dos demais citados neste núcleo não foi objeto da decisão analisada pela CGN.