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Secretário do Exército dos EUA, Dan Driscoll, deixará o cargo após 18 meses

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Não foi apresentada nenhuma razão para a saída de Driscoll – que é amigo do vice-presidente JD Vance -, mas tensões com o Secretário de Defesa, Pete Hegseth, têm sido amplamente noticiadas.

Por Agência Estado

O Secretário do Exército dos Estados Unidos, Dan Driscoll, deixará o cargo após 18 meses de atuação, informou a Casa Branca nesta segunda-feira, 31. Trata-se da mais recente saída de um alto líder militar durante a administração Trump.

Não foi apresentada nenhuma razão para a saída de Driscoll – que é amigo do vice-presidente JD Vance -, mas tensões com o Secretário de Defesa, Pete Hegseth, têm sido amplamente noticiadas. O episódio marca mais uma etapa em uma série de mudanças na alta cúpula militar, com o Exército passando por uma agitação significativa.

“O Secretário Driscoll foi extremamente eficaz ao promover a agenda do presidente Trump de Tornar a América Forte Novamente no Departamento do Exército, oferecendo uma liderança excepcional durante operações militares históricas, restaurando a ênfase na prontidão e na letalidade, auxiliando nas negociações entre a Rússia e a Ucrânia, entre outras ações”, afirmou a porta-voz da Casa Branca, Anna Kelly, em um comunicado.

“O Exército dos Estados Unidos está mais poderoso do que nunca graças ao trabalho dele ao lado do Comandante-em-Chefe e do Secretário de Guerra”, acrescentou ela.

O Pentágono encaminhou as perguntas da agência Associated Press (AP) ao Exército. O Exército não respondeu de imediato a um e-mail solicitando comentários. Um porta-voz de Driscoll não respondeu a uma mensagem de texto.

Hegseth afastou repentinamente o principal líder fardado da força, o general Randy George, em abril, enquanto o comandante do Exército na Europa e na África, general Christopher Donahue, deixou o cargo inesperadamente em junho.

O general Christopher LaNeve, que teve uma ascensão meteórica sob a gestão de Hegseth, assumiu o lugar de George como chefe do Estado-Maior do Exército em exercício. Sob o comando de LaNeve, a força está encerrando um programa de modernização de drones que havia sido anunciado com entusiasmo por Driscoll. Uma unidade do Exército sediada na Europa estava construindo seus próprios drones antes de LaNeve determinar o fim desses esforços e a retomada das atividades como um batalhão de infantaria tradicional, informaram autoridades nesta semana.

Driscoll era aliado de George e lamentou sua saída, assim como fizeram legisladores republicanos e democratas. Ele disse ao Congresso em abril que ele e sua família foram de carro até a casa de George após a renúncia dele e que “todos nós o abraçamos”.

“Dito isso, a liderança civil – a própria estrutura do nosso sistema – tem a prerrogativa de escolher os líderes que deseja”, acrescentou Driscoll. Driscoll é veterano da Guerra do Iraque, investidor do setor de tecnologia e ex-assessor de Vance, a quem conheceu na Faculdade de Direito de Yale. Ao indicá-lo em 2024, o presidente Donald Trump descreveu Driscoll como um “agente de ruptura e de mudança”.

Como Secretário do Exército, Driscoll foi designado para a função incomum de atuar como negociador-chave na tentativa de encerrar a guerra entre a Rússia e a Ucrânia. Ele também desempenhou um papel fundamental na redução da burocracia para que fornecedores militares pudessem desenvolver rapidamente mais drones e capacidades de defesa contra drones, acompanhando as rápidas transformações da guerra em todo o mundo.

O Senado confirmou sua nomeação em fevereiro de 2025, com 66 votos a favor e 28 contra, após uma audiência no Comitê de Serviços Armados que transcorreu de forma tranquila e concentrou-se em como o Exército poderia modernizar seus sistemas, melhorar o recrutamento e fortalecer a base industrial de defesa.

Driscoll destacou que seu pai e seu avô serviram no Exército e prometeu ser um secretário focado nas necessidades dos soldados. Segundo o Exército, Driscoll serviu como oficial de blindados de agosto de 2007 a março de 2011, tendo sido enviado ao Iraque entre outubro de 2009 e julho de 2010.

Ele também concorreu, sem sucesso, nas primárias republicanas por uma vaga no Congresso representando a Carolina do Norte em 2020, obtendo cerca de 8% dos votos em uma disputa com muitos candidatos.

Sua saída ocorre depois que Hegseth afastou vários outros generais e almirantes, incluindo o chefe da Marinha. Em abril, o Pentágono anunciou abruptamente a saída do Secretário da Marinha, John Phelan, que se tornou o primeiro chefe de um ramo das Forças Armadas a deixar o cargo durante o segundo mandato de Trump.

*Com informações da Associated Press (AP).

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