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PM alerta para responsabilidade após criança ser esquecida dentro de van escolar em Cascavel

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PM alerta para responsabilidade após criança ser esquecida dentro de van escolar em Cascavel

Por Diego Cavalcante

Atualizado em

O caso de uma criança que foi esquecida dentro de uma van escolar na tarde desta terça-feira (25), em Cascavel, foi comentado pelo tenente Rhuan Marco, da Polícia Militar. O menino permaneceu por mais de uma hora no veículo até ser percebido por populares e resgatado pelo Corpo de Bombeiros.

A situação aconteceu na Rua La Salle, no Bairro São Cristóvão. Segundo o tenente, a criança havia adormecido durante o deslocamento e não foi percebida pelo responsável pelo transporte.

“Uma das crianças tinha ficado adormecida no interior da van e não tinha sido visualizado”, explicou o tenente.

Conforme Rhuan Marco, após o término do transporte escolar, o proprietário da van precisou se ausentar para resolver questões pessoais. O veículo permaneceu estacionado na sombra, com as janelas abertas, mas a criança continuou no interior por mais de uma hora.

A situação só foi percebida quando o menino acenou pela janela. Populares que passavam pelo local visualizaram a criança e acionaram o Corpo de Bombeiros.

“Ela foi visualizada, foi retirada da van, foi prestado socorro, veio o pessoal dos bombeiros para prestar esse atendimento”, relatou o policial.

O menino foi atendido por uma equipe do SIATE (Serviço Integrado de Atendimento ao Trauma em Emergência). A Polícia Militar também realizou os encaminhamentos necessários, incluindo contato com os pais da criança e com o Conselho Tutelar.

Responsável pode responder por omissão de cautela

Questionado sobre as medidas policiais que podem ser adotadas, o tenente explicou que o condutor da van era o responsável pela criança naquele momento e que a situação pode ser enquadrada no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

“O responsável legal naquele momento pela criança era o condutor da van, do coletivo escolar. Nisso, ele como responsável e ter se ausentado do local ali era responsabilidade dele e, como ele não cuidou disso, seria uma omissão de cautela daquele menor”, afirmou.

Segundo o policial, a documentação necessária será elaborada e as partes deverão ser apresentadas à autoridade policial para os procedimentos cabíveis.

O tenente ressaltou, entretanto, que não há indicação de que a criança tenha sido deixada no veículo de forma intencional.

Polícia reforça alerta para pais e responsáveis

Além da situação envolvendo o transporte escolar, Rhuan Marco destacou que o cuidado com as crianças deve ser uma responsabilidade compartilhada entre pais, escolas e profissionais responsáveis pelo transporte.

Ele orientou que, ao finalizar uma rota, o motorista faça uma conferência completa no interior da van antes de deixar o veículo.

“Sempre é importante o responsável desse coletivo, ao finalizar o transporte, fazer uma conferência no seu equipamento ali, na sua van, verificar se não ficou ninguém”, orientou.

O policial também destacou que funcionários das escolas devem ficar atentos quando uma criança não chega à unidade de ensino e entrar em contato com os responsáveis.

Da mesma forma, os pais devem procurar a escola ou o motorista caso a criança não chegue em casa no horário habitual.

“Se deu o horário e a criança não chegou em casa, os pais fazerem o contato. Se o motorista finalizou a rota, ele tem que verificar se não ficou uma criança. Se deu o horário e a criança não chegou na escola, os funcionários têm que fazer essa conferência”, explicou.

Para o tenente, o episódio serve como alerta para que todos redobrem os cuidados.

“O cuidado das crianças é uma responsabilidade de todos nós em sociedade”, finalizou Rhuan Marco.

Resumo do que aconteceu

O que aconteceu com a criança dentro da van escolar em Cascavel?
R: No dia 25 de agosto de 2026, um menino de 4 anos foi esquecido dentro de uma van escolar no Bairro São Cristóvão, em Cascavel, após adormecer durante o trajeto. Ele permaneceu sozinho no veículo por mais de uma hora até ser resgatado por populares e pelo Corpo de Bombeiros.
Como a criança foi encontrada presa na van escolar?
R: A criança foi vista por um motorista que passava pelo local e percebeu uma mão de criança acenando pela janela da van estacionada. O motorista tentou localizar o responsável pelo veículo e, sem sucesso, acionou o Corpo de Bombeiros, que abriu a porta e libertou o menino.
Qual foi a reação da mãe após o resgate do filho?
R: A mãe do menino, Viviane, reencontrou o filho com alívio e agradeceu pelo desfecho positivo. Ela afirmou confiar no responsável pelo transporte escolar, que presta serviços à família há 15 anos, e considerou o episódio uma fatalidade.
Quem era o responsável pela criança no momento do incidente?
R: O responsável pela criança era o condutor da van escolar, que, segundo a Polícia Militar, deveria ter conferido o interior do veículo antes de se ausentar para resolver questões pessoais.
Por quanto tempo a criança ficou presa dentro da van?
R: A criança permaneceu dentro da van por mais de uma hora até ser percebida por populares e resgatada.
A criança sofreu algum ferimento ou precisou de atendimento médico?
R: Após o resgate, o menino foi atendido por uma equipe do SIATE (Serviço Integrado de Atendimento ao Trauma em Emergência) e recebeu os cuidados necessários. Não há informações de ferimentos graves.
Quais medidas foram tomadas pelas autoridades após o incidente?
R: A Polícia Militar registrou a ocorrência, fez contato com os pais e com o Conselho Tutelar, e elaborou a documentação necessária para apresentação das partes à autoridade policial, podendo o caso ser enquadrado como omissão de cautela.
O responsável pela van escolar pode ser responsabilizado legalmente?
R: Sim, segundo a Polícia Militar, o condutor da van pode responder por omissão de cautela, conforme previsto no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), já que era o responsável legal pela criança naquele momento.
O esquecimento da criança foi intencional?
R: Não há indicação de que a criança tenha sido deixada na van de forma intencional. A mãe e a Polícia Militar trataram o caso como uma fatalidade.
Como a mãe avaliou o trabalho do motorista após o incidente?
R: A mãe afirmou que conhece o motorista há 15 anos, nunca teve queixas sobre seu trabalho e acredita que o ocorrido foi um acidente devido à criança ter adormecido durante o trajeto.
O que as autoridades destacaram como lição do caso?
R: A Polícia Militar ressaltou que o cuidado com as crianças deve ser uma responsabilidade compartilhada entre pais, escolas e profissionais do transporte escolar, recomendando conferência rigorosa ao final de cada rota para evitar situações semelhantes.
Qual foi o papel dos populares no resgate da criança?
R: Populares que passavam pelo local perceberam a criança acenando pela janela da van, tentaram buscar o responsável e, sem sucesso, acionaram o Corpo de Bombeiros, que realizou o resgate.
Onde e quando exatamente ocorreu o caso?
R: O incidente ocorreu na manhã do dia 25 de agosto de 2026, na Rua La Salle, Bairro São Cristóvão, em Cascavel.
Quais orientações foram dadas para evitar casos semelhantes?
R: A Polícia Militar orientou que motoristas de transporte escolar sempre confiram o interior do veículo ao final da rota, que funcionários das escolas fiquem atentos à chegada das crianças e que pais entrem em contato caso o filho não chegue no horário habitual.
Quais órgãos participaram do atendimento à ocorrência?
R: Participaram do atendimento o Corpo de Bombeiros, a Polícia Militar, o SIATE e o Conselho Tutelar.

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