O que aconteceu com Ana Rosa Pereira da Silva em Cascavel?
R: Ana Rosa Pereira da Silva, de 32 anos, foi assassinada a tiros na noite de 3 de fevereiro de 2026, na Rua Serra de Santana, Loteamento Belmonte, região do Bairro Morumbi, em Cascavel, Paraná. O crime ocorreu após uma discussão com o companheiro, que é o principal suspeito e foi tratado como feminicídio.
Quem é o principal suspeito do assassinato de Ana Rosa Pereira da Silva?
R: O principal suspeito é o companheiro de Ana Rosa, um homem de 48 anos que possuía registro de Colecionador, Atirador e Caçador (CAC). Ele foi identificado por testemunhas e vizinhos e confessou o crime após ser preso.
Como ocorreu o feminicídio de Ana Rosa Pereira da Silva?
R: Segundo relatos e investigações, Ana Rosa estava em uma caminhonete branca com o companheiro quando houve uma discussão. O veículo parou na Rua Serra de Santana, a vítima foi retirada de forma brusca do automóvel e, em seguida, atingida por quatro disparos de arma de fogo, principalmente no tórax e abdômen. Ela morreu antes da chegada do socorro médico.
Quando e onde o suspeito foi preso?
R: O suspeito foi preso pela Polícia Militar na madrugada de 4 de fevereiro de 2026 em um hotel no município de Jesuítas, a cerca de 12 horas após o crime.
O suspeito confessou o crime? Qual foi sua justificativa?
R: Sim, o suspeito confessou o crime em depoimento à Polícia Civil. Ele alegou ter agido devido ao término do relacionamento de cinco anos com a vítima e afirmou que Ana Rosa teria tentado pegar a arma no momento do crime.
A vítima já havia registrado boletim de ocorrência ou pedido medida protetiva contra o suspeito?
R: Não havia registros de boletim de ocorrência nem medida protetiva envolvendo o casal antes do crime.
O suspeito tinha antecedentes criminais?
R: Sim, o suspeito relatou ter matado uma ex-esposa há mais de 25 anos em Cascavel, mas foi absolvido na época por se tratar de um suposto acidente. Não havia condenações ou ações penais em andamento no momento do registro como CAC.
Qual o papel do registro CAC no caso e por que isso gerou debate?
R: O suspeito era registrado como Colecionador, Atirador e Caçador (CAC), o que lhe permitia possuir armas legalmente. O uso de uma arma registrada como CAC em um feminicídio reacendeu o debate sobre o controle, fiscalização e acesso legal a armas de fogo, especialmente em casos de violência doméstica.
Quem era responsável pelo controle do registro CAC do suspeito na época do crime?
R: Na época do registro da arma (2022), o controle e a emissão do Certificado de Registro de Arma de Fogo (CRAF) do suspeito eram de responsabilidade do Exército Brasileiro. A Polícia Federal só passou a gerir os certificados de CAC a partir de julho de 2025.
Quais medidas administrativas foram anunciadas após o crime?
R: A Polícia Federal informou que, após receber formalmente o caso da Polícia Civil, adotaria medidas administrativas imediatas, como a suspensão do registro da arma de fogo e a instauração do processo de cassação do registro, conforme previsto na legislação.
A arma utilizada no crime foi localizada?
R: Não. Apesar das buscas realizadas pela polícia, a arma utilizada no feminicídio não foi encontrada. O suspeito afirmou ter descartado o revólver a poucas quadras do local do crime.
O que foi apreendido na residência do suspeito?
R: Na residência do suspeito foram apreendidas diversas armas de fogo, uma pistola calibre 9mm, uma carabina calibre .22, uma espingarda calibre 12, uma espingarda de pressão calibre 5.5mm, uma caixa de revólver da marca Taurus e mais de mil munições de diferentes calibres, além da caminhonete utilizada na fuga.
Como foi a atuação da Polícia Militar após o crime?
R: A Polícia Militar iniciou diligências imediatamente após o crime, coletando informações no local, realizando levantamentos de inteligência e rastreando o veículo utilizado pelo suspeito, o que permitiu a prisão em menos de 12 horas.
Como a família da vítima acompanhou o caso?
R: A família de Ana Rosa Pereira da Silva, natural do Maranhão, acompanhou o julgamento a distância e espera pela condenação do acusado.
Quando ocorreu o sepultamento de Ana Rosa Pereira da Silva?
R: O sepultamento de Ana Rosa Pereira da Silva ocorreu em 5 de fevereiro de 2026, às 13h30, no Cemitério Jardim da Saudade, Bairro Guarujá, em Cascavel.
Qual a situação atual do processo judicial contra o suspeito?
R: O acusado está sendo julgado pelo tribunal do júri no Fórum de Cascavel desde a tarde de 12 de agosto de 2026, respondendo pelo crime de feminicídio.
Por que o caso é considerado relevante?
R: O caso ganhou repercussão nacional por envolver feminicídio cometido com arma registrada legalmente por um CAC, reacendendo discussões sobre a fiscalização de armas, violência contra a mulher e falhas nos mecanismos de proteção.
Quais órgãos estão envolvidos na investigação e julgamento do caso?
R: A investigação foi conduzida pela Delegacia de Homicídios da Polícia Civil de Cascavel, com apoio da Polícia Militar. O processo judicial tramita no Fórum de Cascavel, sob julgamento do tribunal do júri. A Polícia Federal também atua na esfera administrativa quanto ao registro de armas.
Quais são as recomendações para mulheres em situação de violência doméstica, segundo as autoridades?
R: Mulheres em situação de risco podem buscar ajuda por meio do telefone 190 (Polícia Militar) ou 180 (Central de Atendimento à Mulher), que funciona 24 horas e oferece orientação, acolhimento e encaminhamento para a rede de proteção. A denúncia pode ser feita de forma sigilosa.