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"Não podem ser classificados como indígenas, mas sim como bandidos", afirma PM sobre tentativa de saque

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“Não podem ser classificados como indígenas, mas sim como bandidos”, afirma PM sobre tentativa de saque

Por Fábio Wronski

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 confronto na BR-277 em Guaraniaçu foi tema de entrevista exclusiva com o comandante do 6º Batalhão de Polícia Militar (BPM), Coronel Divonsir de Oliveira Santos, nesta terça-feira (12). O oficial detalhou a operação realizada após o acidente envolvendo dois caminhões, que resultou em saque de carga, agressão a socorristas e um intenso embate entre policiais e saqueadores.

Segundo o coronel, o incidente começou quando uma equipe da RONE, que se deslocava para o interior, se deparou com um acidente grave. “Os socorristas do Siate pediram apoio porque não conseguiam retirar o motorista das ferragens. Indivíduos, ditos indígenas, estavam tentando subtrair a carga, composta por eletrônicos, geladeiras e outros objetos de valor”, explicou.

Intervenção policial e confronto violento

O comandante relatou que, inicialmente, a equipe da RONE tentou conter o saque para viabilizar o socorro às vítimas, mas a situação rapidamente se agravou. “Se tornou uma turba violenta, agredindo os policiais, arremessando pedras, paus e outros objetos. Equipes do 6º Batalhão e da Companhia Independente de Laranjeiras do Sul foram acionadas para reforço. Houve um intenso confronto com as tropas de choque, Patrulha Rural e equipes de Guaraniaçu e região”, afirmou Coronel Divonsir.

O oficial destacou que há registros em vídeo de indivíduos encapuzados tentando furtar cargas de outros caminhões parados no congestionamento, além de ameaças de incêndio a veículos. “São pessoas que não podem ser classificadas como indígenas, mas sim como bandidos, como marginais. Temos que separar quem é indígena de quem é criminoso”, ressaltou.

Uso de armamento não letal e feridos

Questionado sobre os métodos de contenção, o comandante esclareceu: “Foi utilizado apenas equipamento não letal, munição de impacto controlado. Chegou a acabar a munição das equipes, então foi necessário reforço. Foi um embate bastante violento. Uma enfermeira e um socorrista do Siate ficaram feridos, além de um policial da Rotam, que precisou de 12 pontos, e outros três policiais com lesões leves. Com certeza, houve feridos do outro lado também, mas eles se evadiram”.

Ameaças a motoristas e segurança após o confronto

O coronel confirmou que motoristas também foram ameaçados. “Temos confirmação de que celulares foram tomados e vídeos apagados para evitar registros das ações criminosas. Após o conflito, tanto a PRF quanto a PM fizeram escolta e garantiram a segurança dos condutores que estavam na rodovia”, relatou.

Investigação e providências

Sobre a presença de supostos indígenas e a atuação das autoridades, Coronel Divonsir foi enfático: “A questão indígena compete à Polícia Federal, mas é preciso separar o que é questão indígena do que é questão criminal. O papel das forças de segurança é apurar responsabilidades, identificar os envolvidos e encaminhar os relatórios para as polícias investigativas, para que sejam tomadas as medidas cabíveis”.

O acidente ocorreu por volta das 16h, quando um caminhão carregado com eletrodomésticos perdeu o controle em uma curva e colidiu com outro veículo. Parte da carga foi saqueada, e houve tentativas de furtos em outros caminhões. A rodovia foi liberada para o trânsito às 21h30, e equipes da PRF seguem monitorando o local para garantir a segurança dos usuários.

Resumo do que aconteceu

O que aconteceu na BR-277 em Nova Laranjeiras em agosto de 2026?
R: Em 11 de agosto de 2026, um grave acidente envolvendo dois caminhões na BR-277, em Nova Laranjeiras (PR), resultou em tentativa de saque da carga por indígenas e moradores locais. Isso desencadeou um intenso confronto entre saqueadores e forças de segurança, deixando feridos, bloqueando totalmente a rodovia e provocando congestionamentos de até 14 quilômetros.
Quem esteve envolvido no confronto e nas tentativas de saque?
R: Segundo as autoridades, participaram indígenas de aldeias próximas e moradores locais, que tentaram saquear a carga dos caminhões acidentados. As forças de segurança envolvidas incluíram a Polícia Militar do Paraná, equipes da RONE, Pelotão de Choque, Patrulha Rural, ROTAM, Polícia Rodoviária Federal (PRF) e equipes de socorro como o Siate e a concessionária EPR Iguaçu.
Como o acidente ocorreu e qual era a carga dos caminhões?
R: O acidente ocorreu por volta das 16h de 11 de agosto de 2026, quando um caminhão carregado com eletrodomésticos perdeu o controle em uma curva e colidiu com outro veículo. Parte da carga, composta por eletrônicos, geladeiras e outros objetos de valor, ficou exposta e foi alvo de tentativa de saque.
Quais foram as consequências imediatas do confronto na BR-277?
R: O confronto resultou em ferimentos em policiais, socorristas e possivelmente em saqueadores, embora estes tenham fugido para a mata e não tenham sido detidos. A rodovia ficou totalmente bloqueada por várias horas, com filas de até 14 quilômetros, e a liberação só ocorreu por volta das 21h30 do dia 11 de agosto. O motorista do caminhão foi resgatado em estado grave e encaminhado para um hospital.
Como as forças de segurança reagiram à situação?
R: As equipes da Polícia Militar e da PRF tentaram inicialmente impedir o saque e garantir o resgate do motorista. Devido à agressividade dos saqueadores, que atacaram policiais e socorristas com pedras e paus, as forças de segurança usaram munição não letal e solicitaram reforço de mais de 40 policiais de diferentes regiões. Após intenso confronto, os saqueadores fugiram e a ordem foi restabelecida.
Houve vítimas entre policiais e socorristas durante o confronto?
R: Sim. Quatro policiais militares ficaram feridos, sendo que um deles precisou de 12 pontos devido aos ferimentos. Uma enfermeira e um socorrista do Siate também foram feridos por agressões durante o episódio.
A carga dos caminhões foi totalmente saqueada?
R: Parte da carga foi saqueada, mas a ação das forças de segurança impediu que o saque fosse totalmente consolidado. Houve também tentativas de furtar cargas de outros caminhões parados no congestionamento.
Como o episódio afetou o trânsito e a rotina na região?
R: A BR-277 ficou bloqueada nos dois sentidos por várias horas, o que gerou longos congestionamentos e transtornos para motoristas, moradores e trabalhadores da região. O bloqueio impactou o tráfego na principal ligação rodoviária entre o Oeste e outras regiões do Paraná.
Qual é o histórico de conflitos envolvendo indígenas e a BR-277?
R: A região da Terra Indígena Rio das Cobras, onde vivem principalmente indígenas Kaingang e Guarani, registra conflitos há décadas. Desde 2008 há bloqueios da rodovia por reivindicações, e desde 2012 há registros documentados de saques de cargas após acidentes. Em 2020, ocorreu um grave confronto após um saque, com prisões e bloqueio da rodovia. Em 2026, este foi o 11º episódio de tentativa de saque registrado no ano.
Por que esses conflitos têm se agravado ao longo dos anos?
R: O aumento da frequência de acidentes na rodovia, a proximidade das comunidades indígenas com a BR-277 e a rápida mobilização de grupos para saquear cargas expostas após tombamentos têm elevado o nível de tensão. O histórico de reivindicações sociais evoluiu para episódios de violência e confronto, afetando cada vez mais a segurança de motoristas e moradores da região.
Como as autoridades classificam a atuação dos saqueadores?
R: Autoridades policiais ressaltam que é preciso diferenciar a comunidade indígena dos indivíduos que praticam crimes. O comandante da PM afirmou que 'não podem ser classificados como indígenas, mas sim como bandidos', frisando que a responsabilização deve ser individual e não generalizada para toda a população indígena.
Quais medidas estão sendo tomadas após o confronto?
R: A Polícia Militar e a PRF estão apurando responsabilidades, identificando envolvidos e encaminhando relatórios para as polícias investigativas. O local segue monitorado para evitar novas ações criminosas, e as autoridades destacam a necessidade de separar demandas legítimas da comunidade indígena de atos criminosos.
O que dizem as lideranças indígenas sobre esses episódios?
R: Segundo a PRF, lideranças indígenas da região repudiam o comportamento violento e os saques, destacando que tais ações não representam toda a comunidade.
Qual é a importância da Terra Indígena Rio das Cobras na região?
R: A Terra Indígena Rio das Cobras, criada oficialmente em 1901 e homologada em sua configuração atual em 1991, abrange cerca de 18,7 mil hectares e abriga milhares de indígenas Kaingang e Guarani. É uma área de relevância histórica, social e cultural, com forte presença e tradição indígena.
Como o caso impacta a sociedade além da comunidade indígena?
R: Os episódios de violência, saques e bloqueios na BR-277 afetam milhares de pessoas que utilizam a rodovia, incluindo caminhoneiros, moradores, trabalhadores e equipes de emergência. A sensação de insegurança e o risco de confrontos geram prejuízos e medo, mesmo para quem não está diretamente envolvido nos conflitos sociais ou territoriais.
Como as autoridades diferenciam questões indígenas de crimes?
R: A Polícia Militar e a PRF destacam que a questão indígena compete à Polícia Federal e que a responsabilização por crimes deve ser individual, sem generalizações. Episódios de saque, agressão e depredação são tratados como crimes, independentemente da origem dos autores.
O que está sendo feito para evitar novos episódios semelhantes?
R: A PRF e a Polícia Militar intensificaram o monitoramento da BR-277, reforçaram o policiamento e estão adotando medidas para agilizar o atendimento em acidentes, visando evitar que cargas fiquem expostas e se tornem alvo de saques. Também há investigações em andamento para identificar e responsabilizar os envolvidos.
Como a população local e os motoristas estão sendo orientados após o episódio?
R: As autoridades orientam motoristas a evitar o trecho da BR-277 em situações de bloqueio e a buscar rotas alternativas. Equipes de segurança permanecem no local para garantir a ordem e a segurança dos usuários da rodovia.

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