"Ele nem sabia que tinha atropelado a criança", relata guarda que chegou primeiro em atropelamento

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Por Silmara Santos

Atualizado em: 07/06/2026 às 21:03

O supervisor Duarte, da Guarda Civil Patrimonial (GCP), relatou os momentos que se seguiram ao atropelamento que tirou a vida de Carlos Eduardo Camargo dos Santos, de 12 anos, no fim da tarde deste domingo (7), no Jardim Ipanema, em Cascavel.

Segundo o agente, a equipe passava pela Rua Serra do Vento quando percebeu a movimentação das equipes de resgate e parou para auxiliar na ocorrência.

“A gente vinha passando pela Serra do Vento e avistamos as viaturas do Corpo de Bombeiros, que já sinalizaram que estava acontecendo uma situação. Quando paramos, constatamos que se tratava de um atropelamento”, relatou.

De acordo com Duarte, a carreta fazia uma conversão quando atingiu a criança, que tentava recuperar uma bola de futebol.

Um dos pontos que mais chamou a atenção dos agentes foi o relato do próprio motorista, que afirmou não ter percebido o atropelamento no momento em que aconteceu.

“O motorista nos disse que não tinha visto a criança no momento em que atropelou. Tanto que ele parou cerca de 150 metros à frente do local. Populares começaram a gritar e acenar para ele que havia atropelado uma pessoa.”

Após ser alertado, o condutor retornou ao local para entender o que havia acontecido. No entanto, a situação rapidamente ficou tensa.

“Quando ele voltou, populares já começaram a agredi-lo. Nesse momento, um policial que estava à paisana conseguiu detê-lo até para protegê-lo, porque o pessoal estava muito nervoso com a situação.”

A revolta tomou conta da vizinhança logo após a confirmação da morte da criança. Conforme o supervisor, o caminhão também acabou sendo alvo da indignação dos moradores.

“Segundo as informações que recebemos, um grupo de pessoas jogou pedras e pedaços de madeira contra o caminhão.”

Durante os procedimentos realizados no local, o motorista foi submetido ao teste do etilômetro pela equipe da Transitar.

“O bafômetro constatou 0,67”, explicou Duarte ao comentar o resultado que confirmou a ingestão de bebida alcoólica pelo condutor.

Questionado sobre o comportamento do caminhoneiro, o supervisor afirmou que ele estava bastante abalado com a situação.

“Ele estava muito nervoso devido ao acidente. No primeiro momento nós o colocamos na viatura justamente para preservar a integridade física dele.”

Após ser encaminhado à 10ª Central Regional de Flagrantes, o motorista precisou receber atendimento médico. Equipes do Samu foram acionadas na delegacia e decidiram encaminhá-lo para uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) para a realização de exames.

“Agora, depois que ele retornar da UPA, será ouvido pelo delegado, que dará sequência aos procedimentos do caso.”

A Polícia Civil investiga as circunstâncias do atropelamento. O motorista permanece à disposição da Justiça e poderá responder por crimes relacionados ao acidente e à embriaguez ao volante.

A morte de Carlos Eduardo causou profunda comoção em Cascavel e mobilizou moradores do Jardim Ipanema, que acompanharam com tristeza e revolta os desdobramentos da tragédia.

Resumo do que aconteceu

Tragédia em Cascavel: o que aconteceu com o menino de 12 anos no Jardim Ipanema?
R: No fim da tarde de 7 de junho de 2026, Carlos Eduardo Camargo dos Santos, de 12 anos, morreu após ser atropelado por um caminhão no cruzamento das ruas Serra da Borborema e Serra do Vento, no Jardim Ipanema, em Cascavel.
Quem era a vítima do atropelamento fatal em Cascavel?
R: A vítima era Carlos Eduardo Camargo dos Santos, um estudante de 12 anos do 7º ano D do Colégio Estadual Marcos Cláudio Schuster.
Como aconteceu o acidente que matou Carlos Eduardo?
R: Carlos Eduardo brincava com uma bola de futebol e correu para recuperá-la quando foi atingido por um caminhão que fazia uma conversão no cruzamento das ruas Serra da Borborema e Serra do Vento.
O motorista do caminhão estava alcoolizado no momento do atropelamento?
R: Sim, o motorista foi submetido ao teste do etilômetro, que apontou 0,67 miligrama de álcool por litro de ar alveolar expelido, configurando crime de embriaguez ao volante.
Qual foi a reação da comunidade após a morte do menino?
R: A morte de Carlos Eduardo causou grande comoção, revolta e tristeza entre familiares, moradores do Jardim Ipanema e toda a comunidade escolar, levando até a depredação do caminhão envolvido no acidente.
O motorista percebeu que havia atropelado a criança?
R: Segundo relatos, o motorista afirmou que não percebeu o atropelamento no momento em que ocorreu e só parou cerca de 150 metros depois, ao ser alertado por populares.
O motorista foi detido após o acidente?
R: Sim, após a confirmação da embriaguez, ele recebeu voz de prisão e foi encaminhado à 10ª Central Regional de Flagrantes, ficando à disposição da autoridade policial.
Quais órgãos participaram do atendimento à ocorrência?
R: Foram mobilizados socorristas do Siate, Corpo de Bombeiros, Guarda Civil Patrimonial, Polícia Militar, Polícia Científica, Polícia Civil, Instituto Médico-Legal e equipes médicas.
Qual foi o estado de saúde de Carlos Eduardo após o atropelamento?
R: Carlos Eduardo sofreu ferimentos gravíssimos e morreu ainda no local, antes da chegada do socorro.
Como o Colégio Estadual Marcos Cláudio Schuster se manifestou sobre a tragédia?
R: O colégio divulgou uma nota de pesar, lamentando a morte do aluno e prestando solidariedade aos familiares, amigos, colegas e à comunidade escolar.
Houve tumulto ou violência após o acidente?
R: Sim, moradores revoltados depredaram o caminhão e tentaram agredir o motorista, sendo necessária a intervenção da Guarda Civil Patrimonial e da Polícia Militar para conter os ânimos e garantir a segurança.
O motorista do caminhão recebeu atendimento médico após o acidente?
R: Sim, após ser levado à delegacia, ele precisou ser encaminhado a uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) para exames médicos devido ao seu estado emocional.
O que acontecerá com o motorista do caminhão?
R: O motorista permanece à disposição da Justiça e poderá responder por crimes relacionados ao acidente e à embriaguez ao volante. O caso está sendo investigado pela Polícia Civil.
Qual foi o impacto do acidente na cidade de Cascavel?
R: A tragédia provocou forte comoção, mobilizou moradores, familiares, colegas e autoridades, reacendendo o debate sobre os riscos da combinação de álcool e direção, especialmente em áreas residenciais.
Como foi a dinâmica do acidente segundo testemunhas e autoridades?
R: O caminhão trafegava pela Rua Serra da Borborema e fazia uma conversão para a Rua Serra do Vento quando Carlos Eduardo, ao tentar recuperar uma bola, foi atingido pelo veículo.
O que diz a legislação sobre o índice de álcool encontrado no motorista?
R: O índice de 0,67 miligrama de álcool por litro de ar alveolar expelido está acima do limite legal e caracteriza crime de embriaguez ao volante.
Como a polícia e as equipes de resgate avaliaram a situação ao chegarem ao local?
R: As equipes constataram rapidamente a morte da criança devido à gravidade dos ferimentos e isolaram a área para perícia, lamentando que não havia possibilidade de reversão do quadro.
O caso teve repercussão nas redes sociais?
R: Sim, amigos, familiares e integrantes da comunidade escolar publicaram diversas mensagens de carinho e homenagens ao estudante nas redes sociais.
Quais serão os próximos passos das investigações?
R: A Polícia Civil vai apurar todas as circunstâncias do atropelamento, a conduta do motorista e demais elementos levantados pela perícia para apontar responsabilidades.
O acidente reacendeu algum debate importante na cidade?
R: Sim, o caso reacendeu o debate sobre os perigos da mistura entre álcool e direção, especialmente em áreas residenciais com grande circulação de crianças.
O que se sabe sobre as cerimônias de despedida de Carlos Eduardo?
R: O colégio informou que detalhes sobre o velório e as cerimônias de despedida serão divulgados posteriormente.

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