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“Fez vídeo da minha filha”: mais uma vítima fala à CGN após depor sobre golpe das semijoias

Em entrevista à reportagem, Silvana afirmou que foi ouvida pelo delegado da Polícia Civil responsável pelas investigações no último dia 18, em Cascavel. Segundo ela, durante...

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Por Luiz Haab

As investigações sobre o chamado “golpe das semijoias” seguem avançando em Cascavel e ganham novos capítulos a cada depoimento prestado à Polícia Civil. Desta vez, mais uma vítima que foi ouvida oficialmente no inquérito decidiu falar à CGN. A cascavelense Silvana Pires relata um drama que, segundo ela, se arrasta há mais de uma década e envolve prejuízos financeiros, bloqueios judiciais, medo e abalo psicológico.

Em entrevista à reportagem, Silvana afirmou que foi ouvida pelo delegado da Polícia Civil responsável pelas investigações no último dia 18, em Cascavel. Segundo ela, durante o depoimento, explicou que o caso envolvendo o investigado teria começado ainda em 2015, quando registrou o primeiro boletim de ocorrência.

“Eu disse para ele que em 2015 eu fiz um boletim de ocorrência, que o meu problema com o M.C. é desde 2015. E só agora a gente conseguiu reunir mais vítimas, porque tem mais de 800 vítimas”, afirmou.

O caso, que já mobiliza dezenas de pessoas em Cascavel e em outras cidades do Paraná, vem sendo tratado como uma das maiores mobilizações coletivas envolvendo supostos prejuízos ligados ao comércio de semijoias na região. Conforme apurado pela CGN em reportagens anteriores, a Polícia Civil está na fase de oitivas e coleta de documentos, ouvindo vítimas que relatam histórias semelhantes de dívidas, cheques, bloqueios judiciais e perdas patrimoniais.

Silvana descreve que, ao longo dos anos, enfrentou uma série de consequências financeiras. Segundo ela, houve bloqueios de veículos, penhoras em contas e conflitos familiares decorrentes da situação.

“Desde 2015 eu venho sofrendo com isso, carro bloqueado, penhoras de conta. As brigas dentro de casa são constantes por conta das coisas que ele bloqueia”, relatou.

Mas o episódio mais recente, segundo a entrevistada, elevou ainda mais o clima de tensão. Ela afirma que, dois dias após prestar depoimento à polícia, o investigado teria passado em frente à residência da filha dela.

“Quando foi no dia 20, meio dia e pouquinho, ele foi na frente da casa da minha filha com um carro com placa de União da Vitória, tirou foto da minha filha e fez um vídeo da minha filha”, declarou.

O relato aumenta a preocupação entre as pessoas que decidiram procurar a polícia nos últimos meses. Muitas delas afirmam que permaneceram em silêncio por anos por medo, vergonha ou pela dificuldade em localizar outras vítimas. Agora, com o avanço das denúncias e a organização coletiva dos relatos, o caso ganhou força e passou a chamar a atenção das autoridades.

Nos bastidores da investigação, a expectativa é de que o volume de depoimentos e documentos apresentados ajude a Polícia Civil a mapear a dimensão do suposto esquema. O número de vítimas mencionadas nos relatos já ultrapassaria centenas, segundo os próprios denunciantes.

Enquanto aguardam os desdobramentos do inquérito, as vítimas dizem buscar não apenas reparação financeira, mas também uma resposta da Justiça.

“Eu queria muito que a justiça tomasse uma atitude contra isso, porque assim, ele mexe muito com o psicológico da gente. Vamos agora torcer para que a justiça seja feita”, finalizou Silvana.

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