
Defesa diz estar tranquila após decisão que mantém julgamento de padre em Cascavel
O advogado Algacir Junior afirmou que recebeu o resultado com surpresa, mas destacou que a discussão analisada pelo tribunal é exclusivamente processual, sem qualquer relação com...
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Por Silmara Santos
A decisão da 5ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Paraná (TJPR), que determinou que todos os crimes atribuídos ao padre Genivaldo Oliveira dos Santos sejam julgados em Cascavel, gerou reação imediata da defesa do religioso.
O advogado Algacir Junior afirmou que recebeu o resultado com surpresa, mas destacou que a discussão analisada pelo tribunal é exclusivamente processual, sem qualquer relação com culpa ou inocência do acusado.
Segundo ele, o recurso apresentado pelo Ministério Público do Paraná (MPPR) tratava apenas da definição de competência para julgamento de três dos 25 crimes denunciados, já que esses fatos, em tese, teriam ocorrido fora da comarca de Cascavel — inclusive um deles em outro estado.
“O recurso visava esclarecer estritamente uma questão processual. Não se discute aqui formação de culpa ou culpabilidade, mas apenas onde esses fatos devem ser julgados”, explicou o advogado.
A defesa destacou que a própria magistrada de primeira instância havia entendido que esses casos específicos deveriam ser analisados em outras comarcas, por não haver conexão probatória com os demais fatos. No entanto, o MPPR recorreu, e o TJPR decidiu que todos os crimes devem tramitar juntos em Cascavel.
Apesar de discordar do entendimento do tribunal, Algacir Junior afirmou que a defesa encara o momento com serenidade e já prepara novos recursos.
“A decisão foi um tanto quanto surpreendente, mas recebemos com tranquilidade. Existem precedentes dos tribunais superiores em sentido contrário, e acreditamos que essa decisão será reformada em Brasília”, afirmou.
De acordo com ele, o caso deverá ser levado às instâncias superiores, onde a defesa pretende reverter a decisão. Caso isso ocorra, os processos podem ser redistribuídos para outras comarcas consideradas competentes.
Enquanto isso, o advogado reforça que a defesa confia no andamento do processo e na possibilidade de esclarecimento dos fatos ao longo da tramitação.
“No momento oportuno, tudo será devidamente esclarecido. Seguimos confiantes no andamento da Justiça”, concluiu.
O padre Genivaldo foi denunciado pelo MPPR por 25 crimes envolvendo 16 vítimas, incluindo acusações graves como estupro de vulnerável, importunação sexual e tráfico de drogas. Ele está preso preventivamente desde outubro de 2025, no Complexo Médico Penal de Cascavel.
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