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Execução no silêncio: 45 dias depois, um assassino segue invisível na cidade

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Foto: Reprodução/CGN

Por Luiz Haab

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Quarenta e cinco dias. Esse é o tempo que separa o brutal assassinato de João Vitor Mariano, de 18 anos, daquilo que deveria ser o mínimo esperado em um caso dessa gravidade: respostas.

Na madrugada de domingo que marcou o início de março, o que começou como uma discussão banal em um bar do bairro 14 de Novembro rapidamente se transformou em um cenário de caos. Testemunhas relatam gritos, empurrões, tensão crescente — até que tudo saiu do controle. Minutos depois, o som seco dos disparos rompeu a madrugada. Pelo menos 14 tiros. Um jovem morto no local. Outro lutando pela vida.

Mas o que aconteceu depois é tão inquietante quanto o próprio crime.

Apesar da quantidade de testemunhas, da existência de vídeos gravados logo após os disparos e de evidências claras — como cápsulas de munição espalhadas pela cena —, o autor dos tiros simplesmente desapareceu. Como alguém consegue executar um ataque dessa magnitude e evaporar sem deixar rastros?

A principal linha de investigação aponta que o suspeito teria deixado o local após a briga e retornado armado. Uma ação fria, calculada — ou impulsiva e vingativa? A resposta ainda não veio.

A Polícia Civil ouviu testemunhas, analisou imagens, seguiu pistas. Mesmo assim, um mês e meio depois, nenhuma identificação oficial foi divulgada. Nenhum nome. Nenhum rosto. Nenhuma prisão.

Nos bastidores, cresce a suspeita de que o autor pode ter fugido da cidade logo após o crime — hipótese que levanta outra questão incômoda: houve tempo suficiente para escapar sem ser interceptado?

Enquanto isso, familiares e amigos da vítima vivem um luto suspenso, alimentado pela ausência de justiça. Para eles, cada dia sem respostas é mais um capítulo de angústia.

E para a população, fica a sensação de insegurança: se um crime com tantas evidências ainda não foi solucionado, o que isso diz sobre a capacidade de resposta das autoridades?

O caso segue oficialmente “sob investigação”. Mas, fora dos relatórios, a pergunta que ecoa nas ruas de Cascavel é perturbadora:

Quem puxou o gatilho… e por que ainda não sabemos quem ele é?

Resumo do que aconteceu

Quem foi assassinado na madrugada de 1º de março de 2026 no bairro 14 de Novembro, em Cascavel?
R: João Vitor Mariano dos Santos, de 18 anos, foi morto a tiros em frente a um estabelecimento comercial no bairro 14 de Novembro, em Cascavel, na madrugada de 1º de março de 2026.
Houve outras vítimas no ataque que matou João Vitor Mariano?
R: Sim, outro jovem de 18 anos, Rogério Junior Alves Munhoz, foi gravemente ferido por disparos de arma de fogo e encaminhado ao Hospital Universitário do Oeste do Paraná, onde sobreviveu após atendimento médico.
Como aconteceu o crime que chocou Cascavel na madrugada de 1º de março?
R: O crime ocorreu após uma briga generalizada em um bar do bairro 14 de Novembro. Um dos envolvidos deixou o local, retornou armado e efetuou diversos disparos, atingindo João Vitor Mariano e Rogério Junior Alves Munhoz.
Quantos tiros foram disparados durante o ataque?
R: Foram efetuados pelo menos 14 disparos de arma de fogo, segundo relatos de testemunhas e análise da Polícia Científica, que encontrou várias cápsulas de pistola calibre 9mm no local.
A polícia já identificou os responsáveis pelo homicídio de João Vitor Mariano?
R: Sim, após meses de investigação, a Polícia Civil do Paraná identificou e indiciou dois homens, de 29 e 31 anos, pelos crimes de homicídio qualificado consumado e tentado, ambos por motivo fútil, emprego de meio que resultou em perigo comum e uso de arma de fogo de uso restrito, em concurso de pessoas.
Algum dos suspeitos já foi preso?
R: Sim, o autor dos disparos teve a prisão preventiva decretada e já estava preso por porte ilegal de arma de fogo.
Por que a polícia demorou meses para identificar os suspeitos do crime?
R: A investigação envolveu diligências, depoimentos de testemunhas, análises periciais e outras provas técnicas. O sigilo foi mantido para garantir a eficácia das diligências e assegurar a obtenção de provas e identificação dos envolvidos.
Qual foi a motivação do crime?
R: O crime foi classificado como homicídio qualificado por motivo fútil, mas detalhes específicos sobre a motivação não foram divulgados pela polícia.
O que aconteceu com o inquérito policial após a identificação dos suspeitos?
R: Com a conclusão do inquérito, o procedimento foi encaminhado ao Poder Judiciário e ao Ministério Público para as providências legais.
Como a população de Cascavel reagiu ao crime?
R: O crime aumentou a sensação de insegurança na cidade, principalmente pela brutalidade do ataque e pela demora na identificação dos autores, mesmo com várias testemunhas e evidências no local.
O caso de João Vitor Mariano foi o único crime violento registrado em Cascavel na época?
R: Não. Entre os dias 3 e 4 de março de 2026, Cascavel registrou ao menos quatro mortes violentas em três ocorrências distintas, incluindo um duplo homicídio em uma loja de veículos, um possível feminicídio e o assassinato de João Vitor Mariano.
Quais outros crimes chocaram Cascavel na mesma semana do assassinato de João Vitor?
R: Além do caso João Vitor, houve o assassinato de pai e filho em uma loja de veículos, o corpo de um homem encontrado em área de mata e uma idosa encontrada morta em casa, caso tratado como feminicídio.
Como foi a cobertura da imprensa sobre o assassinato de João Vitor Mariano?
R: A imprensa local divulgou vídeos e relatos do desespero logo após o crime, mostrando o corpo de João Vitor no chão e a correria de conhecidos pedindo socorro.
A polícia divulgou a identidade do outro jovem ferido no ataque?
R: Sim, o jovem ferido foi identificado como Rogério Junior Alves Munhoz, também de 18 anos.
Quais armas foram utilizadas no crime do bairro 14 de Novembro?
R: A principal arma identificada foi uma pistola calibre 9mm, mas há suspeita de que outro homem também tenha atirado com um revólver.
Como familiares e amigos das vítimas reagiram à demora na solução do caso?
R: Familiares e amigos de João Vitor Mariano viveram um luto suspenso e angústia pela ausência de justiça e respostas rápidas sobre o crime.
A polícia pediu colaboração da população para ajudar nas investigações?
R: Sim, informações podem ser repassadas de forma anônima pelos telefones 190 (Polícia Militar), 197 (Polícia Civil) e 153 (Guarda Municipal).
O que diz o laudo da Polícia Científica sobre o crime?
R: O laudo estava em fase de elaboração logo após o crime, mas a perícia confirmou múltiplos disparos e a morte imediata de João Vitor Mariano no local.
O crime teve consequências para a sensação de segurança em Cascavel?
R: Sim, o caso gerou grande repercussão e preocupação entre moradores, levantando dúvidas sobre a capacidade de resposta das autoridades diante de crimes violentos com tantas evidências.

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