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Candidata que vazou foto em concurso estadual fala com exclusividade à CGN

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Candidata que vazou foto em concurso estadual fala com exclusividade à CGN

Por Luiz Haab

A CGN entrevistou com exclusividade, nesta quarta-feira (31), a candidata Roberta Bressan, autora da foto que circulou nas redes sociais mostrando a página de convocação e ensalamento, já na sala onde realizou a prova do concurso da Secretaria de Estado da Saúde do Paraná, em Cascavel.

O caso ganhou repercussão após denúncias de possíveis irregularidades durante a aplicação da prova, realizada no domingo (29). A imagem levantou suspeitas de uso indevido de aparelho eletrônico, o que é proibido pelo edital do certame, organizado pela Fundação FAFIPA.

Entrevista exclusiva traz versão da candidata

Em entrevista exclusiva ao jornalista Luiz Haab, Roberta falou pela primeira vez sobre o episódio e apresentou sua versão dos fatos. A candidata afirmou que a foto foi feita antes do início da prova e que não houve intenção de publicá-la naquele momento.

Segundo ela, ao chegar ao local de prova, informou ao fiscal que ainda estava com o celular ligado e conectado a um carregador portátil. Conforme seu relato, recebeu orientação para desligar o aparelho ao se acomodar e guardá-lo no envelope de segurança.

“Eu cheguei na carteira, organizei meus documentos e tirei uma fotinho para guardar, era do meu cartão de convocação e da folha de ensalamento. Eu salvei no Instagram, mas não postei”, explicou.

Roberta afirmou que desligou o celular em seguida e o guardou corretamente, conforme orientado. No entanto, disse que a publicação acabou sendo feita automaticamente, sem que ela percebesse.

“Não era a minha intenção postar naquele momento. Eu fui salvar nos rascunhos e acabei apertando sem perceber. Só vi depois que saí da prova e liguei o celular”, relatou.

Durante a conversa, o entrevistador também questionou Roberta Bressan sobre como ela reagiria se estivesse na posição dos demais candidatos e visse outra pessoa publicando uma foto da prova nas redes sociais. Ao responder, ela afirmou que a percepção pode variar de pessoa para pessoa, reconhecendo que a situação pode gerar desconfiança. “Depende, né? Cada cabeça é uma sentença”, disse. Ainda assim, reforçou que, no seu caso, não utilizou qualquer meio ilícito durante a realização da prova e que a publicação ocorreu de forma não intencional, reiterando que não houve prejuízo à lisura do certame por sua conduta. “Se pedirem meu celular, eu entrego. Não tenho nada a esconder.”

Internada e surpreendida

Outro ponto destacado na entrevista é que Roberta está internada desde segunda-feira (30), após um episódio de hipoglicemia, e afirmou ter tomado conhecimento da repercussão apenas posteriormente, por meio de colegas.

“Eu levei por surpresa isso. Disseram até que eu estava presa ou fugida, sendo que estou no hospital desde segunda-feira”, disse.

Reconhecimento de possível infração

Apesar de defender que não agiu de má-fé, a candidata reconheceu que pode ter cometido uma infração ao edital e acredita que pode ser penalizada.

“Tenho consciência que posso ser desclassificada. Acabei causando uma infração, mesmo sem querer.”

Roberta também apontou possíveis falhas na fiscalização durante a aplicação da prova, afirmando que outros candidatos estariam com itens proibidos.

Caso segue em análise

A Secretaria de Estado da Administração e Previdência do Paraná já notificou a banca organizadora, e um posicionamento oficial da Fundação FAFIPA é aguardado para definição de eventuais medidas.

O episódio gerou questionamentos entre candidatos sobre a lisura do concurso, e o desdobramento do caso poderá impactar a validade do certame, dependendo das conclusões das investigações.

A CGN destacou que o espaço segue aberto para manifestações dos envolvidos.

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