
Candidatos cobram explicações após suposto vazamento em prova da SESA-PR
No registro, a candidata aparenta estar na sala onde a prova iria ocorrer e com o caderno de questões em mãos, momento em que os candidatos...
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Nesta terça-feira (31) a CGN recebeu várias reclamações sobre uma foto da capa da prova do concurso público da Secretaria de Estado da Saúde do Paraná (SESA-PR), supostamente postada nas redes sociais de uma candidata que participou do certame, organizado pela Fundação FAFIPA, no último domingo (29) em Cascavel.
No registro, a candidata aparenta estar na sala onde a prova iria ocorrer e com o caderno de questões em mãos, momento em que os candidatos são proibidos de fazerem uso de qualquer aparelho eletrônico.
A foto que circula nos canais de comunicação aparece com a legenda “Tarde de testar conhecimentos…” [sic], não sendo possível afirmar o horário que a imagem teria sido postada nas redes sociais da candidata.
É importante destacar alguns pontos do Edital n.º 265/2025 que rege o concurso da SESA-PR:
11.26 Será eliminado do concurso o candidato que, durante a realização da prova, for surpreendido portando aparelhos eletrônicos, tais como smartwatch, iPod, iPad, cigarro eletrônico, smartphone, telefone celular, agenda eletrônica, aparelho MP3 player, notebook, tablet, palmtop, pen drive, receptor, gravador, máquina de calcular, máquina fotográfica, controle de alarme de carro etc., bem como relógio de qualquer espécie, óculos escuros, fones de ouvido ou quaisquer acessórios de chapelaria, tais como chapéu, boné, gorro etc. e, ainda, lápis, lapiseira (grafite), corretor líquido e/ou borracha. O candidato que estiver portando algo definido ou similar ao disposto neste subitem deverá informar ao fiscal da sala, que determinará o seu recolhimento em embalagem não reutilizável fornecida pelos fiscais, a qual deverá permanecer lacrada durante todo o período da prova, sob a guarda do candidato.
11.27 É altamente contraindicado que o candidato leve qualquer dos objetos ou equipamentos relacionados no subitem anterior. Caso seja de extrema necessidade que o candidato porte algum desses objetos, estes deverão ser obrigatoriamente acondicionados em envelopes porta objeto fornecidos pela Instituição Organizadora no dia da prova e conforme o previsto neste Edital. Recomenda-se, nesses casos, que os candidatos mantenham os celulares desligados, ou, quando possível, retirem a bateria, garantindo, assim, que nenhum som será emitido, inclusive do despertador, caso esteja ativado.
11.31 Quando do ingresso na sala de aplicação de provas, os candidatos deverão recolher todos os equipamentos eletrônicos e/ou materiais não permitidos em envelope de segurança não reutilizável, fornecido pelo fiscal de aplicação. Esse envelope deverá permanecer lacrado durante toda a realização das provas e somente poderá ser aberto após o candidato deixar o local de provas.
11.41 A partir do fechamento dos portões é vedado aos candidatos usar o celular, bem como circular ou permanecer nos ambientes comuns da instituição. Ainda, o candidato deverá, obrigatoriamente, se identificar na sala e passar pelos procedimentos de segurança antes do início da prova.
11.33 Terá sua prova anulada e será automaticamente eliminado deste Concurso Público o candidato que, durante a sua realização: c) for surpreendido portando aparelhos eletrônicos e quaisquer utensílios descritos no subitem 11.26; [grifo nosso].
A SESA-PR se manifestou sobre a situação por meio de uma nota, afirmando que a FAFIPA foi notificada e que uma manifestação da Fundação é aguardada para a tomada de outras providências:
A Secretaria de Estado da Administração e Previdência (Seap) notificou nesta terça-feira (31) a Fundação Fafipa, responsável pela organização do concurso público da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), para que se manifeste formalmente a respeito da imagem que circula nos canais de comunicação. A Seap e a Sesa aguardam a manifestação oficial da Fafipa.
O caso gerou indignação e questionamentos entre os demais candidatos, que se mostraram insatisfeitos com a organização da prova e também preocupados com a validade do concurso, caso seja comprovado que a candidata realmente utilizou algum aparelho que comprometa a isonomia entre os participantes e a lisura do certame.
A CGN acompanha o caso e o espaço segue aberto para manifestações dos envolvidos.
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