
“Que fosse a minha vida e não a dela”, afirma motorista sobre acidente que matou Jhuliany
A CGN teve acesso ao depoimento do condutor do Fiat Punto que foi preso após fugir do acidente ...
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Por Fábio Wronski

A equipe da CGN teve acesso ao depoimento do motorista responsável pelo acidente que resultou na morte de Jhuliany Aparecida Gomes Ferreira, de 17 anos, em Cascavel. O caso ocorreu no último sábado (7), no cruzamento das ruas Noel Rosa e Vinícius de Moraes, no Bairro Brasília.
Segundo informações, a colisão envolveu um Fiat Punto e uma motocicleta Honda CG. O condutor do automóvel avançou a preferencial e atingiu violentamente a lateral da moto, arremessando Jhuliany a vários metros do local da colisão. A jovem foi socorrida pelo Corpo de Bombeiros e encaminhada em estado grave ao Hospital Universitário do Oeste do Paraná, mas, infelizmente, teve morte cerebral confirmada na terça-feira (10). Os familiares optaram pela doação de órgãos.
O motorista foi detido em flagrante pela equipe da ROCAM da Polícia Militar e encaminhado pelos crimes de lesão corporal grave, embriaguez ao volante e omissão de socorro. No teste do etilômetro, o homem acusou 0,37 mg/L de álcool no sangue. Durante buscas em sua residência, a polícia encontrou 75 gramas de maconha.
Em depoimento, o acusado relatou que o acidente ocorreu quando ele retornava do trabalho para buscar a esposa. Segundo ele, ambos discutiam no momento da colisão. “A minha esposa estava na casa da amiga dela e eu finalizei o meu serviço, fui buscar ela e no momento a gente conversava, discutindo sobre alguma coisa que eu não tenho lembrança em dado momento, quando ela falou, ela falou, olha PARE, a única coisa que deu tempo, ela como reação, ela puxou o freio de mão, eu desviei mas a gente acabou colidindo”, declarou.
O homem afirmou que fugiu do local porque havia ingerido uma lata de cerveja antes do acidente. “Por conta que eu estava na casa do cliente que eu faço serviço na casa, o mecânico mora, então ele tinha uma cerveja na geladeira ele pegou uma latinha de cerveja e eu tomei a cerveja, e por conta disso e do aglomero que deu ali, então, infelizmente eu acabei saindo fora do local”, explicou.
Durante o interrogatório, o acusado demonstrou arrependimento. “Eu sinto muito fundo no meu coração, queria que fosse a minha vida e não a vida dessa pessoa, eu não quis colocar a vida de ninguém em risco. Tenho que pagar o que for necessário”, afirmou, emocionado.
Questionado pelo delegado sobre o uso de álcool, o motorista confirmou ter ingerido apenas uma lata de cerveja. “Eu só bebi a cerveja quando a gente já estava no momento do sol quente então eu acabei ingerindo a bebida, me arrependo do fundo do coração”, disse.
Sobre a maconha encontrada em sua residência, o acusado alegou ser para uso pessoal. “Eu tenho pra uso mesmo, eu faço uso até então que estava em casa, não estava no carro nada, não estava comercializando nada chegaram lá e encontraram uma caixinha de seda, um potinho lá, tudo lá, que é pra uso pessoal mesmo”, declarou.
Ao final do depoimento, o condutor afirmou: “O que vou falar não vai esclarecer com a família dela, não vai trazer o momento de volta. Só queria que de alguma forma que eles encontrassem, perdão no coração deles. Eu não tive a intenção de prejudicar a vida de ninguém. Não foi a minha intenção, não foi jamais”.
No domingo (8), o Ministério Público do Estado do Paraná representou pela prisão preventiva do acusado, medida que foi acatada pela Justiça. De acordo com a Polícia Civil, o inquérito sobre a morte de Jhuliany Aparecida Gomes Ferreira já foi encerrado e encaminhado ao Ministério Público, que agora assume a investigação e deverá apresentar denúncia contra o réu. Não foi confirmada a informação se o inquérito foi instaurado como homicídio culposo ou doloso.
Ainda conforme a Polícia Civil, o motorista recentemente foi condenado pelo crime de porte ilegal de arma de fogo.
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