CGN
Acesse aqui o Discover e busque as mais lidas por mês!
Imagem referente a Caso Aurora: Família que recebeu criança por engano denuncia falhas de segurança em escola de Cascavel

Caso Aurora: Família que recebeu criança por engano denuncia falhas de segurança em escola de Cascavel

De acordo com Aliny, na tarde de sexta-feira (6) a escola entrou em contato pedindo que Aurora fosse buscada, sem informar o motivo. Como estava longe...

Publicado em

Por Diego Cavalcante

Publicidade
Caso Aurora: Família que recebeu criança por engano denuncia falhas de segurança em escola de Cascavel

A CGN conversou com Aliny Cristina, mãe da outra aluna chamada Aurora, envolvida no caso em que uma criança de 4 anos foi entregue equivocadamente a outra família na Escola Municipal Arthur Carlos Sartori, no bairro Santa Felicidade, em Cascavel. Segundo ela, houve uma sequência de falhas graves nos procedimentos de segurança adotados pela instituição.

De acordo com Aliny, na tarde de sexta-feira (6) a escola entrou em contato pedindo que Aurora fosse buscada, sem informar o motivo. Como estava longe e enfrentando trânsito intenso, a mãe acionou familiares para buscar a filha. A avó não pôde ir por problemas de saúde, e o avô acabou sendo a única opção disponível.

Aliny explicou que o pai é deficiente visual e tem dificuldade severa para reconhecer pessoas, inclusive familiares próximos. Mesmo assim, ele se dirigiu até a escola para buscar a neta. “Eles não pediram a carteirinha, não confirmaram o nome completo e nem ligaram para mim para confirmar a retirada”, relatou.

Segundo o depoimento, o avô aguardou mais de 40 minutos até ser atendido e, ao informar que buscaria “Aurora”, a criança errada foi liberada. “A menina disse ‘oi, vovô’ e foi com ele. Como ele não enxerga bem, confiou que era a neta dele”, afirmou.

O erro só foi percebido ao chegar em casa, quando a avó notou que não se tratava da Aurora da família. Imediatamente, o avô pediu ajuda a um vizinho e levou a criança de volta à escola. “Graças a Deus foi tudo rápido e não aconteceu nada, mas o risco foi enorme”, disse Aliny.

A mãe também criticou a estrutura e o controle de acesso da escola. Segundo ela, no momento em que o pai esteve no local, os portões estavam abertos, permitindo livre circulação de pessoas. “Isso é outro perigo. Se uma criança quiser sair, sai. Se alguém quiser entrar, entra”, alertou.

Aliny reforçou que, no ato da matrícula, os responsáveis preenchem formulários com os nomes autorizados a buscar as crianças, além da exigência de uma carteirinha de identificação, que também não foi solicitada. “Meu pai nem estava cadastrado. Eu achei que eles iam me ligar para confirmar, mas isso não aconteceu”, destacou.

Ela também afirmou que tanto ela quanto a outra mãe procuraram a escola em busca de explicações, mas não tiveram acesso às imagens das câmeras, nem informações claras sobre o tempo em que a criança permaneceu fora da unidade. “A única resposta foi que ‘não vai mais acontecer’”, relatou.

Solidária à outra família, Aliny disse compreender o desespero vivido. “Sou mãe de duas filhas e sei o pavor que ela sentiu. Graças a Deus foi uma família de bem, mas e se não fosse?”, questionou.

Por fim, Aliny afirmou que as famílias pretendem cobrar providências formais e mudanças imediatas nos protocolos da escola. “Não custa ligar, confirmar, perguntar o nome completo. É segurança básica. Enquanto isso não for esclarecido, eu não vou mandar minhas filhas para a escola”, concluiu.

Até o momento, a direção da escola não se manifestou oficialmente sobre o caso.

Veja Mais

Whatsapp CGN 3015-0366 - Canal direto com nossa redação

Envie sua solicitação que uma equipe nossa irá atender você.


Participe do nosso grupo no Whatsapp

ou

Participe do nosso canal no Telegram

AVISO
agora
Plantão CGN