Criança é entregue para família errada em escola municipal de Cascavel
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Por Luiz Haab
Na última sexta-feira, 6 de fevereiro, uma situação inusitada e preocupante foi registrada na Escola Arthur Carlos Sartori, localizada no bairro Santa Felicidade, em Cascavel. Tamara Priscila Gonçalves da Luz, mãe da aluna Aurora, de 4 anos, relatou à reportagem da CGN que sua filha foi entregue equivocadamente para outra família ao final do segundo dia de aula.
Segundo Tamara, tudo começou quando a escola entrou em contato por volta das 15h50, informando que Aurora havia colocado massinha de modelar no ouvido e solicitando que ela fosse buscá-la. Ao chegar à escola, Tamara conversou com a filha, que explicou ter colocado a massinha devido ao barulho na sala de aula.
No entanto, ao se preparar para levar a criança ao posto de saúde, Tamara foi chamada pela coordenadora da escola, que comunicou o erro: Aurora havia sido liberada para sair com outra família, que também tem uma criança chamada Aurora, porém de outra turma. A escola havia avisado a família sobre o incidente da massinha de modelar, e, ao chegarem, os responsáveis retiraram a criança do local sem que houvesse a conferência adequada da identidade.
Tamara questionou a falta de procedimentos de segurança, destacando que, apesar da existência de uma carteirinha de identificação obrigatória para a retirada dos alunos, o documento não foi solicitado no momento da entrega da criança. “Em momento algum, quando o familiar da outra Aurora foi pegar a criança, foi pedido a carteirinha de identificação, confirmado o nome ou perguntado: ‘essa é sua neta?’. Não, só foi liberado ela do portão para fora e pronto”, afirmou.
A mãe também demonstrou preocupação em relação à família que levou sua filha por engano. Segundo informações repassadas pela escola, o avô que buscou a criança possui baixa visão. Tamara ponderou que, apesar da condição, a identificação deveria ter sido possível. “A minha mãe sofre de baixa visão e ela que cuida da minha filha para mim, só que ela sabe muito bem diagnosticar quando é e quando não é a neta dela”, comentou.
O erro só foi percebido quando a família chegou em casa e a avó reconheceu que a criança não era sua neta. Aurora foi então levada de volta à escola. Tamara relatou que ainda não sabe quanto tempo a filha ficou fora da escola e cobra esclarecimentos. “A escola não me disse, em momento algum me mostrou imagens de câmera, que foi o que eu pedi também, para saber o horário que ela saiu, quanto tempo ficou fora e quando que ela voltou para a escola”, afirmou.
A mãe destacou que deseja um esclarecimento completo por parte da escola. “A minha intenção é que ela não estude mais ali, mas que tenha cuidado, porque é muito fácil a gente fazer algo assim e pedir desculpas depois. Se a minha filha está bem, está em casa, graças a Deus, mas e se ela não estivesse?”, questionou.
Aurora começou a frequentar a escola este ano, cumprindo a obrigatoriedade da matrícula a partir dos 4 anos de idade. O episódio ocorreu no segundo dia de aula da criança.
Até o momento, Tamara aguarda respostas detalhadas da escola sobre o ocorrido.
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