
Mulher é assassinada a tiros por marido CAC
O assassinato de uma mulher por seu marido CAC em Cascavel reacende o debate sobre o acesso a armas de fogo no Brasil....
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Por Fábio Wronski

Um feminicídio registrado com arma de fogo pertencente a um atirador esportivo (CAC) chamou a atenção na noite de ontem, terça-feira (03), em Cascavel, no Oeste do Paraná. Ana Rosa Pereira da Silva, de 32 anos, foi morta a tiros. O crime mobilizou forças de segurança de toda a região e resultou na prisão do principal suspeito em menos de 12 horas.
A vítima foi executada na Rua Serra do Santana, no Loteamento Belmonte. O homem detido é companheiro da vítima e possui registro de Colecionador, Atirador e Caçador (CAC), condição que chamou a atenção das autoridades e reacendeu o debate sobre o acesso legal a armas de fogo e a violência contra a mulher.
A prisão foi efetuada pela Polícia Militar do Paraná, na madrugada desta quarta-feira (04), no município de Jesuítas, após uma série de diligências ininterruptas iniciadas logo após o crime. O suspeito foi encaminhado à Delegacia da Polícia Civil de Cascavel, onde permanece à disposição da Justiça, enquanto o caso segue sob investigação da Delegacia de Homicídios.
Quem era a vítima
A vítima foi identificada como Ana Rosa Pereira da Silva, de 32 anos. Ela foi morta após uma discussão com o companheiro, segundo informações preliminares levantadas pelas autoridades policiais. O crime é tratado como feminicídio, quando o assassinato ocorre em contexto de violência doméstica ou de gênero.
O corpo de Ana Rosa foi encaminhado ao necrotério da Polícia Científica, onde passou por exames periciais, e posteriormente liberado à família para os atos fúnebres.
O que se sabe sobre o crime
De acordo com informações extraoficiais, Ana Rosa estava em uma caminhonete branca com o companheiro quando o casal se envolveu em uma discussão. O veículo teria sido parado na Rua Serra do Santana, onde a vítima foi retirada de forma brusca do automóvel.
Na sequência, Ana Rosa foi atingida por quatro disparos de arma de fogo, principalmente na região do tórax e abdômen. Ela não resistiu aos ferimentos e morreu ainda no local, antes da chegada do atendimento médico.
Apreensão de munições
No decorrer da operação, os policiais realizaram buscas na residência do suspeito. No local, foram apreendidas armas de fogo e um expressivo volume de munições, que ultrapassa mil projéteis, incluindo cartuchos intactos e deflagrados, de diversos calibres.
Todo o material recolhido foi encaminhado para os procedimentos legais e será submetido à análise pelas autoridades competentes, no contexto das investigações em andamento. O caso segue sob apuração para esclarecimento dos fatos.
Atuação da Polícia Militar
Em entrevista à CGN, o Tenente Leonardo Brandt Schenfeld, do 6º Batalhão da Polícia Militar, explicou que as equipes iniciaram imediatamente as buscas após o acionamento.
Segundo o oficial, o trabalho policial foi baseado:
- em informações coletadas no local do crime;
- em levantamentos de inteligência;
- e em dados obtidos ao longo da noite, que permitiram traçar o deslocamento do suspeito.
A ação integrada possibilitou a localização e prisão do homem em menos de 12 horas, demonstrando a rápida resposta da Polícia Militar diante de um crime grave.
Prisão do suspeito em Jesuítas
O suspeito foi localizado no município de Jesuítas, onde recebeu voz de prisão durante a madrugada. Ele não ofereceu resistência no momento da abordagem e foi conduzido para Cascavel.
Durante as buscas realizadas na residência do homem, os policiais apreenderam:
- armas de fogo;
- munições de diversos calibres;
- e o veículo utilizado pelo suspeito.
Apesar das apreensões, o Tenente Schenfeld ressaltou que a arma utilizada no feminicídio não foi localizada, mesmo após buscas minuciosas.
O que é CAC e por que isso é relevante no caso
O suspeito possui registro de Colecionador, Atirador e Caçador (CAC), categoria regulamentada pelo Exército Brasileiro, que autoriza o cidadão a adquirir e manter armas de fogo para fins específicos, como prática esportiva, coleção ou caça autorizada.
Entre os pontos que envolvem o registro de CAC estão:
- necessidade de certificado de registro (CR);
- comprovação de idoneidade;
- testes psicológicos e de capacidade técnica;
- e regras rígidas para armazenamento e transporte de armas e munições.
No entanto, especialistas e autoridades reforçam que o registro como CAC não autoriza o uso de armas em conflitos pessoais, e qualquer utilização fora das finalidades legais configura crime grave, especialmente quando resulta em homicídio ou feminicídio.
O fato de o suspeito ser CAC será analisado durante a investigação para apurar:
- a origem da arma usada no crime;
- se houve descumprimento das normas legais;
- e se outras irregularidades administrativas ou criminais estão associadas.
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