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"Chamei ela, não respondeu. Mexi com ela, estava dura, morta", afirma dono da casa onde Raysa Figueiredo foi encontrada morta

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“Chamei ela, não respondeu. Mexi com ela, estava dura, morta”, afirma dono da casa onde Raysa Figueiredo foi encontrada morta

Por Fábio Wronski

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No final da tarde de ontem, segunda-feira (2), uma jovem de 20 anos foi encontrada morta dentro de uma kitnet localizada na Rua Apalais, no Bairro Santa Cruz, em Cascavel. A vítima foi identificada como Raysa Pereira de Figueiredo.

De acordo com informações da Polícia Militar, as equipes foram acionadas pelo proprietário do imóvel, Valdoir Castanha Batista, que localizou o corpo da jovem em um dos quartos da residência. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) também foi chamado ao local, mas os socorristas apenas puderam constatar o óbito.

Na manhã desta terça-feira, Valdoir Castanha Batista esteve na Delegacia de Homicídios e conversou com a reportagem da CGN, detalhando os últimos momentos que passou com a jovem. Segundo relato de Batista, ele conheceu Raysa por meio de um amigo, conhecido como “Japa”, aproximadamente dez dias antes do ocorrido. A garota teria saído de um endereço e não tinha onde ficar, quando pediu ajuda ao homem no sábado.

Conforme o proprietário da casa, no sábado, ambos saíram juntos para uma lanchonete e, posteriormente, passaram a noite na residência.

Já no domingo, Batista relatou que Raysa permaneceu no local, tendo almoçado com ele. À noite, o amigo “Japa” voltou a visitá-los, permanecendo até por volta das 23 horas. Na manhã de segunda-feira, Batista afirmou ter acordado cedo para trabalhar, tendo tomado café da manhã junto com a jovem. Ele contou que combinou com Raysa que ela deixaria a chave da casa na janela do banheiro após sair, pois ela afirmou que iria lavar um tênis e, em seguida, retornaria para sua residência no centro da cidade.

Ao retornar do trabalho, no final da tarde, Batista encontrou a porta da casa encostada. Ao entrar, deparou-se com Raysa deitada em sua cama. “Chamei ela, não respondeu, mexi com ela, ela estava dura, estava morta. O que aconteceu agora que eu não sei”, relatou o proprietário, demonstrando surpresa e preocupação com o ocorrido.

Batista afirmou não conhecer detalhes sobre a vida da jovem, inclusive seu nome completo, e manifestou desejo de entrar em contato com familiares para prestar esclarecimentos.

A Polícia Civil está investigando as circunstâncias da morte de Raysa Pereira de Figueiredo. Até o momento, não há informações que indiquem causas violentas no falecimento. Um inquérito foi instaurado e os investigadores estão ouvindo pessoas que tiveram contato com a vítima, além de aguardar os laudos da Polícia Científica para elucidar o caso.

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