
APMP reafirma apoio à Simone Lúcia Lorens após prisão de investigado por ataques ao sistema de Justiça
Homem é preso no RJ acusado de perseguir e ameaçar promotora e juíza de Cascavel Segundo a APMP, a entidade manifesta solidariedade não apenas à promotora, mas...
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Por Paulo Eduardo

A Associação Paranaense do Ministério Público (APMP) divulgou uma nota pública nesta quinta-feira (22) reiterando seu firme apoio à promotora de Justiça Simone Lúcia Lorens, alvo de reiterados ataques e perseguições atribuídas a Vinícius Guedes Sin, preso na segunda-feira (19), no Rio de Janeiro.
Segundo a APMP, a entidade manifesta solidariedade não apenas à promotora, mas também às demais autoridades atingidas pelas condutas investigadas, entre elas a juíza Fernanda Dorneles, a advogada Rafaela Polidoro e a ex-mulher do investigado. Todas as vítimas estão envolvidas em um processo que tramita sob segredo de justiça.
De acordo com as investigações conduzidas pela Delegacia Especializada em Armas, Munições e Explosivos (Desarme), o suspeito promovia ataques reiterados por meio da divulgação de informações sigilosas, disseminação de conteúdos ofensivos e utilização abusiva de reclamações e representações institucionais. As ações, segundo a Polícia Civil, comprometiam a integridade psicológica das vítimas e geravam temor quanto à integridade física das mulheres envolvidas.
Durante a operação, os policiais localizaram e prenderam Vinícius Guedes Sin, além de cumprirem mandado de busca e apreensão em sua residência, onde foram recolhidos dispositivos eletrônicos que serão submetidos à perícia.
Na nota, a APMP ressalta que a decretação da prisão preventiva foi considerada necessária pelo Judiciário diante da gravidade concreta das condutas, do risco à ordem pública e do caráter reiterado das ações, marcadas por violência institucional e de gênero. A decisão também levou em conta o impacto das práticas na tranquilidade das vítimas e no regular exercício das funções públicas.
A entidade destaca ainda que a defesa da equidade de gênero integra sua atuação institucional permanente, inclusive por meio da Diretoria de Mulheres Associadas, voltada à proteção das mulheres no exercício de suas funções e à promoção de condições igualitárias no âmbito institucional.
Além da prisão, a Justiça determinou a retirada do site utilizado pelo investigado do ar e a adoção de outras medidas cautelares. O processo segue em tramitação na Justiça do Paraná.
Ao final, a APMP reafirma que seguirá adotando todas as medidas institucionais cabíveis para resguardar a segurança, a autonomia e o livre exercício das funções de suas associadas.
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