
BNDES, Marinha e Cemaden fecham acordo para resposta a desastres
A parceria nasce diante do aumento da frequência e intensidade de eventos extremos no país, agravados pela mudança do clima. O documento prevê a integração de......
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Por CGN

A parceria nasce diante do aumento da frequência e intensidade de eventos extremos no país, agravados pela mudança do clima. O documento prevê a integração de capacidades técnicas, científicas e financeiras das instituições para fortalecer a resposta nacional a riscos e emergências.
“Temos o propósito comum de prevenir desastres e responder da melhor forma aos eventos extremos. Vemos que as chuvas são mais intensas, assim como as enchentes, as secas, as ondas de calor que impactam principalmente as comunidades mais carentes. Esses eventos tendem a se se intensificar e a gente precisa, portanto, agir de maneira integrada baseada em ciência e tecnologia”, complementou.
“Nós estamos nos comprometendo em colocar R$ 30 milhões nesse processo. E estamos comprometidos a fazer um programa de orçamento de R$ 50 milhões, com apoio de outros parceiros colocando mais R$ 20 milhões, para estudar com profundidade, primeiro, as respostas que estão no plano de urgência e de inteligência. E as forças navais poderão ajudar muito, porque são a única tropa 100% profissional, estão presentes nos casos mais graves, com militares há muito tempo engajados”, disse o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante.
Segundo Mercadante, a ideia é chamar outros bancos, como Banco do Brasil e Caixa, para integrar o projeto, bem como empresas privadas.
Marinha
A Marinha aportará sua expertise como braço operacional do Estado, com Grupamento Operativo de Fuzileiros Navais – Defesa Civil.
“A união de capacidades operacionais, científicas e de desenvolvimento traz esforço coordenado de defesa, ciência e fomento, e simboliza a convergência dos propósitos em favor da salvaguarda da vida, do desenvolvimento sustentável e da reafirmação do dever permanente do Estado em servir a população”, acrescentou.
Cemaden
O Cemaden, ligado ao MCTI, contribuirá com monitoramento e modelagem preditiva (técnica que usa estatísticas e algoritmos para fazer previsões).
“Nós fomos capazes de alertar um desastre em São Sebastião com 72 horas de antecedência, as inundações do Rio Grande do Sul com seis dias de antecedência, mas ainda precisamos fazer mais, precisamos avançar. Então, com uma força tão importante como a Marinha poderemos melhorar as respostas aos desastres do nosso país. E, com o apoio do BNDES, poderemos avançar em desenvolvimento tecnológico, em pesquisas, em novas tecnologias”, disse a diretora do Cemaden, Regina Alvalá.
Amazônia e militar Pedro Teixeira
A cerimônia do acordo homenageou o militar português Pedro Teixeira, cuja expedição pelo Rio Amazonas no século 17 foi decisiva para a incorporação da Amazônia ao território que viria a ser o Brasil.
Uma placa do BNDES foi entregue ao Comando da Marinha. O reitor da UFPA, Gilmar Pereira da Silva, anunciou a criação de uma comissão para aprofundar estudos sobre Teixeira.
Fonte: Agência Brasil
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