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Imagem referente a Guterres: não é hora de negociar, é hora de implementar

Guterres: não é hora de negociar, é hora de implementar

A necessidade urgente de mobilização de recursos financeiros para que os países mais pobres e em desenvolvimento possam promover uma transição energética e alcançar as metas......

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Por CGN

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A necessidade urgente de mobilização de recursos financeiros para que os países mais pobres e em desenvolvimento possam promover uma transição energética e alcançar as metas climáticas do Acordo de Paris deu o tom do discurso do secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), o português António Guterres, na abertura da Cúpula do Clima, em Belém.

O evento antecede a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP30), que será realizada de 10 a 21 de novembro na capital paraense. Na avaliação de Guterres, o momento não é mais de negociação, mas de implementação dos compromissos assumidos nas últimas décadas.

Em seu discurso, Guterres lembrou que, no ano passado, os investimentos em energias renováveis superaram em US$ 800 milhões o valor destinado a combustíveis fósseis, como petróleo e carvão. Segundo ele, é preciso romper com lobbies do segmento que é o maior responsável pela emissão de gases poluentes que aquecem a atmosfera do planeta.

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“Os combustíveis fósseis ainda levam muitos subsídios dos contribuintes, muitas empresas e corporações estão lucrando cada vez mais com a devastação ambiental, com bilhões sendo gastos com lobbies para enganar o público e obstruir o progresso. E muitos líderes globais ainda se mantêm em linha com esses interesses”, observou o chefe da ONU.

“Sempre defendi contra mais explorações de combustíveis fósseis como também de plantas de carvão. Na COP de Dubai [2023], os países se comprometeram a fazer a transição, sem aquela lavagem verde mais, e precisamos realmente entrar em ação, enquanto trabalhamos e apoiamos os países em desenvolvimento que ainda dependem desses combustíveis fósseis. Precisamos superar barreiras estruturais para que os países em desenvolvimento possam entregar e apresentar seus compromissos de NDCs [metas de redução de emissões poluentes]”, prosseguiu Guterres.

Desde então, a meta geral passou a ser a de estabilizar a concentração de gases de efeito estufa na atmosfera. Esse compromisso foi reforçado há dez anos, com o Acordo de Paris, que abrangeu a quase totalidade de países no compromisso de limitar o aquecimento global a 1,5º C.

A Cúpula do Clima em Belém reúne dezenas chefes de Estado e de governo, até esta sexta-feira (7). Em discurso de abertura, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva também defendeu a superação dos combustíveis fósseis e enfatizou a necessidade de os países levarem a sério os alertas da ciência sobre o clima. 

Fonte: Agência Brasil

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