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Imagem referente a Semana do Clima em Nova York reflete força de liderança brasileira

Semana do Clima em Nova York reflete força de liderança brasileira

“Nova York está lotada. Delegações de todo mundo, sociedade civil, muitas empresas, muitos representantes do setor financeiro, realmente buscando esse debate no sentido de fazer acontecer......

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Por CGN

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Imagem referente a Semana do Clima em Nova York reflete força de liderança brasileira

“Nova York está lotada. Delegações de todo mundo, sociedade civil, muitas empresas, muitos representantes do setor financeiro, realmente buscando esse debate no sentido de fazer acontecer [as ações climáticas]. Se o cenário global não é um cenário de segurança, os outros atores que não são governos estão procurando fazer a parte de cada um deles”, disse Karen Oliveira, conciliadora da Coalizão Brasil e diretora de Políticas Públicas da The Nature Conservancy Brazil.

Na avaliação do líder em mudanças climáticas da WWF-Brasil, Alexandre Prado, esses reflexos positivos nos ambientes que promovem o debate global sobre o enfrentamento à crise climática são uma tradição na diplomacia brasileira, capaz de construir pontes entre países em posições divergentes. 

“Não é à toa que a Eco92 aconteceu no Rio de Janeiro, e que as convenções [da ONU sobre Mudança do Clima, Biodiversidade e Desertificação] foram resultado da articulação feita pelo governo brasileiro, pelo Itamaraty”, lembra.

A menos de 2 meses do início da COP30, a Semana do Clima e a Pré-COP, que ocorrerá em outubro, em Brasília, são considerados os termômetros das negociações e avanços das ações que ocorrerão na conferência de Belém.

Desafio

“As NDCs são, basicamente, a receita de bolo dentro dos países para cumprir o grande objetivo do Acordo de Paris, que é limitar o aquecimento global um grau e meio até o final do século. E para isso acontecer, a gente precisa alcançar a neutralidade em carbono até 2050”, destaca o diretor de Políticas Públicas da Conservação Internacional (CI-Brasil), Gustavo Souza.

Na análise de Souza, o desafio da presidência brasileira da COP em garantir a renovação de, pelo menos, 120 NDCs entre os principais países emissores e signatários da Convenção do Clima, vai muito além da entrega das ambições, consolidada até o momento por 47 países. 

“É um tema complicado, justamente porque grande parte dos países ainda não enviaram as NDCs, e as que foram enviadas, muitas não têm um nível maior de ambição, o que é contrário às regras do Acordo de Paris, do mecanismo de catraca, que determina que uma nova NDC deve ser mais ambiciosa que a anterior. E a gente não tem visto isso de maneira geral”, explica.

“O papel da presidência brasileira [da COP30} é guiar esse processo global, mas também lidar com suas próprias contradições internas. O relatório sobre o gap fóssil [Relatório sobre a Lacuna de Produção], lançado ontem [segunda-feira] aqui em Nova York, mostra o Brasil como o país com a maior taxa de intenção de expandir produção de petróleo, entre os 20 maiores produtores”, alerta Natalie Unterstell, presidente do Instituto Talanoa.

Natalie considera, no entanto, um acerto a criação de mecanismos financeiros, como Fundo Florestas Tropicais para Sempre (TFFF, na sigla em inglês) e os mercados de carbono, para valorizar a conservação de ecossistemas e dar sustentabilidade à floresta de pé. 

“Não existem processos perfeitos em nenhum lugar do mundo. E agora, dadas as críticas, que são ótimas e estão bem-vindas, o multilateralismo ainda é o único meio possível da gente conseguir manter um planeta habitável para as próximas gerações. Não existe outro”, defende Alexandre Prado, da WWF Brasil.

Fonte: Agência Brasil

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