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Compras online durante as festas? Veja como se proteger

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Para lidar com esse cenário, consumidores recorrem a diferentes estratégias de proteção: desde verificar sites e comparar preços até reforçar a segurança das próprias conexões.

Por Redação CGN

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As compras online viraram hábito no Brasil, e durante as festas de fim de ano o volume aumenta de forma significativa. Lojas como Amazon, Magazine Luiza, Americanas e Mercado Livre recebem milhões de pedidos em poucos dias. Ao mesmo tempo, golpes digitais se multiplicam, explorando a pressa de quem procuram promoções rápidas.

Para lidar com esse cenário, consumidores recorrem a diferentes estratégias de proteção: desde verificar sites e comparar preços até reforçar a segurança das próprias conexões. Em alguns casos, ferramentas simples obtidas por meio de um VPN download também entram nesse conjunto de práticas, ajudando a tornar a navegação menos exposta durante o período de maior movimento no comércio eletrónico.

Verifique a legitimidade da loja

Golpistas criam páginas falsas muito parecidas com lojas famosas, oferecendo preços impossíveis para capturar dados pessoais e bancários.

  • Digite o endereço manualmente, em vez de clicar em links de promoções recebidos por WhatsApp, e-mail ou redes sociais.
  • Procure o cadeado de segurança na barra de endereços (https://).
  • Pesquise a reputação da loja no Reclame Aqui ou em fóruns de consumidores.

Um caso comum é o uso de nomes parecidos com marcas reais, como “Amezon.com” em vez de Amazon.

Priorize métodos de pagamento com proteção

No Brasil, ainda é comum o uso de boletos, mas estes oferecem pouco ou nenhum recurso de reembolso em caso de fraude. Prefira alternativas que permitam contestar transações.

  • Cartão virtual: oferecido por bancos como Nubank, Itaú e Bradesco, gera números temporários para uso único.
  • Carteiras digitais: como PayPal, PicPay e Mercado Pago, que adicionam uma camada de proteção entre a loja e os dados reais do cartão.
  • Pix: somente quando a chave for validada em canais oficiais. Golpistas criam chaves falsas com nomes parecidos de empresas.

Essa escolha reduz drasticamente os riscos caso os dados sejam intercetados.

Desconfie de descontos irreais

A tática mais usada em golpes natalinos é o “super desconto” de produtos desejados, como iPhones da Apple ou TVs da LG. Se o preço parece bom demais, provavelmente é fraude.

Ferramentas como Buscapé e Zoom permitem comparar preços históricos e identificar se a oferta realmente vale a pena. Uma promoção legítima costuma estar dentro de uma margem de 20% a 40% do valor praticado no mercado, e não 80% abaixo.

Atenção à rede utilizada

Comprar online em redes Wi-Fi públicas, como shoppings ou cafés, pode expor dados sensíveis. Hackers conseguem capturar informações de tráfego sem encriptação.

  • Prefira redes móveis (4G/5G).
  • Evite realizar compras em redes abertas ou sem palavra-passe.
  • Jamais insira dados de pagamento em sites acedidos via conexão desconhecida.

Essa prática simples reduz o risco de que palavras-passe ou números de cartão sejam intercetados.

Reforce a proteção das contas

Durante as festas, criminosos também tentam aceder a contas já existentes em sites como Shopee, AliExpress e Submarino, explorando palavras-passe fracas ou repetidas.

  • Crie palavras-passe únicas para cada site, misturando letras, números e símbolos.
  • Ative a autenticação em dois fatores (2FA) sempre que disponível.
  • Não partilhe códigos enviados por SMS ou aplicações autenticadoras.

Assim, mesmo que um dado vaze, ele não compromete todas as suas contas.

Golpes mais comuns no fim de ano

Durante o período festivo, os criminosos digitais aproveitam o aumento no volume de compras para aplicar fraudes específicas. Essas práticas exploram a pressa do consumidor e a confiança em marcas conhecidas, o que torna essencial conhecer os seus formatos mais frequentes.

  1. E-mails falsos de entrega – mensagens supostamente de Correios ou DHL, pedindo pagamento extra para libertar o pacote.
  2. Cupões falsos – links no WhatsApp prometendo descontos de marcas como iFood ou Shein, mas direcionando para páginas maliciosas.
  3. Perfis falsos em marketplaces – anúncios em plataformas como OLX ou Facebook Marketplace, exigindo pagamento antecipado sem garantia de entrega.

Saber reconhecer esses sinais ajuda a interromper a fraude antes que aconteça.

Conheça os seus direitos como consumidor

Mesmo em compras legítimas, pode haver necessidade de devolução ou troca. O Código de Defesa do Consumidor garante:

  • Direito de arrependimento em até 7 dias para compras online, sem justificação.
  • Garantia mínima de 90 dias para produtos duráveis, como eletrónicos.
  • Responsabilidade solidária da plataforma (como Magazine Luiza ou Mercado Livre) quando a venda é feita por terceiros.

Assim, é possível resolver problemas sem depender apenas da boa vontade do vendedor.

Segurança depende de postura ativa

Comprar online durante as festas é prático e pode gerar boas economias, mas exige atenção redobrada. Proteger-se significa verificar a legitimidade das lojas, escolher métodos de pagamento seguros e desconfiar de ofertas irreais. Embora marcas como Amazon, Magazine Luiza e Americanas invistam em segurança, o consumidor continua a ser o elo mais frágil.

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