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Instituto Chico Mendes chega a 18 anos com soluções e desafios

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Foto: Reprodução/CGN

Por CGN

Na comunidade Porangaba, na reserva extrativista Chico Mendes (onde vivem 3,5 mil famílias), no Acre, o trabalhador rural Dione Torquato, de 38 anos, garante que as condições de trabalho e vida melhoraram nas últimas duas décadas, mas o cenário ainda apesenta dificuldades. 

A população, que atua na pesca artesanal, no seringal e nas produções de castanha e açaí, segundo o que acredita, viu políticas públicas chegarem ainda que sejam necessários diferentes aperfeiçoamentos para fazer jus às necessidades no território.

Para ele, a transformação foi nítida desde a criação do Instituto Chico Mendes da Conservação e da Biodiversidade (Icmbio), que completa 18 anos nesta quinta (28). Em evento realizado ontem  (27), o trabalhador esteve presente, ouviu falas de autoridades e avaliou que o órgão tem sido fundamental para o fomento, apoio à produção, cursos de capacitação, ajuda no monitoramento e no controle dos territórios.

O secretário-geral do Conselho Nacional das Populações Extrativistas, Dione Torquato, na cerimônia de comemoração de 18 anos do ICMBio. Foto Valter Campanato/Agência Brasil

Prioridades

Entre as prioridades, na avaliação do trabalhador, que é secretário-geral do Conselho Nacional das Populações Extrativistas, estão a inclusão digital, o aperfeiçoamento de políticas de educação, trabalho e renda para manter os mais jovens nas reservas.

“Os jovens querem permanecer e continuar fazendo as suas atividades com outras oportunidades também”. 

“Gestores podem ser de esquerda, de direita, de centro. O que não podem é ser negacionistas em relação ao meio ambiente”, afirmou a ministra.
 

9,5% do território

Em entrevista à Agência Brasil, o presidente do Icmbio, Mauro Pires afirmou que a instituição chegou à maioridade com a responsabilidade de cuidar de 344 unidades de conservação, ou aproximadamente 9,5% do território brasileiro.

“O nosso grande desafio é dar conta da gestão dessas áreas tão grandes e fazer esse trabalho de forma que a biodiversidade seja conservada”.

Além do compromisso com a conservação do habitat, Pires, que é sociólogo de formação, disse que o  trabalho do instituto deve respeitar os direitos das pessoas que vivem do extrativismo. 

As unidades de conservação sofrem de diferentes impactos, lembra.

“Em alguns lugares, é uma atividade agropecuária, em outros casos, é atividade industrial. É importante que o setor empresarial seja parte da solução. E nós trabalhamos com eles nessa perspectiva”.

Planejamento

No habitat, ele entende que o desmatamento na Amazônia, no Cerrado, na Mata Atlântica, e na Caatinga preocupa os técnicos da organização.

“Nós temos planos de ação voltados para reduzir as ameaças  às espécies vulneráveis. Em relação ao desmatamento, a gente faz um trabalho intenso de monitoramento, de fiscalização em campo”.

Para dar conta dessas atividades, o Icmbio tem cerca de 1,5 mil servidores e recebeu o reforço de mais 350 novos funcionários que ingressaram por concurso público. “Queremos ampliar esse número porque é um território muito grande”, afirmou o presidente da instituição.

Fonte: Agência Brasil

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